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sexta-feira, 8 de março de 2013

PRODUTO INTERNO BRUTO NO ANO DE 2012 PASSOU DE 4,4 TRILHÕES

O PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas no país) no ano passado chegou a R$ 4,403 trilhões. No último trimestre, houve crescimento de 0,6% em relação aos três meses anteriores. Na comparação com o 4º trimestre de 2011, expansão no período foi de 1,4%.

Segundo estimativa do FMI (Fundo Monetário Internacional), em 2012, os Estados Unidos cresceram 2,2%, e o Japão, 2%. A Alemanha, maior economia da zona do euro, teve o mesmo resultado que o Brasil (0,9%). Já Grã-Bretanha (-0,2%), França (0,2%), Itália (-2,1%) e Espanha (-1,4%), entre outras nações europeias, tiveram resultados ainda piores que o brasileiro, segundo o FMI.

Além de ficar atrás do crescimento médio das 35 economias que o FMI considera avançadas, de 1,3%, a expansão da economia brasileira foi em 2012. Porém, Ficou, ainda, abaixo do resultado de todos os outros países dos Brics – Rússia (3,6%), China (7,8%), Índia (4,5%) e África do Sul (4,5%).
 
O setor que teve melhor desempenho no ano foi o de serviços, que cresceu 1,7%. Já a agropecuária (-2,3%) e a indústria (-0,8%) registraram queda.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 3,1%, favorecido pela elevação de 6,7% da massa salarial dos trabalhadores. A despesa com a administração pública aumentou 3,2%.

A taxa de investimentos, porém, teve queda de 4% no ano, puxada pelo recuo na produção de máquinas e equipamentos.

Segundo Simão Davi Silber, professor de economia da USP, o menor crescimento do Brasil em 2012 em relação ao de algumas economias no centro da crise revela, além de uma recuperação gradual nesses países, “o esgotamento do ciclo de crescimento por incorporação de mão de obra” no país.

“Ao longo dos últimos anos, nossa taxa de desemprego se reduziu drasticamente por causa do setor de serviços”, diz ele à BBC Brasil. “Esse processo está completo, senão muito avançado”.

Agora, diz ele, o crescimento brasileiro dependerá basicamente de investimentos em tecnologia e infraestrutura, para aumentar a eficiência da produção nacional.

Projeções para 2013
 

O baixo índice de crescimento do Brasil em 2012 já era esperado pela maioria de economistas. Para 2013, porém, espera-se uma melhora expressiva.

O FMI, por exemplo, projeta crescimento de 3,5% para o país neste ano, o mesmo que a média mundial.

Para Raphael Martello, economista da Consultoria Tendências, a expansão da atividade econômica no último trimestre de 2012 já sinaliza ventos melhores para este ano. Segundo ele, a indústria, cujo desempenho ruim tem travado um crescimento maior do país, vem mostrando sinais de recuperação.

“Mas ainda há incertezas sobre a magnitude dessa expansão para o resto do ano”, afirma Martello. Ele espera que em 2013 o país cresça 3,2% -- previsão que, contudo, pode ser revista para baixo se não houver melhora gradual na indústria e no nível de investimentos.


 

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DESEMPREGO EM QUEDA - CAGED APONTA 242 MIL POSTOS

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho, revelam que foram criados 242 mil postos com carteira assinada em agosto, o melhor resultado de 2009.



Até agora, o melhor saldo deste ano havia sido registrado em julho, com 138 mil vagas abertas. O número veio até melhor do que o mesmo mês de 2008, quando foram criadas 239,1 mil vagas. Com isso, foi o melhor mês de agosto da série histórica do Caged, que começa em 1992.


"O resultado superou todas as expectativas. É o melhor resultado do Caged para o mês de agosto. A massa salarial está se recuperando e, com isso, a população tem mais dinheiro para comprar. A indústria teve de produzir para vender e agora está contratando", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.


Crise financeira


A criação de vagas formais vinha em trajetória favorável até setembro do ano passado, mês no qual foram criadas 282 mil vagas. De outubro em diante, o emprego começou a sentir os efeitos da crise financeira internacional.

Em outubro, o resultado ainda foi positivo, mas houve queda no número de empregos criados. O governo contabilizou a criação de 61,4 mil postos em outubro, mas em novembro já houve o fechamento de 40,8 mil vagas e de outras 654,9 mil em dezembro.

A partir de fevereiro, porém, o emprego formal começou a se recuperar, com a abertura de 9,1 mil postos formais. Entre fevereiro e agosto deste ano, foram criadas 781,5 mil postos. Ou seja, as vagas abertas quase chegam ao número de demitidos por conta da crise (entre novembro e janeiro).


"Se avaliar o período da crise, já recuperamos. Os empresários subestimaram a força do mercado interno. Agora vão ter mais custos para contratar", disse o ministro Lupi.


Acumulado do ano e projeções


No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o Ministério do Trabalho informou que foram criadas 680 mil vagas com carteira assinada, o que representa uma queda de 62% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,8 milhão de vagas.

Até o momento, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vinha projetando a criação de um milhão de vagas em todo ano de 2009. Frente ao resultado de agosto, ele passou a afirmar que o número de postos criados superará esta marca. Porém, não citou um número. Para ele, o Produto Interno Bruto (PIB) terá crescimento de 2% neste ano.

"O mês de setembro será melhor do que o de agosto. Acho que teremos recordes sequenciais. O que temos é uma recuperação generalizada no emprego formal. Vamos ter o melhor ano do governo Lula em 2010, com mais de 1,8 milhão de vagas abertas", disse Lupi a jornalistas. O recorde atual do governo Lula é o ano de 2007, quando foram abertas 1,61 milhão de vagas.


Setores


Dados do Ministério do Trabalho mostram que todos os setores da economia registraram contratações em agosto deste ano, com exceção da agropecuária, que fechou 11,2 mil vagas. Neste caso, explicou Lupi, isso se deve ao fim das safras de café em Minas Gerais e São Paulo.

No caso da indústria, os números confirmam a recuperação, com a abertura de 66,5 mil postos com carteira assinada em agosto, superando até o mesmo mês de 2008 (+54,5 mil vagas). "O número de empregos gerados em agosto é quase três vezes maior do que o registrado no mês de julho [+17,3 mil postos]", informou o Ministério do Trabalho.

A construção civil abriu 39,9 mil empregos com carteira assinada no mês passado, e o Comércio contratou outros 56,8 mil trabalhadores formais. O setor de Serviços, por sua vez, foi o grande destaque do mês passado, com a abertura de 85,5 mil vagas. Esse é o segundo maior saldo do mês de agosto da série histórica, que começa em 1992.

Fonte: G1

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PRODUÇÃO DE MOTOCICLETAS EM ALTA NO BRASIL




As vendas para concessionárias também tiveram alta com 140.702 unidades comercializadas ante 122.736 em julho, um aumento de 14%.


A produção de motocicletas e similares no país cresceu 22% em agosto em relação a julho, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (4) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Foram produzidas produziu 154.714 unidades, contra 127.297 no mês anterior, o que revela uma recuperação das fabricantes.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

VENDAS DE VEÍCULOS CRESCERAM 18,4% EM ABRIL DESTE ANO EM RELAÇÃO AO MÊS DE ABRIL DE 2008


As vendas de veículos por leasing e crédito direto ao consumidor (CDC) cresceram 18,4% em abril deste ano em relação ao mês de abril de 2008, passando de R$ 122,8 bilhões para R$ 145,3 bilhões no mesmo mês de 2009, de acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef).



O maior crescimento foi o das operações de leasing, que cresceu 64,8%, saltando de R$ 38,9 bilhões para R$ 64,1 bilhões. O saldo de CDC caiu 3,1%, de R$ 83,9 bilhões para R$ 81,2 bilhões.


O crédito está acompanhando o momento favorável para a comercialização de veículos de passageiros e comerciais leves, impulsionado principalmente pela redução do IPI e redução gradual das taxas de juros", avalia Luiz Montenegro, presidente da Anef.



Ele destaca que financeiras estão fechando negócios com valores de entradas maiores do que as verificadas anteriormente, o que auxilia, dentre outros aspectos, na contenção dos índices de crescimento da inadimplência para o setor, avalia Luiz Montenegro, presidente da Anef.

Fonte: G1

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Fenabrave Informa: Vendas em Abril Registrou Crescimento de 5,35%


Após queda de 11,8% nas vendas de abril, o mercado automobilístico brasileiro se recuperou em maio, quando resgistrou crescimento de 5,35% sobre o mês anterior. Ao todo, foram 388.510 unidades emplacadas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (1º) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores(Fenabrave).

O desempenho aponta para a estabilização do mercado de forma positiva, já que o resultado de abril sofreu distorções. Isso porque os consumidores haviam antecipado as compras com receio do fim da redução do IPI (que acabou prorrogada).

o aumento das vendas de automóveis e comerciais leves chega a 5,78%, com 237.388 unidades em maio frente 224.413 em abril. O resultado é 3,22% maior em comparação ao registrado em maio de 2008, quando foram emplacadas 229.976 unidades.


Para Sérgio Reze o mercado se manterá no patamar médio de 220 mil unidades vendidas por mês até o final do ano. Assim, maio fecha com volume acima do esperado. Segundo Reze, mesmo que pela pior previsão o segmento de automóveis e comerciais leves caia 2,55% o setor ainda estará em vantagem.

A recuperação também foi positiva no segmento de motocicletas, que cresceu 6,44% no período, com 134.747 unidades comercializadas em maio, contra 126.592 no mês anterior.


Embora o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) tenha autorizado a criação de uma linha de crédito especial de R$ 100 milhões, para financiar a compra de motocicletas de até 150 cilindradas, o reflexo da medida ainda não refletiu nas vendas. Com isso, o resultado de junho deverá ser ainda mais positivo.


Embora o mercado ainda sofra oscilações, o acumulado de janeiro a maio é o melhor da história da indústria automobilística nacional. Ao todo, foram
emplacados no período 1.103.832 unidades de automóveis e comerciais leves, crescimento de 0,78% em relação ao mesmo período de 2008.

Entretanto, ao acrescentar as vendas de caminhões, ônibus e motos, o ano de 2008 ainda é o melhor. De janeiro a maio de 2008 foram vendidas 1.151.358 unidades, contra as 1.149.682 registradas este ano – queda de 015%.

Ao considerar também os emplacamentos de motocicletas e implementos rodoviários a redução é de 7,8%: foram 1.815.373 de vendas totais neste ano, contra 1.968.862 unidades vedidas entre janeiro e maio de 2008.


Os mais vendidos

VW Gol: 23.725 unidades
Fiat Palio: 16.612
Fiat Uno: 14.382
VW Fox/Crossfox: 13.105

Chevrolet Corsa Sedan: 10.782
Chevrolet Celta: 10.551
Fiat Siena: 9.595
Fiat Strada: 7.674
VW Voyage: 7.072
10º Ford Ka: 6.527

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Forte Presença do Investidor Estrangeiro no Brasil


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou o pregão em leve alta nesta sexta-feira (29), garantindo o término de maio acima do patamar dos 53 mil pontos para o fechamento conquistado na véspera.

Nesta sexta-feira (29), índice Ibovespa subiu 0,30%, para 53.197 pontos.Volume financeiro evidenciou forte presença do investidor estrangeiro.

O volume financeiro negociado mais uma vez foi forte, de mais de R$ 8,1 bilhões, evidenciando a presença do investidor estrangeiro na bolsa nacional. Nesta sexta-feira, a Bovespa divulgou que o saldo de dinheiro externo em suas negociações já ultrapassa R$ 10 bilhões no ano.

De acordo com o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, o fluxo de capital estrangeiro continua muito grande para a bolsa brasileira e o Brasil segue como um país atrativo.

Na visão do especialista, muitos investidores estão antecipando resultados corporativos melhores no segundo trimestre e que o país apresentará um desempenho melhor do que outras economias na virada para 2010

"Além do fluxo estrangeiro, outro componente importante para a bolsa tem sido a queda do juro. Nunca se viu uma taxa tão baixa em um momento de crise. A Selic pode chegar a um dígito ainda em junho. Os investidores precisarão mudar as suas aplicações em busca de remunerações maiores e partirem para ativos mais arriscado", afirmou Dokuzian.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Real Fica Valorizado Perante o Dolar


Se continuarmos nesse rítimo, logo, a moeda brasileira estará no mesmo valor da moeda americana.

Depois um início de negócios com valorização, o dólar "virou" e operou em queda até o fim dos negócios desta quinta-feira (28).

A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 2,009, com desvalorização de 0,29%. É a menor cotação registrada no ano. A segunda menor foi registrada na véspera, quando a moeda fechou a R$ 2,015.

Neste mês, a queda do dólar já chega a 7,9%, o que coloca a divisa a caminho da maior baixa mensal desde abril de 2003, quando cedeu 13,2%.

O dólar apresentou queda nas últimas quatro sessões e, na véspera, rompeu por alguns minutos o piso de R$ 2 pela primeira vez desde outubro do ano passado.

"Com dados nos EUA um pouco melhores e o forte fluxo (de entrada de recursos) para o país, a tendência do dólar é realmente para baixo", avaliou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista.

Na quarta-feira, a moeda chegou a ser vendida a R$ 1,999, mas encerrou os negócios, cotada a R$ 2,015 para venda.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Bovespa Fecha Em 50.568 Pontos


Depois de três dias consecutivos de baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se recuperou nesta sexta-feira (22), garantindo uma semana de ganhos aos investidores, apoiada em ações de empresas ligadas ao setor de commodities.

O índice Ibovespa, referência para o mercado brasileiro, teve alta de 0,96% no dia, fechando aos 50.568 pontos.

Na semana, o ganho acumulado foi de 3,18%, apesar das três quedas seguidas de terça a quinta-feira. Na segunda, porém, o índice havia subido 5,01%. Desde o início do mês, a bolsa brasileira acumula alta de 6,93%, considerado o fechamento aos 47.289 pontos de 30 de abril.

Entre os ativos de maior peso na carteira, a Petrobras PN subiu 1,13%, para R$ 32,87; a Vale PNA avançou 0,43%, a R$ 32,45; o Itaú Unibanco PN ganhou 1,30%, para R$ 30,38; a BM&F Bovespa ON aumentou 4,52%, cotada a R$ 10,40; e Bradesco PN teve valorização de 1,13%, a R$ 28,61.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA IMPULSIONA AS VENDAS


O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, promete alavancar as vendas de imóveis no Feirão da Casa Própria, que começou nesta quinta e vai até domingo em São Paulo.

O evento já passou por Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Uberlândia e chegará também a Brasília (22 a 24 de maio), Recife, Porto Alegre (5 a 7 de junho) e Fortaleza (19 a 21 de junho).

De acordo com o superintendente regional da Caixa Econômica Federal em São Paulo, Valter Nunes, a expectativa de aumento de negócios de 10% em relação ao feirão anterior é "até conservadora" se levado em consideração o potencial do programa para impulsionar as vendas.

O programa permite o financiamento de imóveis de até R$ 130 mil para famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 4,65 mil).

No feirão de São Paulo, são oferecidos quase 110 mil imóveis, dos quais 42,5 mil são novos ou em construção e 67,4 são usados. Desse total, 28 mil fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida, que só financia imóveis novos.

De acordo com a Caixa, em um intervalo de três horas nesta quinta (entre 10h, horário da abertura, até as 13h), o volume de negócios fechados ou encaminhados chegou a R$ 34 milhões, entre imóveis novos, seminovos e recuperados judicialmente pela Caixa.

Entre 10h e 15h30, 10.667 pessoas estiveram na feira, segundo balanço da Caixa. A expectativa de visitação no feirão até domingo (24) é de 150 mil pessoas.

Nesta quinta, muitas chegaram de madrugada e fizeram fila para entrar no Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5), onde é realizado o feirão. Segundo o gerente, às 7h, havia 300 pessoas na fila, esperando a abertura dos portões.

Houve quem faltasse ao trabalho. Foi o caso da encarregada de lavanderia Daniela Firmiano.

"Faltei mesmo. O chefe entendeu. Ele não tinha outra escolha", disse. Junto com o marido, o autônomo Eli Nunes dos Santos, ela procurava um apartamento cuja prestação não ultrapassasse muito o valor que paga para viver em um cortiço no bairro da Barra Funda, em São Paulo (R$ 430).

Dentro do pavilhão do centro de exposições, as maiores filas se formaram diante de estandes de construtoras que anunciavam imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

Já na hora de fechar o negócio, as empresas faziam ofertas para concretizar a venda. No estande da Plano & Plano, quem compra um imóvel no feirão ganha os armários da cozinha. Nas duas primeiras horas do feirão, a empresa vendeu dez unidades.

As construtoras Brascan e Company oferecem cheque-bônus de R$ 200 na primeira prestação, e o comprador concorre a até R$ 1,5 mil em vale-compras se participar de um concurso cultural.

O coordenador de vendas da construtora MRV Engenharia, Marcos Madeira, disse que é possível até que faltem apartamentos durante o feirão. "A dica hoje é o cliente correr para o plantão, fazer a reserva ou colocar o nome na fila de espera", afirmou.

Segundo ele, o programa Minha Casa, Minha Vida é responsável por grande parte do aumento da procura.

terça-feira, 19 de maio de 2009

MÃE

Mãe, pessoa de papel fundamental no lar;

Lar, onde ela está presente todos os dias;

Dias, noções de tempo onde encontramos o seu amor;

Amor, dedicação para com seus filhos;

Filhos, fruto que ela gerou com muito carinho;

Carinho, que ela nos dá até hoje;

Hoje, instante do tempo que ela nos dá mais compreensão;

Compreensão, é o que ela tem conosco nos momentos mais difíceis;

Difíceis, momentos em que ela não está ao nosso lado;

Lado, partes felizes da vida que ela procura lembrar;

Lembrar, tudo que marca a sua vida;

Vida, é o que nós temos hoje graças a ela;

Ela, papel fundamental de ser mulher;

Mulher, é o que orgulho feminino;

Feminino, oposto ao masculino;

Masculino, é o que não pode desempenhar o papel de mãe.

Autores:
Denis Nazário
Marcos Roberto
28/02/2002

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PRESIDENTE FALA SOBRE A PARCERIA ESTRATÉGICA PARA O BRASIL


Segunda-feira, 18/05/2009

É a segunda etapa de uma viagem que começou na Arábia Saudita, em busca de parcerias comerciais. Hoje, Lula vai jantar com o presidente chinês, Hu Jintao.

sábado, 16 de maio de 2009

LULA EM BUSCA DO ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO DO GCC


Comitiva brasileira será recebida pelo rei Abdullah bin Abdulaziz al Saud.Giro internacional do presidente inclui China e Turquia.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou neste sábado (16) a Riad, por volta das 12 horas (horário local) - 6 horas pelo horário de Brasília - para a primeira visita oficial de um chefe de Estado do Brasil à Arábia Saudita. Lula aterrissou ao meio-dia na base aérea da capital e foi direto para o local no qual ficará hospedado até domingo (17), o Palácio de Hóspedes, ex-residência real construída há 90 anos.


O presidente chegou acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, que vestia uma túnica negra, respeitando as tradições muçulmanas do país - e não o xador, o traje feminino típico. Completaram a comitiva os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge; e das Comunicações Sociais, Franklin Martins, além do assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia.



O primeiro encontro oficial de Lula só acontece à noite, quando o presidente brasileiro receberá, no Palácio de Hóspedes, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Abdul Rahman al Attiya. Na pauta do encontro estão as negociações do acordo de livre comércio do GCC - união regional formada pela Arábia Saudita, o Catar, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, Omã e o Bahrein. O acordo até aqui enfrenta resistências de companhias do setor petroquímico brasileiro, receosas da concorrência com os árabes.



Em seguida, a comitiva brasileira será recebida pelo rei saudita Abdullah bin Abdulaziz al Saud para um jantar oficial.



Acompanhado de uma delegação de 50 empresários, o governo planeja fechar dois acordos comerciais nas indústrias petrolífera e farmacêutica. O primeiro envolve mineração e será firmado entre a Petrobras e a Modern Chemical (Modern Mining Company). O segundo reúne a brasileira Biomm e a saudita Gabas Global for Biotechnology, que formarão uma joint venture no valor de US$ 100 milhões - dos quais US$ 30 milhões do lado brasileiro - para a produção de insulina humana, transferência de tecnologia e o treinamento de pessoal.



Riad é primeira etapa da um giro internacional que incluirá ainda Pequim, na China, e Istambul e Ancara, na Turquia. O retorno da comitiva ao Brasil está previsto para o próximo sábado ( 23).

COM A ECONOMIA EM ORDEM O BRASIL ATRAI CAPITAL


Estável e com economia em ordem, Brasil atrai capital externo. Economistas alertam, no entanto, que cenário ainda é de volatilidade.

Para os brasileiros, o dólar tem estado barato como há tempos não se via. Esta semana, a moeda norte-americana atingiu o menor valor frente ao real em sete meses, chegando a ser vendido a R$ 2,059. Em dezembro, a cotação chegou a alcançar R$ 2,60.

Mais do que uma boa notícia para quem pretende viajar ao exterior, a queda do dólar é um sinal do bom desempenho – ao menos comparativamente - da economia brasileira, em meio à mais grave crise mundial em décadas.


Com as grandes economias do mundo patinando, o Brasil, durante muito tempo “esnobado” pelo capital estrangeiro, vive uma situação peculiar. Estável e sofrendo efeitos até agora contidos da crise, inclusive com alguns sinais de recuperação, o país se tornou um dos destinos preferenciais desses recursos. E quanto mais dólares no país, mais barato ele se torna, seguindo a velha e imutável lei da oferta e da procura.



“O cenário lá fora está muito ruim. Na economia dos Estados Unidos o cenário é de recessão. Na Europa também, Espanha tem o maior desemprego em 30 anos, a Inglaterra também não esta em situação confortável. E o Brasil é o que se mostra em melhor situação depois da crise”, diz Cláudio Gonçalves, do Conselho Regional de Economia (Corecon).

“Os países estão verificando que emergentes ainda são saída para suas aplicações. Esse dinheiro chegando, precisa ser convertido em reais, então tem uma oferta muito grande de dólares”, explica o professor de economia Luiz Antonio Fernandes de Silva, das Faculdades Integradas Rio Branco.

Dados da Bovespa mostram que esses investimentos voltaram com força: entre 1º de janeiro e 30 de abril, o mercado de ações brasileiro “engordou” R$ 7,074 bilhões em recursos vindos do exterior. Em abril, o volume financeiro negociado atingiu R$ 97,19 bilhões, com alta de 9,2% sobre o resultado de março. Dados que ajudaram a Bovespa a subir cerca de 30% desde o início do ano.

O Brasil também se beneficia – ao menos nesse ponto – da alta taxa básica de juros. Isso porque, para incentivar atividade econômica, a maioria dos países desenvolvidos reduziu suas próprias taxas a patamares próximos a zero, tornando a Selic brasileira, hoje em 10,25%, bastante atrativa.



“Nos outros países, as taxas de juros estão muito baixas. Aqui, mesmo com a queda, continua muito alta, e faz com que tenha muitos capitais entrando aqui”, confirma o professor das Faculdades Rio Branco.

Mas não só dos investimentos externos vive a queda do dólar. Associada a isso, a balança comercial brasileira (diferença entre exportações e importações) acumulou um superávit de US$ 7,2 bilhões no ano até a primeira semana de maio. Dinheiro que também irriga a economia e aumenta a oferta de dólares por aqui.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

UM OLHO NO PEIXE O OUTRO NO GATO


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira que o governo vai encaminhar ao Congresso uma proposta com mudanças na tributação do rendimento da poupança.


Pela proposta, titulares de contas com saldo superior a R$ 50 mil pagarão imposto de renda sobre a rentabilidade a partir do ano que vem. Já os fundos de investimento teriam desconto no imposto.


Segundo o governo, a medida visa afastar os chamados “grandes investidores” de aplicações na poupança e impedir a perda de clientes nos fundos de investimento. Isso porque, caso a tendência de baixa na Selic continue, atraídos pelos juros baixos, os investidores poderiam fazer uma migração em massa para a poupança, causando um "desequilíbrio" no sistema.

Essa é uma grande e ótima mudança para o Brasil. Com essa medida, o governo dificulta a vida dos "espertinhos", que tentam lucrar a todo custo sobre o pequeno poupador.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Primeiro Feirão de Casa Própria: 100 mil imóveis

UM NOVO TEMPO COMEÇOU: "MINHA CASA, MINHA VIDA"

Um feirão que começou hoje no Rio e vai passar por nove cidades oferece mais de 100 mil imóveis.

Jovens casais como Rosana e Vanderson. Nilson e Aparecida têm o mesmo desejo. Eles são atraídos pela chance de comprar o primeiro imóvel, a casa própria, que agora pode estar mais perto. “Eu queria uma casa porque apartamento eu não gosto muito não, mas vamos ver aí. Vamos dar uma olhada por aí”, diz Aparecida Medeiros, comerciária.

Este é o primeiro feirão de casa própria do Brasil depois do lançamento do novo programa habitacional do governo federal. E é quase uma cidade inteira que está à venda aqui: 66 mil unidades. Vai ser também uma espécie de teste de aceitação das novas condições de venda e financiamento feitas para financiar, principalmente para quem ganha mais de dez salários mínimos, R$ 4650.

O programa dá subsídio de até R$ 23 mil na compra do imóvel. E isso diminui a prestação e a necessidade de comprovação de renda.

“As condições de acesso a crédito imobiliário dessas famílias que tinham alguma capacidade de pagamento, mas não o suficiente para ter crédito imobiliário mudou, e essa família agora tem sem dúvida alguma possibilidade de ter acesso ao crédito”, diz Jorge Hereda, vice-presidente da Caixa.

Em um conjunto habitacional, por exemplo, no bairro de Campo Grande, no Rio, os apartamentos custam cerca de R$ 70 mil. Antes do programa, a prestação sai por R$ 550 e era preciso comprovar a renda de cinco salários mínimos. Agora, a prestação cai para R$ 350 e a renda familiar exigida para três salários mínimos.

A maior aspiração de milhões de brasileiros foi finalmente realizada hoje pela auxiliar de enfermagem, Lucicleide de Araújo. Ela recebeu o primeiro imóvel que comprou na vida. “Era um sonho. Sonho que virou realidade. Uma casinha de boneca”, diz ela.

sábado, 9 de maio de 2009

Venda de material de construção cresce 25% após redução de IPI





A venda de materiais de construção incluídos no pacote de desoneração do governo cresceu 25% em abril deste ano, primeiro mês de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), segundo dados da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

A entidade afirmou que a venda geral de materiais cresceu 4,5% em abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2008. A expansão, no entanto, poderia ser maior se não fossem os feriados do mês.

O aumento nas vendas ocorre após o setor acumular queda de 12% nos dois primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2008. Em março, o varejo de material de construção apresentou leve recuperação, com crescimento de 1,5% sobre março de 2008.

"Sem dúvida, este número [de março] só não foi maior porque os consumidores estavam na expectativa do eventual anúncio sobre redução dos impostos (IPI), que vinha sendo noticiado constantemente e que acabou acontecendo no dia 30 de março", afirmou Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

"Este represamento fez crescer nossas vendas dos produtos incluídos no pacote de desoneração em 25% durante o mês de abril, forçado pelos consumidores que estavam adiando suas compras, mas também influenciando aqueles que pretendem reformar, já que a medida, inicialmente, vale para abril, maio e junho", disse.

Segundo o presidente da Anamaco, o mês de abril foi muito prejudicado pelos feriados. "Como maio não terá a influência destes feriados, é de se esperar um crescimento perto de 8% comparativo com o mesmo período de 2008. Quando analisamos dias úteis, no mês de abril estávamos crescendo a esta média", afirmou.

Os dados da Anamaco demonstram que os primeiros quatro meses do ano ainda não conseguiram recuperar as perdas do primeiro bimestre de 2009. "No acumulado do ano, estamos com um resultado próximo de zero, o que podemos considerar muito bom, pois viemos de um crescimento em 2008 de 9,5%", disse Conz. "Acreditamos que manteremos de maio a novembro uma média de crescimento de 8%, sempre comparando com o mesmo período de 2008, projetando um crescimento total para 2009 sobre 2008 de 5,5%", explica.

Conz ainda ressaltou que diversas matérias-primas tiveram forte queda em seus preços, como o fio de cobre usado em iluminação e energia, que neste ano teve queda de 35%. "Somado a isso, tivemos as desonerações muito importantes no cimento, tintas, louças, metais e cerâmicas, que tem peso expressivo no faturamento do comércio. Crescer 5,5% após um crescimento de 9,5% em 2008, com estas considerações, pode ser considerado um ano de muito sucesso."

Fonte: Folha Online

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A RBS no banco dos réus


Por Elaine Tavares – jornalista


O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina realizou no dia 28 de abril de 2009 uma discussão histórica, colocando no banco dos réus o oligopólio da Rede Brasil Sul, a RBS. Mas, esta proposta de transformar a maior rede de comunicação do sul do país em ré comum não foi privilégio da direção do sindicato, portanto a ela não se pode reputar nenhuma intenção ideológica. O responsável por esta façanha é o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão em Santa Catarina, Celso Antônio Três, que apresentou uma ação civil pública ao Ministério Público Federal contra a empresa dos Sirotski, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica e a União.


Baseado exclusivamente na letra fria da lei, o procurador apela para a tutela dos direitos de informação e expressão do cidadão, a pluralidade, que é premissa básica do Estado democrático e de Direito. Com base nisso ele denuncia e exige providências contra o oligopólio da mídia sustentado pela RBS no Estado de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Segundo Três, é comprovada documentalmente a posse de 18 emissoras de televisão aberta, duas emissoras por cabo, oito jornais diários, 26 emissoras de rádio, dois portais na internet, uma editora e uma gravadora.

Ele lembra ainda que o faturamento do grupo em 2006 chegou a 825 milhões de reais, com um lucro líquido de 93 milhões, tudo isso baseado no domínio da mente das populações do sul que atualmente não tem possibilidade de receber uma informação plural. Praticamente tudo o que se vê, ouve ou lê nos dois estados do sul vem da RBS.

No debate realizado pelo SJSC o procurador insistiu que filosoficamente ser é ser percebido e isso é o que faz a mídia, torna visível aqueles que ela considera “ser”.

Os pobres, os excluídos do sistema, os lutadores sociais, toda essa gente fica de fora porque não pode ser mostrada como ser construtor de mundos. Celso Três afirma que na atualidade o estado é puro espetáculo enquanto o cidadão assume o posto de espectador. Nesse contexto a mídia passa a ser o receptor deste espetáculo diário, ainda que não tenha a menor consistência. “Nós vivemos uma histeria diária provocada pela mídia e o país atua sob a batuta desta histeria”.


No caso de Santa Catarina o mais grave é que esta histeria é provocada por um único grupo, que detém o controle das emissoras de TV e dos jornais de circulação estadual. Não há concorrência para a RBS e quando ela aparece é sumariamente derrotada através de ações ilegais como o “dumping”, como o que aconteceu na capital, Florianópolis, quando da abertura do jornal Notícias do Dia, um periódico de formato popular com um preço de 0,50 centavos.

Imediatamente a RBS reagiu colocando nas bancas um jornal igual, ao preço de 0,25 centavos. Não bastasse isso a RBS mantêm cativas empresas de toda a ordem exigindo delas exclusividade nos anúncios, incorrendo assim em crime contra a ordem econômica.


Sobre isso a lei é muito clara. Desde 1967 que é terminantemente proibido um empresa ter mais que duas emissoras de TV por estado. A RBS tem mais de uma dezena. A Constituição de 1988 determina que a comunicação não pode ser objeto de oligopólio. Pois em Santa Catarina é. Segundo Três, na formação acionária das empresas existem “mais de 300 Sirotski” , portanto não há como negar que esta família controle as empresas como quis fazer crer o Ministério das Comunicações, também réu na ação. “Eles alegaram que a RBS não existe, é um nome de fantasia para empresas de vários donos. Ora, isso é mentira. Os donos são os mesmos: os Sirotski”.


O procurador alega que a lei no Brasil, no que diz respeito a porcentagem de produção local que deve ter um empresa, nunca foi regulamentada, mas não é por conta da inoperância do legislativo que a Justiça não pode agir. “Nós acabamos utilizando a lei que trata do mercado de chocolate, cerveja, etc. Nesta lei, uma empresa não pode controlar mais que 20% do mercado. Ora, em Santa Catarina, a RBS controla quase 100% da informação”.


Aprofundando o debate sobre a ação oligopólica da RBS, Danilo Carneiro, estudioso do sistema capitalista e membro do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, deu uma aula sobre a formação do sistema capitalista e mostrou como atualmente o capitalismo já não consegue mais reproduzir a vida, tamanha a sua dominação sobre a vida das pessoas e sua sanha por lucros. Desde as cidades-estado italianas, onde o comércio impulsiona a acumulação de lucros, até os dias de hoje a consolidação do capitalismo está ligada à exploração dos trabalhadores e da natureza.

Para que isso aconteça é necessário manter as gentes em estado permanente de alienação e aí entram os Meios de Comunicação de Massa. Não é à toa, portanto, que instituições governamentais como o CADE e o Ministério das Comunicações façam vistas grossas ao oligopólio da RBS assim como da Globo. Tudo faz parte da manutenção do sistema.


Sobre a ação na Justiça contra a RBS, Danilo lembrou que hoje no Brasil existem mais de 60 milhões de ações em andamento e isso por si só já dá um panorama do que pode acontecer. Sem uma mobilização política efetiva das entidades e do povo catarinense, essa ação pode se perder no sumidouro da Justiça brasileira.

Na platéia do debate um público muito representativo do movimento social de Florianópolis, tais como representantes do Diretório Central dos Estudantes da UFSC, da União Florianopolitana de Entidades Comunitárias (UFECO), Sindicato dos Previdenciários (SINDPREVS), Sindicato dos Eletricitários (SINERGIA), jornalistas, estudantes, professores.

Cada um deles compreendeu que à corajosa atitude do procurador Celso Três, devem se somar ações políticas e de acompanhamento da ação. O Sindicato dos Jornalistas deve se colocar como assistente do Ministério Público, abastecendo-o com informações e as demais entidades vão difundir as notícias e fazer a pressão necessária para o andamento da ação.


Conforme bem lembra Celso Três, esta não é uma ação voluntarista ou ideológica, ela é objetiva e se fundamente na lei maior. Oligopólios são proibidos e as populações de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul tem direitos a uma informação plural e diversificada. Não há amparo legal para a propriedade cruzada, o pensamento único e muito menos para a dominação econômica.


Na senda da fala de Danilo Carneiro, que deixou claro que sob a ditadura do capital é impossível a democratização da comunicação, também assomou entre os presentes a necessidade da discussão e da luta por outra comunicação e outro estado que não esse no qual imperam as relações de dominação. Agora é ficar atento e aprofundar a luta. Sem isso, não anda a ação, e tampouco acontecem mudanças estruturais.

Fonte: NoveE

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bovespa Começa Maio Com Valorização

Bolsa paulista acompanha movimento positivo do mercado externo. Em abril, bolsa acumulou valorização de 15,55%.

O mês de maio começa com forte valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Às 11h56 desta segunda-feira (4), o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subia 5,09%, a 49.700 pontos, acompanhando o dia positivo nos mercados mundiais.

Além do ambiente externo favorável às compras, há espaço para um ajuste de alta devido ao feriado do Dia do Trabalho, já que a sexta-feira acabou de forma positiva para os mercados americanos.

sábado, 2 de maio de 2009

Lojistas Esperam Aumentar as Vendas em 50% até os Dias das Mães


Os lojistas esperam aumentar as vendas em cerca de 50 % até o próximo domingo (10), Dia das Mães. A vendedora, Cindia Alves de Paula, trabalha em uma loja de roupas e afirmou que a procura para o presente para as mães ainda é pequena, mas está otimista. "As pessoas sempre deixam tudo para a última hora. A partir da semana que vem começa a melhorar, com certeza," afirma.

A estudante, Larissa Nunes, de 23 anos, não quis esperar. "Resolvi comprar antes para não pegar a confusão da véspera. Ainda mais que estou procurando roupas para a minha mãe e talvez um relógio. Apesar da chuva, o dia está tranquilo para fazer compras", contou a estudante.

Já com as sacolas em mãos, o encarregado administrativo Osair Alves, de 30 anos, não desanimou por conta da chuva. Ele conseguiu comprar o presente da mãe, junto com a esposa, mas ainda faltava mais um. "Agora estou buscando o presente da minha sogra. A busca está difícil por causa da chuva, mas a grande vantagem de comprar antecipadamente é evitar o tumulto. Ainda por cima dá para pesquisar melhor", disse.

Além de roupas, acessórios e eletrodomésticos, há quem aposte em um dos presentes mais tradicionais desta data: nas flores. Por isso, as floriculturas já se preparam para a ocasião, mas concordaram que o movimento só vai aumentar mesmo, na próxima semana.

A proprietária de uma floricultura em Vila Velha, Maristela Cavalero, de 39 anos, disse, que este ano a procura deve ser maior para as flores plantadas em vasos, que são mais baratas e vivem por mais tempo. "Mas as rosas devem continuar sendo procuradas, apesar de serem mais caras. É mais tradicional.", afirmou. Um buquê com uma dúzia de rosas custa em torno de R$ 40,00 e um vaso de flores, cerca de R$ 30,00. Para quem quer economizar, uma das opções é dar margaridas, cujo o arranjo custa R$ 15,00.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Brasil Vem se Transformando na Última Década


O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas. A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana Newsweek.

"Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela", afirma o artigo.

Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente".

O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da Newsweek, com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

Poderio militar

A Newsweek observa em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil "expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre".

A revista observa que quando há algum conflito na região, o Brasil envia "diplomatas e advogados para as zonas quentes ao invés de flotilhas ou tanques".

O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos.

"Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada", diz a Newsweek.

Influência americana

A revista diz que os esforços brasileiros advêm da estratégia "não-declarada" de se contrapor à influência dos Estados Unidos e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington", mas que nem por isso o país embarcou na "revolução bolivariana".

"Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros", diz o artigo. "No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne."A

A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação próxima da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é "um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade".

"Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual", conclui a Newsweek.