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segunda-feira, 11 de março de 2013

POBREZA DIMINIU NO BRASIL

Pobreza recua no Brasil, mas fim da miséria é questionável



Atualizado em 11 de março, 2013 - 05:26 (Brasília) 08:26 GMT

Miséria no Brasil | Foto: BBC
Emilio Luis da Silva e Maria Lúcia Maciel em frente ao barraco onde vivem.

Apesar de expressivos avanços no combate à extrema pobreza, erradicar a miséria do Brasil e transformá-lo num país de classe média será mais complexo e demorado do que o discurso do governo sugere, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.
 
Há duas semanas, à frente de uma placa com o slogan "O fim da miséria é só um começo" – provável lema de sua campanha à reeleição –, a presidente Dilma Rousseff anunciou a ampliação das transferências de renda às famílias mais pobres que constam do Cadastro Único do governo.
Com a mudança, os mais pobres receberão repasse complementar para que a renda per capita de suas famílias alcance ao menos R$ 70 ao mês – patamar abaixo do qual são consideradas extremamente pobres pelo governo. A alteração, diz o governo, permitirá que 2,5 milhões de brasileiros se somem a 22 milhões de beneficiários do Bolsa Família que ultrapassaram a linha da pobreza extrema nos últimos dois anos.

Para que o programa seja de fato universalizado, porém, o governo estima que falte registrar 2,2 milhões de brasileiros miseráveis ainda à margem das políticas de transferência de renda, o que pretende realizar até 2014.

Especialistas em políticas antipobreza ouvidos pela BBC Brasil aprovaram a expansão do programa, mas fazem ressalvas quanto à promessa do governo de erradicar a miséria.
Para Otaviano Canuto, vice-presidente da Rede de Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico do Banco Mundial, o Bolsa Família – carro-chefe dos programas de transferência de renda do governo – é bastante eficiente e tem um custo relativamente baixo (0,5% do PIB nacional).

Canuto diz que o plano e outros programas de transferência de renda ajudam a explicar a melhora nos índices de pobreza e desigualdade no Brasil na última década, ainda que, somados, tenham tido peso menor do que a universalização da educação – "processo que vem de antes do governo Lula" – e a evolução do mercado de trabalho, com baixo desemprego e salários reais crescentes.

Apesar do progresso, estudiosos dizem que, mesmo que o Cadastro Único passe a cobrir todos os brasileiros que hoje vivem na pobreza, sempre haverá novas famílias que se tornarão miseráveis.
Há, ainda, questionamentos sobre o critério do governo para definir a pobreza extrema – renda familiar per capita inferior a R$ 70, baseado em conceito do Banco Mundial que define como miserável quem vive com menos de US$ 1,25 por dia.

Adotado em junho de 2011 pelo governo, quando foi lançado o plano Brasil Sem Miséria (guarda-chuva das políticas federais voltadas aos mais pobres), o valor jamais foi reajustado. Se tivesse acompanhado a inflação, hoje valeria R$ 76,58.

Em onze das 18 capitais monitoradas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), R$ 70 não garantem sequer a compra da parte de uma cesta básica destinada a uma pessoa. Em São Paulo, seriam necessários R$ 95,41 para a aquisição.
Em 2009, o então economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri, defendeu em artigo que a linha de miséria no país fosse de R$ 144 por pessoa. Essa linha, segundo o autor, que hoje preside o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão ligado à Presidência), atende necessidades alimentares mínimas fixadas pela Organização Mundial da Saúde.

O economista Francisco Ferreira, também do Banco Mundial, considera positivo que o Brasil tenha definido uma linha de pobreza, mas afirma que o valor deveria ser ajustado ao menos de acordo com a inflação e que está "muito baixo" para o país.

Segundo Ferreira, o Banco Mundial estabeleceu a linha de miséria em US$ 1,25 ao dia para uniformizar seus estudos, mas cada país deveria definir próprios critérios. "Não me parece adequado que o Brasil adote a mesma linha aplicável a um país como o Haiti, por exemplo."
Tiago Falcão, secretário de Superação da Pobreza Extrema do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), reconhece que mesmo que o Bolsa Família chegue a todos os brasileiros pobres sempre haverá novas famílias que cairão abaixo da linha da miséria.
"Buscamos a superação da miséria do ponto de vista estrutural, para que não existam brasileiros que não sejam atendidos por nenhuma política pública. E estamos tentando encurtar o prazo de resgate dos extremamente pobres."

Falcão diz que a linha de R$ 70 responde a compromisso internacional do governo assumido com as Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM), que previam a redução à metade da pobreza extrema no país até 2015. Tendo como referência a linha do Banco Mundial, diz Falcão, o governo se "propôs um desafio muito mais complexo, que é a superação da extrema pobreza".
"Era uma meta ambiciosa para o Brasil e, por outro lado, factível. Hoje consideramos que acertamos ao definir a linha de R$ 70".

O secretário diz, no entanto, que se trata de um piso de "carências básicas" que, uma vez definido, poderá ser aumentado levando em conta as disparidades regionais e o quão solidária a sociedade quer ser com os mais pobres.

Para Alexandre Barbosa, professor de história econômica do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, o governo deveria levar em conta outros critérios além da renda em sua definição de miséria. Em 2011, Barbosa coordenou um estudo do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) intitulado "O Brasil Real: a desigualdade para além dos indicadores".

O estudo, que contou com apoio da ONG britânica Christian Aid, afirma que as políticas de transferência de renda melhoraram a vida dos mais pobres, mas não alteraram a estrutura social brasileira. Barbosa é especialmente crítico à ideia de que, com a redução na pobreza, o Brasil está se tornando um país de classe média, tese defendida pela presidente.

"Considerar classe média alguém que recebe entre um e dois salários mínimos, que mora em zona urbana sem acesso a bens culturais nem moradia decente, que leva três horas para se deslocar ao trabalho? Essa é a classe trabalhadora que está sendo redefinida."

Para o professor, a transferência de renda deveria integrar um conjunto mais amplo de ações do governo com foco na redução da desigualdade. Entre as políticas que defende estão reduzir os impostos indiretos sobre os mais pobres, fortalecer cooperativas e agregar valor à produção industrial, para que os salários acompanhem os ganhos em eficiência.

Falcão, do MDS, diz que o governo já tem atacado a pobreza por vários ângulos. Segundo ele, o Cadastro Único – "uma inovação em termos de política social ainda pouco compreendida no Brasil" – revolucionou a formulação de políticas públicas para os mais pobres.

O cadastro hoje inclui 23 milhões de famílias (ou cerca de 100 milhões de pessoas, quase metade da população) e é atualizado a cada dois anos com informações sobre sua situação socioeconômica.
Segundo o secretário, o cadastro tem orientado programas federais de expansão do ensino integral, fortalecimento da agricultura familiar e qualificação profissional, que passaram a atender prioritariamente beneficiários do Bolsa Família.

Para Canuto, vice-presidente do Banco Mundial, manter o Brasil numa trajetória de melhoria dos indicadores sociais não dependerá apenas de políticas voltadas aos mais pobres. Ele diz que o "modelo ultraexitoso" que permitiu a redução da pobreza na última década, baseado no aumento do consumo doméstico e da massa salarial, está próximo do limite.

De agora em diante, afirma Canuto, os avanços terão que se amparar em maiores níveis de investimentos, que reduzam o custo de produzir no Brasil.

"É preciso pensar no que é necessário para que, daqui a uma geração, os benefícios de transferência condicionada de renda não sejam mais necessários. Para isso, o foco tem que ser em boa educação, acesso à saúde, emprego de qualidade, melhoria da infraestrutura e espaço para o desenvolvimento do talento empresarial."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

DILMA ROUSSEFF É A CANDIDATA DO GOVERNO LULA


O Partido dos Trabalhadores indicou por aclamação no sábado (20) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição presidencial de outubro. O evento foi marcado por três temas que estiveram direta ou indiretamente no discurso de vários dirigentes do PT, no palco ou fora dele.


Um deles foi o processo de escolha Dilma Rousseff como pré-candidata do PT, atribuída até dentro do partido à vontade pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outra preocupação foi reafirmar que as diretrizes para o programa do PT aprovadas pelo Congresso do partido na sexta-feira estavam abertas à discussão com partidos aliados e com setores da sociedade.

Por fim, tudo foi montado para associar a imagem de Dilma Rousseff à de Lula e a de seu governo, ambos com aprovação recorde da população.

Os temas estiveram de forma indireta presentes em todos os discursos do dia. "A Dilma não é candidata dela. É candidata de uma coalizão de partidos muito forte. Ela não é candidata do Lula", disse o presidente.

Em seguida, porém, ele assumiu seu papel na escolha e o papel das alianças. "E eu, quando pedi ao PT que apresentasse a Dilma como candidata e aos outros partidos, foi pelas suas qualidades", afirmou o presidente.

No começo de sua fala, já depois de ter sido aclamada pelos delegados do partido como o nome do PT para outubro, Dilma Rousseff se disse orgulhosa da tarefa de continuar a obra "de um líder". "Um líder. O meu líder. De quem eu tenho muito orgulho: o presidente Lula", afirmou.

O tema da relação de Dilma Rousseff com os partidos aliados, e, em especial o PMDB, também esteve na fala de Lula. "Tenho que dito que o PMDB, pelo tamanho dele, vai ser não só o partido que vai estar dentro da campanha como vai ser o partido que provavelmente vai indicar o vice", disse.

Dilma Rousseff também abordou o assunto. "Participo de um governo de coalizão. Quero formar um governo de coalizão", disse ela.

Há três semanas, dirigentes do PMDB haviam se queixado do vazamento de pontos das diretrizes do programa de governo do PT que não teriam sido discutidos com partidos aliados.

A estratégia de colar a imagem da ministra na do presidente ficou evidente até na decoração do auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde o evento foi realizado.

sábado, 14 de novembro de 2009

COTAS NAS UNIVERSIDADES - PARÁBOLA

REFLEXÃO SOBRE AS COTAS NAS UNIVERSIDADES - PARÁBOLA
Por Denis Nazário


Um homem tinha dois filhos, um biológico e o outro adotivo. Esse homem que não possuia mulher, procurava educar seus filhos da mesma forma. O filho biológico seguia os conselhos do pai, enquanto o filho adotivo não.



O tempo foi passando e seus filhos foram crescendo. O filho biológico estudava e trabalhava com o pai. O outro filho, procurando algo melhor, juntou os seus pertences e partiu para uma terra distante.



Tudo corria bem, cada qual prosperava a sua maneira. O filho biológico ampliou os negócios do pai, por sua vez, o filho adotado trabalhava com outras pessoas e ia guardando alguns bens.



Naquela terra distante, um determinado dia, a fome tomou conta do lugar e o filho adotado começou a passar necessidade. Não havendo mais trabalho, perdeu o que tinha adquirido, sentiu de perto a fome. Procurou pessoas para dividir o trabalho em busca de uma refeição. Descobriu que aquelas pessoas que tinham um pouco de alimento, só aceitavam dividir com aqueles que tinham muito estudo. Segundo essas pessoas, aquela terra estava passando por uma miséria devido a falta de edução do povo.



O filho adotado vendo que não tinha mais oportunidade naquela terra, caiu em si e disse: "Quanto estudo é preciso para gerar um trabalho que mate a minha fome?! Vou partir em busca de meu pai e de meu irmão, eles me darão oportunidade para estudar."



O filho adotado voltou à terra natal, para casa de seu pai. Ele estava arrependido, humilhado e com fome. Seu irmão ao reconhecé-lo, veio ao seu encontro. O pai se estivesse vivo, certamente o acolheria. Porém, seu irmão teve atitude contrária e de imediato foi falando:



"Há tantos anos eu servi o nosso pai que agora não está mais entre nós. Nunca desobedeci uma ordem dele e nunca saí da nossa terra. Estudei e aumentei os negócios. Você saíu vida à fora, não conseguiu nada e agora tem coragem de voltar?! Por que você não ficou a onde estava?"



O filho adotado, vendo a postura do irmão falou:



"Nós fomos criados pelo mesmo pai, porém, somos muito diferentes. Eu não quiz estudar e muitas vezes não segui os conselhos do nosso pai. Levei algum tempo para perceber o que eu deixei de ganhar. Mas aprendi na vida que o estudo para uns vale um pão e, para outros é apenas mais um canudo na mão."

sábado, 5 de setembro de 2009

A Criança é Tão Feia que Ninguém Quer Ser o Pai

Por: André Raboni

Não tenho receio de recuar quando necessário, mas nesse caso estou apenas esclarecendo um ponto que havia sido aprovado pela Câmara e passou despercebido pelos senadores”. Senador Eduardo Azeredo, dizendo que o artigo da nova lei eleitoral, que proibiria blogs e sites de emitir opinião durante as eleições, foi aprovado sem ser percebido pelos senadores.

A reação da sociedade brasileira contra o projeto da nova lei eleitoral surtiu efeito. Durante esta semana, foram muitos os protestos na rede contra o monstrengo que o Congresso queria aprovar para restringir as liberdades na internet durante o período eleitoral.

O democrata Marco Maciel esquivou-se da alcunha de censor, afirmando que o capítulo que restringe as liberdade da internet ficou sob responsabilidade do senador Eduardo Azeredo.

Já o tucano Eduardo Azeredo disse que os senadores aprovaram o projeto de lei “sem perceber” o artigo relativo à internet.

Logo Azeredo, o criador do projeto que quer acabar com a liberdade e a privacidade na internet (projeto este que já foi, inclusive, aprovado no Senado e tramita na Câmara) não teria “percebido” o artigo?

Sei…

No bom estilo Sinhá Boça: “acredite, por favor!”

Esse simples relapso dos senadores criaria um monstrengo legal que proibiria blogs e sites noticiosos de emitir opinião sobre os candidatos, durante os períodos eleitorais.

Em bom português, significa dizer que o Congresso daria um cala a boca na blogosfera, que tem incomodado muito alguns expoentes das nossas classes políticas.

A criança é tão feia que ninguém quer se assumir como pai…

Fonte: http://acertodecontas.blog.br/

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

SETE DE SETEMBRO MINGUADO "QUEM LEMBRA?!"


SETE DE SETEMBRO MINGUADO

O ano foi marcado por um fato inédito: a dispensa de 44 mil dos 52 mil recrutas convocados. E até sem precisar - essa é a opinião de um dos mais influentes colaboradores do presidente Fernando Henrique na área econômica. A dispensa de recrutas teria desgastado a imagem do governo e azedado as relações com as Forças Armadas.

Um episódio que poderia ter sido evitado se, de acordo com esse assessor, houvesse um pouco mais de empenho e criatividade por parte do governo. O dinheiro economizado com a dispensa de recrutas poderia ter vindo de outra fonte, facilmente, segundo ele. A medida de emergência trouxe novamente discussões por mais verbas para os militares.

O governo não deu o dinheiro necessário, mas liberou R$ 300 milhões para o Ministério da Defesa, lançou o Sistema de Vigilância da Amazônia, o Sivam, e abriu a discussão para a compra de novos caças para a Aeronáutica. Mesmo assim, os cortes de verba continuam severos. Dos R$ 5,2 bilhões previstos no orçamento, apenas R$ 3,3 bilhões foram liberados até agora.

A Aeronáutica foi a força mais prejudicada. Isso provocou o cancelamento de operações militares por todo o Brasil e impediu o reforço programado nas fronteiras da Amazônia. A falta de dinheiro também afetou o desfile de 7 de setembro.

Este ano, ele vai ter menos tropas e menos carros. Até a apresentação de caças da Força Aérea foi suspensa. Mas terá uma novidade: o Palácio do Planalto vai oferecer um coquetel depois do desfile para os oficiais mais graduados. Mas a maior preocupação dos militares agora não é o desfile, mas os recursos para o ano que vem. A proposta de orçamento do governo enviada ao Congresso prevê R$ 4,45 bilhões para o Ministério, verba que os militares esperam que o novo presidente não corte.


Fonte: Jornal Bom Dia Brasil - 2002

sábado, 4 de julho de 2009

INTERNET AJUDA A FISCALIZAR OS PARLAMENTARES

Após denúncias de nomeações e exonerações no Senado por meio de atos secretos, o G1 preparou um guia com os meios que o eleitor dispõe, pela internet, para fiscalizar os parlamentares.

O guia dá dicas de como pesquisar informações referentes aos senadores e aos deputados. Além disso, há dicas sobre como consultar processos contra parlamentares e ainda como entrar em contato com os gabinetes - confira abaixo.

Na avaliação do professor de ciências políticas do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sérgio Braga, atualmente existem mais ferramentas para fiscalizar os parlamentares do que há dois anos, quando ele realizou uma pesquisa sobre transparência no Legislativo brasileiro.

Naquela época, segundo o professor, o Senado ainda não dispunha de dados sobre pedidos de reembolso feitos pelos senadores, por exemplo.

"O Senado é uma espécie de museu dos dinossauros e funciona mais lentamente do que a Câmara. Melhorou bastante, é inegável, mas ainda falta muita coisa, como fornecer cópias de notas fiscais, por exemplo", diz Sérgio Braga.

O professor destaca ainda que o site da Câmara continua melhor no que diz respeito à transparência.



"(No Senado) tem que dar muitos cliques para chegar. A informação geralmente não é fácil de ser encontrada."

Para ele, a transparência implantada no Legislativo deveria ser aplicada também em outros órgãos do governo federal, como o Banco Central, e o Judiciário. "O antídoto contra a corrupção é a transparência", avalia Braga.

"Mesmo que todas as informações não estejam disponíveis, é importante que a população acompanhe o que os parlamentares fazem. E a internet é uma das principais armas da sociedade", completa o cientista político.

Fonte: G1

sexta-feira, 3 de julho de 2009

José Sarney PMDB-AP Apresenta Nova Justificativa

Depois de atribuir a um "equívoco" do contador a omissão de uma casa avaliada em R$ 4 milhões de sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi obrigado a se retratar pela segunda vez nesta sexta-feira (3). Desta vez, a casa não foi listada na relação patrimonial por "esquecimento", informou a assessoria do senador.

Na primeira nota emitida pela Secretaria de Imprensa do Senado, a justificativa para a ausência do imóvel era a de que, "por equívoco do contador, em 2006 foi apresentada à Justiça Eleitoral a mesma lista de bens de 1998".

A nota de mais cedo dizia que "o imóvel permaneceu em domínio de seu antigo proprietário, motivo pelo qual não foi incluído na declaração de Imposto de Renda de 1998 do senador [Sarney] e, por consequência, não foi informado à Justiça Eleitoral naquele ano".

Confrontados com os dados informados pelo próprio senador nas duas eleições e constatando que as declarações apresentavam diferenças, os assessores de Sarney foram obrigados a retificar a nota. "O erro cometido na declaração de bens do senador José Sarney à Justiça Eleitoral em 2006 não foi a repetição da lista de bens de 1998, mas sim a omissão da casa, por esquecimento, depois de feita a atualização patrimonial", explica o novo texto.

Na nota, Sarney volta a dizer que o imóvel foi informado nas declarações apresentadas à Receita Federal e ao Tribunal de Contas da União.

Reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” desta sexta revela que Sarney supostamente teria ocultado da Justiça Eleitoral uma casa avaliada em R$ 4 milhões na declaração de bens apresentadas nas eleições de 1998 e 2006. A residência, localizada na Península dos Ministros, área nobre do Lago Sul, em Brasília, foi adquirida por Sarney em 1997.

sábado, 23 de maio de 2009

CÓDIGO AMBIENTAL DE SANTA CATARINA: REPÚBLICA DA DEVASTAÇÃO



NÃO RECONHECER O MEIO AMBIENTE É NÃO RECONHECER A PRÓPRIA CASA!
VOCÊ QUER FICAR SEM CASA?!...


Qualquer pesquisa que for feita, vai revelar, o que os Deputados Catarinenses
não querem ver."Código Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina é um Retrocesso"

A Assembléia Legislativa de Santa Catarina aprovou o Código Estadual do Meio Ambiente, que difere da legislação federal. A principal alteração está no tamanho da área de mata ciliar, que deve ser preservada nas margens dos rios, a chamada área de proteção permanente.

É um projeto de lei polêmico principalmente porque altera o que prevê o Código Florestal Brasileiro.

A legislação federal determina a preservação de 30 metros de mata ciliar nas margens de córregos e rios. Pelo código proposto pelo estado de Santa Catarina, o tamanho da mata ciliar será menor: dez metros em propriedades acima de 50 hectares e cinco metros nas áreas com menos de 50 hectares.


A votação foi demorada e só terminou no início da noite de terça-feira (31). O código foi aprovado por 31 votos a favor e sete abstenções. Segundo as entidades ligadas ao agronegócio, o código estadual deve legalizar 26 mil propriedades de Santa Catarina, que estão irregulares com relação ao código federal.


“Temos exemplos de produtores que compraram terras para seus filhos e nunca desmataram. Hoje, essa terra não pode ser aproveitada, não tem renda nenhuma e os proprietários estão sem possibilidade de produzir”, disse Marcos Zadron, presidente da Organização das Cooperativas de Santa Catarina.

Já para os ambientalistas, o novo código é um retrocesso. Eles se dizem muito preocupados com a preservação dos mananciais. “No Vale do Itajaí, 90% das matas ciliares e todos os rios estão completamente degradados por pastagens. Tornar isso consolidado significa perpetuar o problema de enchentes, deslizamentos e enxurradas”, falou a especialista em recursos Hídricos, Beate Frank.


A aprovação do código também pode provocar uma série de questionamentos legais. O Ministério Público Federal já declarou que vários artigos vão contra o que diz a legislação federal. O relator do projeto, Romildo Titon, disse que não teme uma possível enxurrada de ações de inconstitucionalidade. “Eu acho que estamos legislando dentro de uma regra que nos permite legislar dentro da nossa realidade. O Congresso estabelece regras gerais. E não pode fazer uma lei que permaneça a validade para todos os estados brasileiros quando nós temos condições geográficas, climáticas e de ecossistema diferentes”, concluiu Titon.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"ELE ESTÁ SE LIXANDO"


O deputado federal Sérgio Moraes (PTB-RS) afirmou nesta quarta-feira (20) que não deseja mais retornar ao cargo de relator do caso do deputado Edmar Moreira (Sem partido-MG), acusado de uso irregular de verba indenizatória. Moraes perdeu a função após dizer que o colega era “boi de piranha” e que estava “se lixando para a opinião pública”.

Moraes recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para voltar à função, mas o pedido foi negado de forma liminar. O partido dele já recorreu à Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa para debater a substituição. Moraes, no entanto, afirmou que não volta ao cargo mesmo que vença na CCJ.

O partido está recorrendo, mas eu não quero mais. Fiquei bobo com a imprensa que permitiu que se colocasse esta mordaça em mim”, disse o deputado do PTB.

Ele comemorou ainda a repercussão na mídia e o fato de ter sido convidado para dar entrevistas em vários veículos de comunicação de alcance nacional. “Tenho muito que agradecer a vocês, jamais imaginava ter este espaço”, disse Moraes. Ele acompanha o depoimento de Moreira e diz que agora deseja ser um "simples conselheiro" no colegiado.

sábado, 16 de maio de 2009

COM A ECONOMIA EM ORDEM O BRASIL ATRAI CAPITAL


Estável e com economia em ordem, Brasil atrai capital externo. Economistas alertam, no entanto, que cenário ainda é de volatilidade.

Para os brasileiros, o dólar tem estado barato como há tempos não se via. Esta semana, a moeda norte-americana atingiu o menor valor frente ao real em sete meses, chegando a ser vendido a R$ 2,059. Em dezembro, a cotação chegou a alcançar R$ 2,60.

Mais do que uma boa notícia para quem pretende viajar ao exterior, a queda do dólar é um sinal do bom desempenho – ao menos comparativamente - da economia brasileira, em meio à mais grave crise mundial em décadas.


Com as grandes economias do mundo patinando, o Brasil, durante muito tempo “esnobado” pelo capital estrangeiro, vive uma situação peculiar. Estável e sofrendo efeitos até agora contidos da crise, inclusive com alguns sinais de recuperação, o país se tornou um dos destinos preferenciais desses recursos. E quanto mais dólares no país, mais barato ele se torna, seguindo a velha e imutável lei da oferta e da procura.



“O cenário lá fora está muito ruim. Na economia dos Estados Unidos o cenário é de recessão. Na Europa também, Espanha tem o maior desemprego em 30 anos, a Inglaterra também não esta em situação confortável. E o Brasil é o que se mostra em melhor situação depois da crise”, diz Cláudio Gonçalves, do Conselho Regional de Economia (Corecon).

“Os países estão verificando que emergentes ainda são saída para suas aplicações. Esse dinheiro chegando, precisa ser convertido em reais, então tem uma oferta muito grande de dólares”, explica o professor de economia Luiz Antonio Fernandes de Silva, das Faculdades Integradas Rio Branco.

Dados da Bovespa mostram que esses investimentos voltaram com força: entre 1º de janeiro e 30 de abril, o mercado de ações brasileiro “engordou” R$ 7,074 bilhões em recursos vindos do exterior. Em abril, o volume financeiro negociado atingiu R$ 97,19 bilhões, com alta de 9,2% sobre o resultado de março. Dados que ajudaram a Bovespa a subir cerca de 30% desde o início do ano.

O Brasil também se beneficia – ao menos nesse ponto – da alta taxa básica de juros. Isso porque, para incentivar atividade econômica, a maioria dos países desenvolvidos reduziu suas próprias taxas a patamares próximos a zero, tornando a Selic brasileira, hoje em 10,25%, bastante atrativa.



“Nos outros países, as taxas de juros estão muito baixas. Aqui, mesmo com a queda, continua muito alta, e faz com que tenha muitos capitais entrando aqui”, confirma o professor das Faculdades Rio Branco.

Mas não só dos investimentos externos vive a queda do dólar. Associada a isso, a balança comercial brasileira (diferença entre exportações e importações) acumulou um superávit de US$ 7,2 bilhões no ano até a primeira semana de maio. Dinheiro que também irriga a economia e aumenta a oferta de dólares por aqui.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

UM OLHO NO PEIXE O OUTRO NO GATO


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira que o governo vai encaminhar ao Congresso uma proposta com mudanças na tributação do rendimento da poupança.


Pela proposta, titulares de contas com saldo superior a R$ 50 mil pagarão imposto de renda sobre a rentabilidade a partir do ano que vem. Já os fundos de investimento teriam desconto no imposto.


Segundo o governo, a medida visa afastar os chamados “grandes investidores” de aplicações na poupança e impedir a perda de clientes nos fundos de investimento. Isso porque, caso a tendência de baixa na Selic continue, atraídos pelos juros baixos, os investidores poderiam fazer uma migração em massa para a poupança, causando um "desequilíbrio" no sistema.

Essa é uma grande e ótima mudança para o Brasil. Com essa medida, o governo dificulta a vida dos "espertinhos", que tentam lucrar a todo custo sobre o pequeno poupador.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Agora, ele vai "se lixar" em outro lugar




O NOME DELE É: SÉRGIO MORAES

Apesar dos apelos por uma solução negociada, "sem vencedores e vencidos", e da tropa de choque de petebistas escalada para defender o companheiro de partido, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), destituiu ontem o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) da relatoria do processo contra o ex-corregedor da Câmara Edmar Moreira (sem partido-MG). Moraes, que disse se "lixar" para a opinião pública e não vê motivos para condenar Moreira, será substituído por Nazareno Fonteles (PT-PI). A substituição foi anunciada ao fim de quase três horas de uma tensa reunião .

O deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), novo relator no Conselho de Ética do caso Edmar Moreira (o homem do castelo), aprendeu com seu antecessor Sérgio Moraes .O petista diz que se importa com a opinião pública e promete trabalhar em silêncio, sem antecipar o que pensa do processo. Fonteles se esquivou de armadilhas e se poupou. “Não vou falar a minha posição porque é exatamente por isso que fui chamado. Vou ouvir quem for importante para esclarecer e vou apresentar o que penso por escrito e tornar público depois”, disse o novo relator.


Políticos muitas vezes são acusados de enganar as pessoas, de não dizer a verdade. Quanta injustiça!. Pelo menos um deputado federal, nos últimos dias, falou a verdade, a pura verdade, nada mais que a verdade. Trata-se de Sérgio Moraes, do PTB do Rio Grande do Sul. Num momento mais descontrolado, ele declarou aos jornalistas que "está se lixando para a opinião pública". Disse sim, depois, ainda confirmou e pediu desculpas.

Disse que sempre tem voto e que, na sua cidade, as decisões sobre quem vai ser vereador, prefeito ou coisa que o valha são feitas na mesa da sala de jantar. De modo que, quando aparecem acusações, escândalos, farras de passagens e casos de castelos milionários nos jornais e na TV, isso pode muito bem ser coisa "da opinião pública", mas não tira o seu sono.

Ele está se lixando. Sérgio Morais é o presidente do Conselho de Ética e foi encarregado de examinar o caso do seu colega Edmar Moreira, dono do famoso castelo no interior de Minas. Moreira é acusado de usar as verbas indenizatórias para pagar serviços de empresas dele mesmo.

A opinião pública acha estranho, mas Sérgio Morais está se lixando. Não é o único, no meio de tanto deputado federal e senador envolvido em coisas como a farra das passagens aéreas.

Falou a verdade. Morais se lixa, e a moral vai para o lixo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

ÊXODO PELO BRASIL

MINISTRO DA SAÚDE AFIRMA QUE O BRASIL ESTÁ PREPARADO


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta terça-feira (12) que o Brasil está preparado para enfrentar qualquer hipótese da nova gripe provocada pelo vírus Influenza A (H1N1). “O Brasil está preparado para qualquer hipótese. Mas o momento é de tranquilidade, apesar de requerer cuidado”, disse durante entrevista coletiva no Senado, se referindo à possibilidade de o nível de alerta para a propagação do vírus subir do grau 5 para o 6, que é considerado o de pandemia.


Segundo Temporão, ao contrário de algumas semanas atrás, o que se percebe hoje é que a maioria das pessoas que entra em contato com o vírus apresenta um quadro clínico leve a moderado. “São poucas as pessoas que eveluem para uma complicação, como uma pneumonia ou um quadro mais grave”, destacou.

Temporão, porém, alertou que não tem condições de afirmar se daqui a dois ou três meses este padrão vai se manter. “Por isso, prudência, alerta e cuidado neste momento é fundamental e é a postura do governo”, afirmou o ministro.


Ele também disse que os R$ 141 milhões que o governo anunciou para o combate e prevenção da doença no país por enquanto são suficientes. Caso necessário, ele avisou que solicitará recursos emergenciais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Do ponto de vista prático, o trabalho nos portos, aeroportos, fronteiras secas e de divulgação, a estratégia continua a mesma”, avisou o ministro. Ele voltou a lembrar também que não há rebanho contaminado no Brasil e nem risco de contaminação de pessoas pelo consumo de carne suína.

Na próxima segunda-feira (18), Temporão estará em Genebra, na Suíça, para participar da Assembleia Mundial da Saúde, ocasião em que representantes de diversos países discutirão a nova gripe.

CPI Pedi Indiciamento do Banqueiro Daniel Dantas

A CPI dos Grampos rejeitou nesta terça-feira (12) fazer alterações no relatório final e concluiu o seu trabalho. Prevaleceu como texto final da comissão o relatório assinado por Iriny Lopes (PT-ES), que substituiu Nelson Pellegrino (PT-BA) na função. A CPI teve início em dezembro de 2007.

No relatório final foi pedido o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas por interceptação telefônica. Foram poupados pela relatora o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz e o ex-diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, que foram acusados por supostas irregularidades na Operação Satiagraha. Além de Dantas, outras quatro pessoas tiveram indiciamento pedido.