Mostrando postagens com marcador Governo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Governo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de março de 2013

Gastos públicos com Educação, Total (% do PIB)

Fonte: Dados do Banco Mundial.

Esse gráfico motra os gastos públicos com educação no Brasil, entre 1989 à 2009.
Ele representa muito bem o período da gestão do Governo PSDB e do Governo PT, em relação aos investimentos na educação.

Eu diria que é um "cala boca" para aqueles que dizem que o Governo do PT dá o peixe e não ensina a pescar. Pois, fica muito claro a queda sofrida na gestão FHC/PSDB e o aumento de investimento realizado na gestão PT/Lula.



Em 1995, quando FHC assumi a presidência, sendo seu antecessor o presidente Itamar Franco, ambos do mesmo partido (PSDB), o investimento na educação estava em 4,57%.

Em 1998, no auge do Plano Real, tendo como governo o Partido dos Tucanos, o investimento chegou à 4,87% e no final do mandato do Governo FHC, esse valor já estava por volta de 3,78%. Ou seja, uma queda de 1,09%.

Isso significa, que os Tucanos entre 1998 a 2002, gradativamente foram deixando de investir na educação. Ou seja, aqueles que hoje tanto criticam foram os que deixaram de investir.


 
 
Conforme o gráfico, no Governo do Partido dos Trabalhadores - PT, entre 2002 a 2009, é observado que os valores de investimentos foram crescendo.
 
No ano de 2002, o investimento era em torno de 3,78%. O presidente Lula do PT, no seu primeiro ano de governo, apresentou um investimento no valor de 4,01%. Em 2005 foi 4,53%, em 2006 foi 4.95%, em 2007 foi 5,08%  e em 2009 chegou a 5,62%. Ou seja, um aumento de investimento de 1,84%.

NO ANO DE 2012

Os deputados da comissão especial de análise do PNE (Plano Nacional de Educação) aprovaram 26/06/12 uma terça-feira, um destaque que determina investimento direto de, no mínimo, 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação até final da vigência do plano, em 2020. Antes disso, em cinco anos, esse percentual deverá ser de, no mínimo, 7%.

O texto, aprovado por unanimidade na comissão, segue para o Senado.
Com o movimento pró-10% da comissão, Vanhoni desistiu da redação original e decidiu acompanhar a decisão dos deputados. “Os 10% viraram, e são hoje, uma bandeira política da sociedade brasileira, em função dos problemas que a educação tem”, disse.

O PNE determina 20 metas que o país devera alcançar em educação no período 2011-2020. Entre elas, estão ampliação de vagas, melhora na remuneração do professor, erradicação do analfabetismo e melhora na oferta de ensino integral.


segunda-feira, 11 de março de 2013

POBREZA DIMINIU NO BRASIL

Pobreza recua no Brasil, mas fim da miséria é questionável



Atualizado em 11 de março, 2013 - 05:26 (Brasília) 08:26 GMT

Miséria no Brasil | Foto: BBC
Emilio Luis da Silva e Maria Lúcia Maciel em frente ao barraco onde vivem.

Apesar de expressivos avanços no combate à extrema pobreza, erradicar a miséria do Brasil e transformá-lo num país de classe média será mais complexo e demorado do que o discurso do governo sugere, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.
 
Há duas semanas, à frente de uma placa com o slogan "O fim da miséria é só um começo" – provável lema de sua campanha à reeleição –, a presidente Dilma Rousseff anunciou a ampliação das transferências de renda às famílias mais pobres que constam do Cadastro Único do governo.
Com a mudança, os mais pobres receberão repasse complementar para que a renda per capita de suas famílias alcance ao menos R$ 70 ao mês – patamar abaixo do qual são consideradas extremamente pobres pelo governo. A alteração, diz o governo, permitirá que 2,5 milhões de brasileiros se somem a 22 milhões de beneficiários do Bolsa Família que ultrapassaram a linha da pobreza extrema nos últimos dois anos.

Para que o programa seja de fato universalizado, porém, o governo estima que falte registrar 2,2 milhões de brasileiros miseráveis ainda à margem das políticas de transferência de renda, o que pretende realizar até 2014.

Especialistas em políticas antipobreza ouvidos pela BBC Brasil aprovaram a expansão do programa, mas fazem ressalvas quanto à promessa do governo de erradicar a miséria.
Para Otaviano Canuto, vice-presidente da Rede de Redução da Pobreza e Gerenciamento Econômico do Banco Mundial, o Bolsa Família – carro-chefe dos programas de transferência de renda do governo – é bastante eficiente e tem um custo relativamente baixo (0,5% do PIB nacional).

Canuto diz que o plano e outros programas de transferência de renda ajudam a explicar a melhora nos índices de pobreza e desigualdade no Brasil na última década, ainda que, somados, tenham tido peso menor do que a universalização da educação – "processo que vem de antes do governo Lula" – e a evolução do mercado de trabalho, com baixo desemprego e salários reais crescentes.

Apesar do progresso, estudiosos dizem que, mesmo que o Cadastro Único passe a cobrir todos os brasileiros que hoje vivem na pobreza, sempre haverá novas famílias que se tornarão miseráveis.
Há, ainda, questionamentos sobre o critério do governo para definir a pobreza extrema – renda familiar per capita inferior a R$ 70, baseado em conceito do Banco Mundial que define como miserável quem vive com menos de US$ 1,25 por dia.

Adotado em junho de 2011 pelo governo, quando foi lançado o plano Brasil Sem Miséria (guarda-chuva das políticas federais voltadas aos mais pobres), o valor jamais foi reajustado. Se tivesse acompanhado a inflação, hoje valeria R$ 76,58.

Em onze das 18 capitais monitoradas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), R$ 70 não garantem sequer a compra da parte de uma cesta básica destinada a uma pessoa. Em São Paulo, seriam necessários R$ 95,41 para a aquisição.
Em 2009, o então economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Neri, defendeu em artigo que a linha de miséria no país fosse de R$ 144 por pessoa. Essa linha, segundo o autor, que hoje preside o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão ligado à Presidência), atende necessidades alimentares mínimas fixadas pela Organização Mundial da Saúde.

O economista Francisco Ferreira, também do Banco Mundial, considera positivo que o Brasil tenha definido uma linha de pobreza, mas afirma que o valor deveria ser ajustado ao menos de acordo com a inflação e que está "muito baixo" para o país.

Segundo Ferreira, o Banco Mundial estabeleceu a linha de miséria em US$ 1,25 ao dia para uniformizar seus estudos, mas cada país deveria definir próprios critérios. "Não me parece adequado que o Brasil adote a mesma linha aplicável a um país como o Haiti, por exemplo."
Tiago Falcão, secretário de Superação da Pobreza Extrema do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), reconhece que mesmo que o Bolsa Família chegue a todos os brasileiros pobres sempre haverá novas famílias que cairão abaixo da linha da miséria.
"Buscamos a superação da miséria do ponto de vista estrutural, para que não existam brasileiros que não sejam atendidos por nenhuma política pública. E estamos tentando encurtar o prazo de resgate dos extremamente pobres."

Falcão diz que a linha de R$ 70 responde a compromisso internacional do governo assumido com as Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM), que previam a redução à metade da pobreza extrema no país até 2015. Tendo como referência a linha do Banco Mundial, diz Falcão, o governo se "propôs um desafio muito mais complexo, que é a superação da extrema pobreza".
"Era uma meta ambiciosa para o Brasil e, por outro lado, factível. Hoje consideramos que acertamos ao definir a linha de R$ 70".

O secretário diz, no entanto, que se trata de um piso de "carências básicas" que, uma vez definido, poderá ser aumentado levando em conta as disparidades regionais e o quão solidária a sociedade quer ser com os mais pobres.

Para Alexandre Barbosa, professor de história econômica do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, o governo deveria levar em conta outros critérios além da renda em sua definição de miséria. Em 2011, Barbosa coordenou um estudo do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) intitulado "O Brasil Real: a desigualdade para além dos indicadores".

O estudo, que contou com apoio da ONG britânica Christian Aid, afirma que as políticas de transferência de renda melhoraram a vida dos mais pobres, mas não alteraram a estrutura social brasileira. Barbosa é especialmente crítico à ideia de que, com a redução na pobreza, o Brasil está se tornando um país de classe média, tese defendida pela presidente.

"Considerar classe média alguém que recebe entre um e dois salários mínimos, que mora em zona urbana sem acesso a bens culturais nem moradia decente, que leva três horas para se deslocar ao trabalho? Essa é a classe trabalhadora que está sendo redefinida."

Para o professor, a transferência de renda deveria integrar um conjunto mais amplo de ações do governo com foco na redução da desigualdade. Entre as políticas que defende estão reduzir os impostos indiretos sobre os mais pobres, fortalecer cooperativas e agregar valor à produção industrial, para que os salários acompanhem os ganhos em eficiência.

Falcão, do MDS, diz que o governo já tem atacado a pobreza por vários ângulos. Segundo ele, o Cadastro Único – "uma inovação em termos de política social ainda pouco compreendida no Brasil" – revolucionou a formulação de políticas públicas para os mais pobres.

O cadastro hoje inclui 23 milhões de famílias (ou cerca de 100 milhões de pessoas, quase metade da população) e é atualizado a cada dois anos com informações sobre sua situação socioeconômica.
Segundo o secretário, o cadastro tem orientado programas federais de expansão do ensino integral, fortalecimento da agricultura familiar e qualificação profissional, que passaram a atender prioritariamente beneficiários do Bolsa Família.

Para Canuto, vice-presidente do Banco Mundial, manter o Brasil numa trajetória de melhoria dos indicadores sociais não dependerá apenas de políticas voltadas aos mais pobres. Ele diz que o "modelo ultraexitoso" que permitiu a redução da pobreza na última década, baseado no aumento do consumo doméstico e da massa salarial, está próximo do limite.

De agora em diante, afirma Canuto, os avanços terão que se amparar em maiores níveis de investimentos, que reduzam o custo de produzir no Brasil.

"É preciso pensar no que é necessário para que, daqui a uma geração, os benefícios de transferência condicionada de renda não sejam mais necessários. Para isso, o foco tem que ser em boa educação, acesso à saúde, emprego de qualidade, melhoria da infraestrutura e espaço para o desenvolvimento do talento empresarial."

MERCADO DE BRINQUEDOS NO BRASIL CRESCE 15,6%

Mercado de brinquedos no Brasil cresce 15,6% e vai na contramão da Europa. Resultado é puxado por aumento da venda de itens licenciados como super-heróis, diz GfK

Vinícius Oliveira- iG São Paulo |
 

Rodrigo Acedo/ Fotoarena
Bonecas são os brinquedos mais vendidos

O mercado brasileiro de brinquedos cresce na contramão dos principais países da Europa, segundo dados da consultoria GFK divulgados nesta quinta-feira (7). Em 2012, o setor registrou aumento de 15,6% no faturamento em relação a 2011, enquanto países como França, Inglaterra e, nos casos mais graves Portugal e Espanha, tiveram retração. O resultado foi puxado principalmente pela maior participação de brinquedos licenciados (super-heróis, personagens de filmes, desenhos ou jogos).
 
Cada vez mais, artigos licenciados de personagens famosos no universo infantil ganham espaço. “São bonecos de ação, eletrônicos e pelúcia, como essa galinha azul, que tem um poder de hipnotizar as crianças”, diz Oliver Römerscheidt, gerente de negócios da GFK. Para a consultoria o efeito da TV e das novas tecnologias é decisivo no consumo de brinquedos. “As crianças estão “antenadas”. Elas assistema canais de TV a cabo, têm acesso à internet, sabem usar tablets e pedem esses personagens. O ano de 2012 foi de “Batman”, “Homem-Aranha” e “Os Vingadores”, que ganham importância no mundo infantil”, explica o executivo.

A GfK destaca que mercado brasileiro é ajudado pelo tamanho da população infantil, que soma 46 milhões de indivíduos entre 0 e 14 anos. Como base de comparação, o número do último Censo é maior que a soma das crianças de França, Alemanha e Inglaterra.

Apesar disso, os gastos por criança ainda são modestos quando comparados com países europeus. Enquanto nas maiores economias da zona do euro o gasto fica na casa de R$ 600, o Brasil gasta cerca de um sexto disso. “A gente tem uma discrepância regional muito grande, porque metade da população infantil vive no Norte ou no Nordeste, mas as regiões somam apenas 23,3% do faturamento”, explica Oliver Römerscheidt, gerente de negócios da GFK. “A Grande Rio e a Grande São Paulo têm 12% da população, mas são donas de mais de um terço do faturamento nacional”, acrescenta.

Dentre os tipos de brinquedo, as bonecas lideram com 21,7%. Em segundo lugar, com 15,4%, estão artigos de esporte e de lazer, como piscinas, bolas, triciclos e quadriciclos. Na terceira posição, estão itens infantis e da fase da pré-escola, responsáveis por 14,2%. Carrinhos aparecem somente na quarta posição, com 13,2%. Em 2012, a GfK coloca jogos de cartas, brinquedos construção e bonecos de ação como os que mais cresceram.
     

PIB BRASILEIRO CRESCE 0,9 EM 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Piso Nacional ?!... E agora Prefeitos?!...

"Estados e municípios que não reajustaram piso do magistério terão que pagar retroativo".

Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil.

Mais um ano letivo começou e permanece o impasse em torno da Lei do Piso Nacional do Magistério. Pela legislação aprovada em 2008, o valor mínimo a ser pago a um professor da rede pública com jornada de 40 horas semanais deveria ser reajustado anualmente em janeiro, mas muitos governos estaduais e prefeituras ainda não fizeram a correção.



Apesar de o texto da lei deixar claro que o reajuste deve ser calculado com base no crescimento dos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), governadores e prefeitos justificam que vão esperar o Ministério da Educação (MEC) se pronunciar oficialmente sobre o patamar definido para 2012. De acordo com o MEC, o valor será divulgado em breve e estados e municípios que ainda não reajustaram o piso deverão pagar os valores devidos aos professores retroativos a janeiro.



O texto da legislação determina que a atualização do piso deverá ser calculada utilizando o mesmo percentual de crescimento do valor mínimo anual por aluno do Fundeb. As previsões para 2012 apontam que o aumento no fundo deverá ser em torno de 21% em comparação a 2011. O MEC espera a consolidação dos dados do Tesouro Nacional para fechar um número exato, mas em anos anteriores não houve grandes variações entre as estimativas e os dados consolidados.



“Criou-se uma cultura pelo MEC de divulgar o valor do piso para cada ano e isso é importante. Mas os governadores não podem usar isso como argumento para não pagar. Eles estão criando um passivo porque já devem dois meses de piso e não se mexeram para acertar as contas”, reclama o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A entidade prepara uma paralisação nacional dos professores para os dias 14,15 e 16 de março. O objetivo é cobrar o cumprimento da Lei do Piso.

Se confirmado o índice de 21%, o valor a ser pago em 2012 será em torno de R$ 1.430. Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. Na Câmara dos Deputados tramita um projeto de lei para alterar o parâmetro de reajuste do piso que teria como base a variação da inflação. Por esse critério, o aumento em 2012 seria em torno de 7%, abaixo dos 21% previstos. A proposta não prosperou no Senado, mas na Câmara recebeu parecer positivo da Comissão de Finanças e Tributação.


A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas desde 2008 nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.


“Os governadores e prefeitos estão fazendo uma brincadeira de tremendo mau gosto. É uma falta de respeito às leis, aos trabalhadores e aos eleitores tendo em vista as promessas que eles fazem durante a campanha de mais investimento na educação”, cobra Leão.
 
Fonte: http://dilma13.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de junho de 2010

BRASIL TEM PARA EMPRESTAR


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a expansão do microcrédito no país e afirmou que emprestar dinheiro para os pequenos empresários é um grande negócio no Brasil. Em seu programa semanal de rádio, o Café com o Presidente, Lula falou do projeto de microcrédito rural AgroAmigo, que já emprestou R$ 1,3 bilhão em cinco anos.



- Nós emprestamos, através do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), R$ 1,3 bilhão para um milhão de pequenos agricultores. O sucesso é extraordinário. Significa que você está garantindo que um milhão de pessoas trabalhem por conta desse programa de crédito.



Para o presidente, emprestar dinheiro para as pessoas mais pobres deste país é importante, porque o retorno é imediato.



- Às vezes, você empresta R$ 1 bilhão para um empresário só e ele gera apenas 200 ou 300 empregos. E o que é importante é que com o AgroAmigo, com a ajuda ao pequeno, nós temos apenas 3% de inadimplência em uma demonstração que vale aquela máxima que dizia que o pobre é bom pagador, porque ele tem como patrimônio maior o seu nome e a sua cara.



Em 2002, o programa tinha emprestado R$ 262 milhões. No ano passado, o BNB fechou empréstimos de R$ 22 bilhões, e tem pedidos para mais R$ 10 bilhões, segundo dados do presidente.



Microcrédito recorde



Pesquisa do BC (Banco Central) mostra que os bancos nunca ofereceram tanto dinheiro para os interessados no microcrédito, voltado à baixa renda, como agora. Em abril, o volume de recursos ofertados chegou a R$ 1,6 bilhão.



Segundo regulamentação do BC, os bancos têm que destinar 2% dos depósitos à vista ao microcrédito ou mantê-los "congelados", sem uso. Em abril, desse montante (R$ 2,7 bilhões), as instituições financeiras emprestaram 62% – um recorde. Um ano antes, em abril de 2009, a oferta foi de 56%.



Por mês, são assinados cerca de 100 mil contratos de microcrédito no Brasil e o valor médio dos empréstimos é de R$ 1.300. O microcrédito não pode ser usado para tapar buracos nas finanças, mas no investimento em algum tipo de negócio.



O brasileiro tem cada vez mais recorrido a esses recursos de olho na possibilidade de ser dono do próprio negócio e não depender do humor do mercado de trabalho. Uma das motivações é o crescimento do poder aquisitivo da baixa renda - público-alvo dos pequenos negócios que se proliferam pelas periferias das cidades.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bovespa Fecha em Alta de Mais de 3%

A quinta-feira (27) foi de forte valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), dando sequência ao movimento da véspera. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, acelerou os ganhos no final do pregão e encerrou os negócios com alta de 3,16%, aos 62.091 pontos.


Ao longo do dia, foram negociados mais R$ 6,66 bilhões no mercado brasileiro. Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Petrobras PN subiu 2,80%, a R$ 27,81; Vale PNA disparou 6,28%, a R$ 42,10; Itaú Unibanco PN avançou 1,80%, a R$ 33,79; BM & FBovespa ON caiu 2,21%, a R$ 11,93; e Gerdau PN se valorizou em 5,43%, a R$ 24,25.

O bom humor veio da China, que negou que esteja considerando cortar sua exposição aos títulos europeus. Tal suspeita foi levantada na quarta-feira pelo Financial Times (FT) e trouxe instabilidade para os negócios.

Na agenda do dia, uma nova revisão do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do primeiro trimestre. O resultado, uma alta anualizada de 3%, foi ligeiramente inferior àquele divulgado um mês antes, de expansão de 3,2%. Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o desemprego recuou para 7,3% em abril.

Na quarta-feira, o Ibovespa não se abalou com a instabilidade externa e encerrou com elevação de 1,70%, aos 60.190 pontos. O que garantiu essa valorização foi um forte movimento comprador liderado por investidores estrangeiros, o que elevou o volume do pregão para R$ 9,88 bilhões, um dos maiores do mês.


Fonte: G1

terça-feira, 25 de maio de 2010

ELEIÇÕES 2010 - DILMA E SERRA EMPATADOS

Uma história ficcional geralmente é divida em três atos: início, desenvolvimento e conclusão. A corrida presidencial deste ano parece seguir um script sem precedentes, com uma parte só sem definição: seu final, que ocorrerá após a população brasileira, em outubro, eleger novo representante para o país.

Ano passado, José Serra (PSDB), ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República, estava muitos pontos à frente de Dilma Rousseff (PT), ex-ministra da Casa Civil, nas várias pesquisas eleitorais. Nas últimas semanas, porém, a diferença tem diminuído e de tanto isso acontecer, eis que o instituto CNT/Sensus já indicava a petista líder na disputa, embora o empate técnico seja o constatado.

Desta vez, a pesquisa Datafolha também assinala a mesma característica: 37% para cada um. Segundo o portal de notícias G1, estudo divulgado em 17 de abril indicou o tucano com 42% das intenções entre os eleitores, enquanto Dilma tinha em suas mãos somente 30%. Marina Silva (PV), terceira preferida pela população, manteve os mesmos 12 pontos percentuais constatados há um mês.

Será que Serra manterá o discurso de os “números reais são aqueles registrados nas urnas eletrônicas”? Até lá a novela poderá ter seu fim, mesmo antes de ele chegar.
Vale ressaltar que a margem de erros na pesquisa Datafolha é de dois pontos, para mais ou para menos.


domingo, 2 de maio de 2010

UNINGÁ FAVORECE PARENTES COM DINHEIRO PÚBLICO

Um escândalo! Não existe outra maneira de descrever o que acontece numa faculdade particular do Paraná: três estudantes que levam uma vida confortável têm bolsa integral e estudam com dinheiro público. Além disso, recebem um benefício de R$ 300 por mês. A repórter Renata Cafardo explica como tudo isso foi possível.




Casas confortáveis em bairros nobres da cidade. Carros que podem valer R$ 55 mil. Este é o padrão de vida das famílias de três universitárias de Maringá, no norte do Paraná. Elas são Belisa Stival, Camila Colombari Medeiros e Milena Lacerda Colombari. Estão no quarto ano de Medicina na Uningá, uma faculdade particular com sete mil alunos.



O valor da mensalidade é de R$ 3.200, mas as três não pagam nada. Ganharam um benefício que é o sonho de milhares de estudantes: uma bolsa do ProUni - o programa federal para universitários carentes.



Mas como elas conseguiram? O Fantástico passou duas semanas em Maringá, investigando esse escândalo.



Segundo o Ministério da Educação, Milena Colombari começou a receber bolsa integral do ProUni em 2005, quando fazia Biomedicina na Uningá. Em 2008, mudou para Medicina e continuou estudando de graça.



Milena mora com os pais e o irmão numa casa com piscina. O pai dela é dono de um bufê, inaugurado em outubro do ano passado. Para uma festa de quatro horas com 200 convidados, o bufê cobra R$ 7 mil, valor suficiente para pagar com sobras dois meses de faculdade de Milena.



Procuramos a estudante de Medicina. Ela acha justo receber o ProUni.



“Esse ano até a gente passou por certas dificuldades. Nem viagem pra praia a gente não foi. Antes era comum de ir”, comenta Milena.



Existem regras rígidas para receber as bolsas do ProUni. Por exemplo, é preciso ter cursado o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista integral em colégio particular. E o principal: comprovar que a renda mensal familiar, por pessoa, não passa de um salário mínimo e meio: R$ 765.



Por telefone, o pai de Milena Colombari reconhece que atualmente a família ganha mais do que esse valor.



“Minha renda hoje está um pouco acima disso. Nunca mais ninguém pediu pra gente estar fazendo isso ou aquilo, apresentando esse ou aquele documento”, diz o pai de Milena.



Camila Colombari Medeiros, que também estuda Medicina na Uningá com verba do ProUni, vive num sobrado com a mãe e uma irmã. Segundo o MEC, ela começou a receber bolsa em 2008.



Encontramos Camila indo pra faculdade num carro que, zero quilômetro, custa pelo menos R$ 40 mil.



Repórter: Você tem bolsa do ProUni?

Camila: Tenho.

Repórter: Fala um pouquinho.

Camila: Eu tô com pressa, eu tenho médico agora.

Repórter: Não tem problema algum de ter bolsa e ter carro?

Camila: Esse aqui foi presente do meu pai.



Belisa Stival, que desde 2008 também estuda sem pagar nada, geralmente anda de carro popular. Mas o pai circula num automóvel novo, avaliado em R$ 50 mil. A família, de quatro pessoas, mora numa casa de dois andares.



Repórter: Você tem bolsa do ProUni?

Belisa: Tenho.

Repórter: Você estudou em escola pública?

Belisa: Não, não estudei. Mas fui bolsista.

Repórter: Em escola particular?

Belisa: Sim.



As três alunas que estudam Medicina na Uningá desde 2008 com bolsa do ProUni deixaram de pagar, juntas, quase R$ 300 mil em mensalidades.



É a própria instituição de ensino que decide quem recebe a bolsa do ProUni. A lista é depois encaminhada ao Ministério da Educação.



As três jovens de Maringá - que ganharam a bolsa integral - têm parentes em cargos importantes na faculdade.



Belisa é filha de Ney Stival, o diretor de ensino da Uningá. Camila é filha de Vânea Colombari, coordenadora de cursos profissionalizantes. Já Milena é sobrinha de Vânea.



As três universitárias têm ainda outro benefício do ProUni: a chamada bolsa permanência. É uma espécie de mesada de R$ 300 por mês. O dinheiro vai para a conta de alunos com bolsa integral de cursos que tenham seis horas ou mais de aulas por dia.



O MEC informa que Milena, que tem pai dono de bufê, recebe os R$ 300 desde abril de 2008. Belisa e Camila, desde agosto de 2008.



Por telefone, a coordenadora da Uningá Vânea Colombari disse: “Dependo exclusivamente desse rendimento que eu tenho dentro da instituição, não tenho condições financeiras nenhuma de bancar a mensalidade da minha filha”.



A faculdade informou que Vânea Colombari ganha R$ 2.900 por mês. Com esta renda, a filha dela - Camila - não poderia ter bolsa integral do ProUni.



O salário de Ney Stival não foi divulgado. O pai de Belisa e diretor de ensino da Uningá diz que não há irregularidades.



Repórter: Por que elas têm bolsa do ProUni?

Ney: Tinha bolsa sobrando.

Repórter: Ah, tava sobrando? Remanescente?

Ney: E tem ainda.



Ricardo Benedito de Oliveira, diretor geral da faculdade, deu a mesma justificativa.



Ricardo: A única procura que teve foi dessas duas moças, que casualmente são filhas de funcionários.

Repórter: Mas não poderia ficar sem as bolsas? Era obrigado a oferecer as bolsas?

Ricardo: Mas qual é o prejuízo das bolsas? Tem outra pessoa prejudicada por elas terem as bolsas? O fato é esse.

Repórter: É dinheiro público.



O diretor alegou ainda que a documentação apresentada pelas bolsistas atendia aos requisitos do MEC.



“A instituição não tem uma equipe de investigação pra saber se o fulano que há um tempo morava de aluguel, hoje mora num palacete”, diz o diretor.



Pelas regras do ProUni, a faculdade tem obrigação de pedir ao aluno que reapresente - pelo menos uma vez por ano - a documentação comprovando a baixa renda.



Na sexta-feira, um dia depois da entrevista do diretor geral, a Uningá enviou uma retificação dizendo que Belisa e Camila não tiveram o benefício mantido pelo ProUni em 2010, por não apresentarem a documentação necessária. O Ministério da Educação desmentiu essa informação: a faculdade cancelou as duas bolsas apenas na sexta-feira, depois de saber que o Fantástico preparava esta reportagem.



“Se for constatada a irregularidade, a instituição vai ser desvinculada, podendo inclusive responder judicialmente e até criminalmente pelos fatos”, afirma Simone Horta, coordenadora de supervisão do ProUni.



O futuro de todos os alunos de Medicina da Uningá é incerto. O MEC considera que o curso - criado em 2007 - é deficiente e não pode funcionar. Apesar disso, a faculdade conseguiu um mandado de segurança. Mês passado, a Justiça determinou a transferência dos alunos para outras instituições e que o MEC tome providências.



Atualmente, 450 mil universitários estudam graças ao ProUni. Ano passado, por causa de irregularidades, 1.700 bolsas foram canceladas e 15 instituições, desvinculadas.



Quanto às três jovens de Maringá, o MEC avisa: além de não estudar mais de graça, elas podem ter problemas com a Justiça.



“Elas devem responder judicialmente, devendo inclusive ressarcir os cofres públicos durante o período que estiveram com a bolsa. Se for constatada má fé, elas podem responder criminalmente por esses atos”, avisa Simone Horta.


DEIXE O SEU RECADO NA PÁGINA DA UNINGÁ.
http://www.uninga.br/index.php?pg=contato

terça-feira, 27 de abril de 2010

Lula poderá aprovar plano para banda larga ainda hoje

Brasília – O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) poderá ser aprovado ainda hoje (27) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o coordenador do Programa de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, está marcada uma reunião da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, às 17h30, com o presidente, e o tema deverá ser levado ao conhecimento de Lula.

“Vamos levar ao presidente as questões que ficaram pendentes da última reunião, há cerca de três semanas”, disse. Ele adiantou que o presidente irá conhecer um estudo sobre qual seria o melhor instrumento de gestão da rede: a Telebras, o Serpro ou uma nova empresa. “Estamos levando um conjunto de prós e contras ao presidente”, afirmou Alvarez.

Além disso, serão tratados com o presidente assuntos como o estatuto, o projeto de lei e a questão de recursos humanos, referentes ao plano. Depois da aprovação das diretrizes pelo presidente, Alvarez prevê que, dentro de uma semana, o plano poderá ser divulgado.


Fonte: Sabrina Craide Agência Brasil

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caso Cesare Battisti



O ministro da Defesa, Nelson Jobim, em visita à Itália, afirmou nesta sexta-feira (23) que a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o caso do ex-ativista italiano Cesare Battisti deverá ser anunciada "dentro de 30 dias".

Jobim falou sobre o tema ao participar, em Pisa, das homenagens à FEB (Força Expedicionária Brasileira), cujos pracinhas atuaram na Segunda Guerra Mundial.


Condenado pela Justiça da Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, Battisti, ex-membro do grupo de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), foi detido no Brasil em 2007.

No início de 2009, ele recebeu o status de refugiado do então ministro da Justiça, Tarso Genro. Mas, em novembro do mesmo ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por sua extradição, como solicita o Estado italiano. Ao emitir sua sentença, entretanto, o STF determinou ainda que o parecer final caberia a Lula. Atualmente no presídio da Papuda, em Brasília, o ex-militante do PAC aguarda o pronunciamento do presidente.

Lula se pronunciaria depois da publicação do acórdão, a declaração formal com o resultado do julgamento, que saiu no último dia 16. Agora, o mandatário espera análise da AGU (Advocacia-Geral da União).

EMPERSA BRASILEIRA GANHA 7 POSIÇÕES

Petrobras ganha sete posições na lista das maiores empresas do mundo Ranking dos cem primeiros ainda tem Bradesco, Banco do Brasil, Vale e Itaúsa.



A Petrobras passou da 25ª para a 18ª posição no ranking das maiores empresas da revista americana Forbes. A petroleira é a companhia brasileira mais bem colocada da lista, liderada pelo banco JPMorgan. A relação leva em conta, em dólar, os lucros, as vendas, os ativos e o valor do mercado e tem 2.000 empresas.



Avaliada em R$334,7 bilhões (US$ 190 bilhões), a petroleira brasileira aparece atrás de concorrentes mundiais como a americana ExxonMobil (4ª do ranking), da holandesa Royal Dutch Shell (9ª), da britânica BP (10ª), da chinesa PetroChina (12ª) e da russa Gazprom (16ª). Por outro lado, a Petrobras figura à frente da francesa Total (19ª do ranking) e da americana Chevron (20ª).



Entre as cem primeiras corporações, o Bradesco é a segunda empresa brasileira no ranking – aparece na 50ª posição, contra a 78ª posição da lista do ano passado.



Um degrau abaixo está o Banco do Brasil, na 51ª posição. A Vale do Rio Doce, que ficara no 74º lugar na lista passada, figura na 80ª posição, enquanto o Itaúsa está na 82ª colocação.



No topo do ranking, o JPMorgan Chase ultrapassou a General Electric, líder no ano passado, e alcançou o primeiro lugar. O número de companhias brasileiras entre as 2.000 maiores empresas do mundo, segundo a Forbes, passou de 31, em 2009, para 33 em 2010.



Confira a lista das dez maiores empresas do mundo:



1 - JPMorgan Chase (EUA)

2 - General Electric (EUA)

3 - Bank of America (EUA)

4 - ExxonMobil (EUA)

5 - ICBC (China)

6 - Santander (Espanha)

7 - Wells Fargo (EUA)

8 - HSBC (Reino Unido)

9 - Royal Dutch Shell (Holanda)

10 - BP (British Petroleum) (Reino Unido)



Confira as melhores empresas brasileiras e suas posições do ranking:



18ª - Petrobras

51ª - Banco Bradesco

52ª - Banco do Brasil

80ª - Vale

82ª - Itaúsa Brazil

235ª - Eletrobrás

478ª - CSN

620ª - Usiminas

658ª - Tele Norte Leste

698ª - JBS

701ª - CBD

732ª - Metalurgica Gerdau

782ª - Cemig

864ª - CPFL Energia

919ª - Braskem

930ª - BM&F Bovespa

942ª - Redecard

953ª - BRF-Brasil Foods

980ª - Fibria Celulose

1.102ª - Cielo Brazil

1.190ª - Ultrapar Participacoes

1.316ª - Sabesp-Saneamento Basico

1.335ª - Bradespar

1.380ª - CCR

1.399ª - Natura Cosmeticos

1.432ª - Banrisul

1.461ª - OGX

1.472ª - Copel

1.486ª - Embraer Brazil

1.648ª - WEG

1.680ª - Net Serviços

1.705ª - Fosfertil

1.813ª - Sul America

Fonte: Do R7, com Agência Estado.

quinta-feira, 4 de março de 2010

S.O.S CHILE


Nosso futuro governo não será o governo do terremoto, mas o da reconstrução", afirmou Piñera, que assume a presidência em 11 de março, segundo o jornal chileno La Tercera.




Seguido por ondas gigantes de um tsunami que atingiu parte da área costeira do país, o terremoto deixou 802 mortos, 2 milhões de desabrigados e 500 mil construções destruídas.



Piñera também designou os novos intendentes que ficarão responsáveis pela execução do plano de reconstrução.





Segundo o presidente eleito, o plano de ação pós-terremoto tem quatro etapas definidas: enfrentar a necessidade dos cidadãos; dar apoio e ajuda e encontrar os desaparecidos; prestar auxílio aos feridos que estão nos hospitais; e estabelecer a ordem pública.


O anúncio de Piñera foi feito depois de a presidente do Chile, Michelle Bachelet, ter afirmado que a reconstrução do país demorará pelo menos três anos.



"Acredito que pelo menos todo o próximo governo, ou pelo menos os próximos três anos, ficarão comprometidos", disse Bachelet em uma entrevista à rádio ADN de Santiago.







Segundo ela, as tarefas de reconstrução no Chile - atual credor do Fundo Monetário Internacional (FMI) - vão exigir alguns créditos internacionais. Bachelet já tinha levantado a possibilidade de pedir auxílio financeiro internacional na terça-feira, após encontro em Santiago com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.



"O Chile tem recursos para uma quantidade de ações, mas vamos ter de pedir crédito ao Banco Mundial e outras instituições", afirmou.







A secretária de Estado também se reuniu com Piñera para expressar sua disposição de ajudar o Chile nos trabalhos de reconstrução. Depois do encontro, o presidente eleito afirmou que estuda ampliar a zona de catástrofe para agilizar a distribuição de ajuda às vítimas da tragédia.







O terremoto de 8,8 graus, um dos mais fortes no mundo desde 1900, arrasou completamente alguns povoados, destruiu pontes e deixou danos milionários a indústrias-chave no centro e sul do Chile.







Segundo a companhia de avaliação de riscos americana Eqecat, os prejuízos devem ficar entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões, equivalentes a algo entre 10% e 15% do Produto Interno Bruto (PIB) chileno. Ao ser consultada a respeito, Bachelet disse que um cálculo oficial será anunciado depois que houver informações mais completas sobre a extensão do desastre.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

DILMA ROUSSEFF É A CANDIDATA DO GOVERNO LULA


O Partido dos Trabalhadores indicou por aclamação no sábado (20) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para disputar a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição presidencial de outubro. O evento foi marcado por três temas que estiveram direta ou indiretamente no discurso de vários dirigentes do PT, no palco ou fora dele.


Um deles foi o processo de escolha Dilma Rousseff como pré-candidata do PT, atribuída até dentro do partido à vontade pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outra preocupação foi reafirmar que as diretrizes para o programa do PT aprovadas pelo Congresso do partido na sexta-feira estavam abertas à discussão com partidos aliados e com setores da sociedade.

Por fim, tudo foi montado para associar a imagem de Dilma Rousseff à de Lula e a de seu governo, ambos com aprovação recorde da população.

Os temas estiveram de forma indireta presentes em todos os discursos do dia. "A Dilma não é candidata dela. É candidata de uma coalizão de partidos muito forte. Ela não é candidata do Lula", disse o presidente.

Em seguida, porém, ele assumiu seu papel na escolha e o papel das alianças. "E eu, quando pedi ao PT que apresentasse a Dilma como candidata e aos outros partidos, foi pelas suas qualidades", afirmou o presidente.

No começo de sua fala, já depois de ter sido aclamada pelos delegados do partido como o nome do PT para outubro, Dilma Rousseff se disse orgulhosa da tarefa de continuar a obra "de um líder". "Um líder. O meu líder. De quem eu tenho muito orgulho: o presidente Lula", afirmou.

O tema da relação de Dilma Rousseff com os partidos aliados, e, em especial o PMDB, também esteve na fala de Lula. "Tenho que dito que o PMDB, pelo tamanho dele, vai ser não só o partido que vai estar dentro da campanha como vai ser o partido que provavelmente vai indicar o vice", disse.

Dilma Rousseff também abordou o assunto. "Participo de um governo de coalizão. Quero formar um governo de coalizão", disse ela.

Há três semanas, dirigentes do PMDB haviam se queixado do vazamento de pontos das diretrizes do programa de governo do PT que não teriam sido discutidos com partidos aliados.

A estratégia de colar a imagem da ministra na do presidente ficou evidente até na decoração do auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde o evento foi realizado.

GOVERNO LULA e 2010



--------------------------------------------------------------------------------

O Brasil hoje é respeitado no mundo graças ao nosso projeto de desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda

--------------------------------------------------------------------------------







O BRASIL começa o ano com reconhecimento da grande maioria da população brasileira e da comunidade internacional da competência com que o governo Lula enfrentou e superou os reflexos da crise econômica mundial iniciada em 2008. O espectro da turbulência ainda ronda inúmeras nações, mas aqui ainda há quem não dissimule a má vontade com a vitória que conseguimos, fechando 2009 com a criação de 1,4 milhão de empregos e a adoção de medidas que possibilitaram o Brasil retomar a trilha do crescimento sustentável.





Movida por motivos políticos-eleitorais, a oposição insiste em tapar o sol com a peneira e ofuscar, com o apoio de segmentos da mídia, a imagem do governo com factoides. Não apresenta nenhuma proposta concreta ao projeto em curso desde 2003. Às vésperas da campanha presidencial de 2010, o debate tem sido pobre e ainda inoculado de preconceitos que se julgavam superados.





Continua a bandinha da neoUDN, cujos acordes soam ao sabor da repercussão midiática de suas ações. No ano passado, tentou espalhar o pânico em torno da gripe suína, vencida pela ação eficaz do Ministério da Saúde. Criou-se uma CPI da Petrobras sem fato determinado; tentou-se surfar em declarações da ex-secretária da Receita Federal. Denúncias vazias que não resultam em nenhum avanço institucional.

Em contraste, os êxitos do governo do PT e aliados. De 2003 para cá, a significativa mudança social e econômica do país não surgiu por milagre.





Com responsabilidade, usando fundamentos econômicos inovadores que romperam com a lógica neoliberal do governo FHC, fizemos mudanças graduais, sem sobressaltos, resultando num quadro que elevou o Brasil a um novo patamar.

Na era FHC, a meta única era o combate à inflação, com as dívidas interna e externa subindo e a credibilidade caindo. Faltava infraestrutura, que limitava o crescimento econômico. Quase tudo dependia de fora, inclusive do FMI, do qual agora o Brasil é credor. O governo Lula manteve o combate e logrou uma taxa de inflação menor, mas ampliou a abrangência da política econômica e monetária.



Abriram-se novos mercados para nossas exportações, que triplicaram, mas ao mesmo tempo estimulou-se o mercado interno de massas, com políticas de estímulo ao consumo e, por consequência, de aumento da cidadania. A dívida interna caiu em relação ao PIB. A externa, líquida, não existe mais.



Houve, portanto, um corte profundo em relação ao modelo anterior que gerou crises e quebrou o país três vezes. Em sete anos, recuperou-se o poder de compra da maioria da população, o volume de crédito à disposição da população alcançou níveis jamais vistos, com a menor taxa de juros em décadas. Em plena crise mundial, adotamos medidas estratégicas. O programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, poderá, em 15 anos, resolver o histórico deficit de moradia do país.



O país deverá chegar a 354 escolas técnicas no final de 2010, quase três vezes mais que o número existente em 2002; foi resultado de decisão estratégica, que já antevia a necessidade de preparação de mão de obra qualificada para o salto de desenvolvimento no país. O Estado foi fortalecido, e o Brasil ganhou força para enfrentar a crise. O salário mínimo teve um aumento real de 46% desde 2003, influenciando a pirâmide salarial. Para o PT e aliados, é evidente a necessidade de continuar e aprofundar o projeto vitorioso, que deu ao país uma nova feição, com grandes avanços em diferentes setores. O Brasil passou a ser respeitado no mundo graças ao nosso projeto de desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda, preservando os interesses nacionais. O país deixou de ser subserviente aos interesses estrangeiros. Passou a ser ouvido sobre os destinos do mundo.



Para continuarmos o desenvolvimento nacional de forma altiva, o desafio em 2010 é mobilizar toda a sociedade para continuarmos avançando. Consolidar o projeto em curso.



Temos à frente, por exemplo, a obrigação de bem administrar os recursos do pré-sal para garantirmos, pela primeira vez, um desenvolvimento econômico com justiça social. Com o pré-sal o país poderá alcançar um patamar de grande potência, mas é preciso administrar seus recursos sob a ótica do interesse nacional. Por isso o convite à oposição para que apresente sua alternativa de governo. Afinal, em 2010, dois projetos serão cotejados pela população. Esse é o debate que se espera ser realizado de forma civilizada.



Desejamos que 2010 seja um ano de um grande debate político sobre o futuro do nosso país. Que seja um ano de saúde e paz para todos, da situação e da oposição.





Fonte: Folha de S. Paulo - 04/01/2010

Autor: RICARDO BERZOINI

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O HOMEM DO ANO

JORNAL LE MONDE ELEGE LULA COMO " O HOMEM DO ANO"



A publicação francesa apontou o presidente brasileiro como o responsável pelo renascimento do Brasil como um gigante na cena mundial. O jornal espanhol El Pais também escolheu Lula como a "Personalidade do Ano", destacando que ele passará à história pela ambição realizada de tornar o Brasil um país desenvolvido.



Para o Le Monde, o presidente soube ser um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbros naturais. "A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", resume o jornal.,



O jornal francês Le Monde escolheu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como o “Homem do Ano”, apontando-o como responsável pelo renascimento do Brasil como um gigante na cena mundial. É a segunda homenagem deste tipo que Lula recebe neste final de ano. O jornal espanhol El País também elegeu o presidente brasileiro como a “Personalidade do Ano” e a revista The Economist dedicou um número especial ao Brasil, destacando na capa o Cristo Redentor como um foguete decolando rumo ao espaço.



Na homenagem divulgada nesta quinta-feira (24), o Le Monde afirma: “Embandeirado dos países emergentes, mas também do mundo em desenvolvimento do qual se sente solidário, o presidente brasileiro, de 64 anos, colocou decididamente seu país em uma dinâmica de desenvolvimento". 14:51 (6 horas atrás) Elizabeth

Na avaliação do jornal francês, “o presidente brasileiro, que no fim de 2010 deixará a presidência sem ter tentado modificar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato, soube continuar sendo um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbrios naturais". E acrescenta:



"Presidente do Brasil desde 1º de janeiro de 2003, ao fim de dois mandatos terá dado uma nova imagem a América Latina". "A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", destaca a publicação que define assim o presidente brasileiro: "Carismático, de sorriso fácil e jovial, Lula, nascido em 27 de outubro de 1945 no estado de Pernambuco, ex-torneiro mecânico e sindicalista, transformou o Brasil em ator essencial do cenário internacional. Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo lhe interessa e diz respeito."



O Le Monde destaca ainda que Lula foi o primeiro presidente da América Latina a ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca. O jornal aponta também como destaques da ação do presidente brasileiro a liderança exercida dentro do G20, a aspiração do Brasil a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a condição de primeiro sócio comercial da China. 14:51 (6 horas atrás) Elizabeth

Já o espanhol El País destaca a gestão do presidente brasileiro dizendo: “Quando foi eleito para um segundo e último mandato, Lula disse que o Brasil estava cansado de ser uma potência emergente e que havia chegado a hora de o país se tornar um país desenvolvido sem andar para trás outra vez. Esta é a ambição com que Lula passará à história, diz o jornal.



“Nos sete anos de Presidência, Lula fez o país avançar muito; o Brasil foi o primeiro país a sair da recessão provocada pela crise econômica mundial, seus índices de crescimento ao longo deste período tem sido muito superiores aos das duas décadas anteriores, a pobreza extrema caiu de 35% em 2001 para 24,1% em 2008, e quatro milhões de cidadãos deixaram o patamar da pobreza, incorporando-se às classes médias que já superam a casa dos 50% da população".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

S.O.S Haiti




Porto Príncipe, 14 jan (EFE).- A ajuda humanitária prometida de todas as partes do mundo começou hoje a chegar ao Haiti, na tentativa de minimizar as até agora devastadoras consequências do terremoto da última terça-feira e já começar a arquitetar uma reconstrução.




A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) constatou a chegada dos primeiros envios de emergência em aviões de França, Venezuela e China. Segundo a ONU, a aterrissagem no aeroporto de Porto Príncipe deve ser feita "no olho" já que a torre de controle segue fora de operação.



O Exército dos Estados Unidos tomou o controle do aeroporto e o preparou para receber durante as 24 horas do dia ajudas que estão a caminho, e se espera a chegada hoje de soldados do Exército e da infantaria de Marinha. Os americanos contam com ajuda da ONU e outras nações nessa tarefa.




A força da ONU instalou um centro logístico próximo ao aeroporto para coordenar os trabalhos até que seja consertada - ainda hoje como se espera - a torre de controle Além da chegada por ar, está chegando a Porto Príncipe por terra a ajuda proveniente da República Dominicana, que divide com o Haiti a ilha de Hispaniola.



Segundo o embaixador dominicano no Haiti, Rubén Silié, o auxílio está sendo enviado pela estrada que cruza a fronteira de Jimaní até Porto Príncipe.



O município dominicano, localizado bem na fronteira, se tornou desde quarta-feira um centro de comando onde são coordenadas as ações de ajuda às vítimas do terremoto.



A ajuda começou a entrar no Haiti na quarta-feira em aviões da França - antiga metrópole - e do Brasil, e hoje está previsto que aterrisse outro com equipamento de campanha.



Três aviões franceses procedentes dos territórios de ultramar aterrissaram em Porto Príncipe com ajuda humanitária e de urgência, e nesta quinta-feira se prevê a chegada de um hospital de campanha em um avião de grande capacidade que parte da França.



Também se espera especialistas em desastres da Colômbia que transportam remédios e mantimentos, e que são acompanhados pelo ministro do Interior e da Justiça, Fabio Valencia.



A União Europeia (UE) enviou ao Haiti especialistas em um avião belga. Hoje está prevista a chegada outros de Bélgica, Luxemburgo, França, Reino Unido e Islândia dedicados à busca e resgate de pessoas.



Também viajaram para o Haiti médicos da Bélgica e da Itália, e está previsto que hoje chegue um avião fretado pela Espanha que partiu do Panamá com 24 toneladas de ajuda humanitária.



À chamada internacional de ajuda urgente para o Haiti se juntaram outros países da América, como México, Canadá, Chile, Equador, Nicarágua e Cuba, assim como de outros continentes, como Japão, Coreia do Sul, Marrocos e Israel.



Vários países e organismos internacionais anunciaram hoje a concessão de ajuda econômica para a reconstrução, entre eles os Estados Unidos (US$ 100 milhões).



O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.



Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.



O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.



A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Assessor de Zelaya Deixa Embaixada do Brasil em Honduras




TEGUCIGALPA, Honduras — Carlos Eduardo Reina, um dos principais assessores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, deixou a embaixada do Brasil em Tegucigalpa nesta terça-feira, depois de mais de dois meses.




Reina saiu do prédio da missão diplomática, situada na colônia Palmira, região nordeste da capital, às 09H45 horário local (15H45 GMT), junto com alguns promotores. Ele não quis falar com a imprensa, mas convocou uma entrevista coletiva para mais tarde.



O assessor de Zelaya e membro do Partido Liberal (o mesmo de Zelaya e do presidente de fato Roberto Micheletti) entrou na embaixada no dia 21 de setembro, quando o presidente deposto retornou em segredo ao país após ter sido derrubado e expulso no golpe de 28 de junho.



Durante este tempo, Reina se manteve ao lado de Zelaya na embaixada brasileira, que se transformou em residência permanente para o presidente deposto e seus seguidores.



Junto com Rasel Tomé, outro dos homens de confiança de Zelaya, Reina o ajudou no curso das negociações que terminaram com o fracassado Acordo Tegucigalpa/San José.



Fonte: AFP

IMPRENSALÃO: A REDE GLOBO NÃO MOSTROU



A foto acima consta o inquérito que apurou o propinoduto em torno do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM/PFL). Em destaque, podemos ver o que a Rede Globo não mostrou. Você mesmo (Veja).




Será que vai estrelar o Jornal Nacional?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DEMO/PFL e PSDB DIRETO DO PANETONE PRA VOCÊ

O panetone do Arruda


O assessor de José Roberto Arruda (DEM) justificou o dinheiro vivo recebido pelo governador do Distrito Federal, o ex-futuro vice de José Serra, como sendo o dinheiro necessário à compra de panetones. Faltou explicar qual panetone.