Mostrando postagens com marcador Presidente Lula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Presidente Lula. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de março de 2013

Gastos públicos com Educação, Total (% do PIB)

Fonte: Dados do Banco Mundial.

Esse gráfico motra os gastos públicos com educação no Brasil, entre 1989 à 2009.
Ele representa muito bem o período da gestão do Governo PSDB e do Governo PT, em relação aos investimentos na educação.

Eu diria que é um "cala boca" para aqueles que dizem que o Governo do PT dá o peixe e não ensina a pescar. Pois, fica muito claro a queda sofrida na gestão FHC/PSDB e o aumento de investimento realizado na gestão PT/Lula.



Em 1995, quando FHC assumi a presidência, sendo seu antecessor o presidente Itamar Franco, ambos do mesmo partido (PSDB), o investimento na educação estava em 4,57%.

Em 1998, no auge do Plano Real, tendo como governo o Partido dos Tucanos, o investimento chegou à 4,87% e no final do mandato do Governo FHC, esse valor já estava por volta de 3,78%. Ou seja, uma queda de 1,09%.

Isso significa, que os Tucanos entre 1998 a 2002, gradativamente foram deixando de investir na educação. Ou seja, aqueles que hoje tanto criticam foram os que deixaram de investir.


 
 
Conforme o gráfico, no Governo do Partido dos Trabalhadores - PT, entre 2002 a 2009, é observado que os valores de investimentos foram crescendo.
 
No ano de 2002, o investimento era em torno de 3,78%. O presidente Lula do PT, no seu primeiro ano de governo, apresentou um investimento no valor de 4,01%. Em 2005 foi 4,53%, em 2006 foi 4.95%, em 2007 foi 5,08%  e em 2009 chegou a 5,62%. Ou seja, um aumento de investimento de 1,84%.

NO ANO DE 2012

Os deputados da comissão especial de análise do PNE (Plano Nacional de Educação) aprovaram 26/06/12 uma terça-feira, um destaque que determina investimento direto de, no mínimo, 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação até final da vigência do plano, em 2020. Antes disso, em cinco anos, esse percentual deverá ser de, no mínimo, 7%.

O texto, aprovado por unanimidade na comissão, segue para o Senado.
Com o movimento pró-10% da comissão, Vanhoni desistiu da redação original e decidiu acompanhar a decisão dos deputados. “Os 10% viraram, e são hoje, uma bandeira política da sociedade brasileira, em função dos problemas que a educação tem”, disse.

O PNE determina 20 metas que o país devera alcançar em educação no período 2011-2020. Entre elas, estão ampliação de vagas, melhora na remuneração do professor, erradicação do analfabetismo e melhora na oferta de ensino integral.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Piso Nacional ?!... E agora Prefeitos?!...

"Estados e municípios que não reajustaram piso do magistério terão que pagar retroativo".

Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil.

Mais um ano letivo começou e permanece o impasse em torno da Lei do Piso Nacional do Magistério. Pela legislação aprovada em 2008, o valor mínimo a ser pago a um professor da rede pública com jornada de 40 horas semanais deveria ser reajustado anualmente em janeiro, mas muitos governos estaduais e prefeituras ainda não fizeram a correção.



Apesar de o texto da lei deixar claro que o reajuste deve ser calculado com base no crescimento dos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), governadores e prefeitos justificam que vão esperar o Ministério da Educação (MEC) se pronunciar oficialmente sobre o patamar definido para 2012. De acordo com o MEC, o valor será divulgado em breve e estados e municípios que ainda não reajustaram o piso deverão pagar os valores devidos aos professores retroativos a janeiro.



O texto da legislação determina que a atualização do piso deverá ser calculada utilizando o mesmo percentual de crescimento do valor mínimo anual por aluno do Fundeb. As previsões para 2012 apontam que o aumento no fundo deverá ser em torno de 21% em comparação a 2011. O MEC espera a consolidação dos dados do Tesouro Nacional para fechar um número exato, mas em anos anteriores não houve grandes variações entre as estimativas e os dados consolidados.



“Criou-se uma cultura pelo MEC de divulgar o valor do piso para cada ano e isso é importante. Mas os governadores não podem usar isso como argumento para não pagar. Eles estão criando um passivo porque já devem dois meses de piso e não se mexeram para acertar as contas”, reclama o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A entidade prepara uma paralisação nacional dos professores para os dias 14,15 e 16 de março. O objetivo é cobrar o cumprimento da Lei do Piso.

Se confirmado o índice de 21%, o valor a ser pago em 2012 será em torno de R$ 1.430. Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. Na Câmara dos Deputados tramita um projeto de lei para alterar o parâmetro de reajuste do piso que teria como base a variação da inflação. Por esse critério, o aumento em 2012 seria em torno de 7%, abaixo dos 21% previstos. A proposta não prosperou no Senado, mas na Câmara recebeu parecer positivo da Comissão de Finanças e Tributação.


A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas desde 2008 nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.


“Os governadores e prefeitos estão fazendo uma brincadeira de tremendo mau gosto. É uma falta de respeito às leis, aos trabalhadores e aos eleitores tendo em vista as promessas que eles fazem durante a campanha de mais investimento na educação”, cobra Leão.
 
Fonte: http://dilma13.blogspot.com/

segunda-feira, 14 de junho de 2010

BRASIL TEM PARA EMPRESTAR


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a expansão do microcrédito no país e afirmou que emprestar dinheiro para os pequenos empresários é um grande negócio no Brasil. Em seu programa semanal de rádio, o Café com o Presidente, Lula falou do projeto de microcrédito rural AgroAmigo, que já emprestou R$ 1,3 bilhão em cinco anos.



- Nós emprestamos, através do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), R$ 1,3 bilhão para um milhão de pequenos agricultores. O sucesso é extraordinário. Significa que você está garantindo que um milhão de pessoas trabalhem por conta desse programa de crédito.



Para o presidente, emprestar dinheiro para as pessoas mais pobres deste país é importante, porque o retorno é imediato.



- Às vezes, você empresta R$ 1 bilhão para um empresário só e ele gera apenas 200 ou 300 empregos. E o que é importante é que com o AgroAmigo, com a ajuda ao pequeno, nós temos apenas 3% de inadimplência em uma demonstração que vale aquela máxima que dizia que o pobre é bom pagador, porque ele tem como patrimônio maior o seu nome e a sua cara.



Em 2002, o programa tinha emprestado R$ 262 milhões. No ano passado, o BNB fechou empréstimos de R$ 22 bilhões, e tem pedidos para mais R$ 10 bilhões, segundo dados do presidente.



Microcrédito recorde



Pesquisa do BC (Banco Central) mostra que os bancos nunca ofereceram tanto dinheiro para os interessados no microcrédito, voltado à baixa renda, como agora. Em abril, o volume de recursos ofertados chegou a R$ 1,6 bilhão.



Segundo regulamentação do BC, os bancos têm que destinar 2% dos depósitos à vista ao microcrédito ou mantê-los "congelados", sem uso. Em abril, desse montante (R$ 2,7 bilhões), as instituições financeiras emprestaram 62% – um recorde. Um ano antes, em abril de 2009, a oferta foi de 56%.



Por mês, são assinados cerca de 100 mil contratos de microcrédito no Brasil e o valor médio dos empréstimos é de R$ 1.300. O microcrédito não pode ser usado para tapar buracos nas finanças, mas no investimento em algum tipo de negócio.



O brasileiro tem cada vez mais recorrido a esses recursos de olho na possibilidade de ser dono do próprio negócio e não depender do humor do mercado de trabalho. Uma das motivações é o crescimento do poder aquisitivo da baixa renda - público-alvo dos pequenos negócios que se proliferam pelas periferias das cidades.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

GOVERNO LULA e 2010



--------------------------------------------------------------------------------

O Brasil hoje é respeitado no mundo graças ao nosso projeto de desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda

--------------------------------------------------------------------------------







O BRASIL começa o ano com reconhecimento da grande maioria da população brasileira e da comunidade internacional da competência com que o governo Lula enfrentou e superou os reflexos da crise econômica mundial iniciada em 2008. O espectro da turbulência ainda ronda inúmeras nações, mas aqui ainda há quem não dissimule a má vontade com a vitória que conseguimos, fechando 2009 com a criação de 1,4 milhão de empregos e a adoção de medidas que possibilitaram o Brasil retomar a trilha do crescimento sustentável.





Movida por motivos políticos-eleitorais, a oposição insiste em tapar o sol com a peneira e ofuscar, com o apoio de segmentos da mídia, a imagem do governo com factoides. Não apresenta nenhuma proposta concreta ao projeto em curso desde 2003. Às vésperas da campanha presidencial de 2010, o debate tem sido pobre e ainda inoculado de preconceitos que se julgavam superados.





Continua a bandinha da neoUDN, cujos acordes soam ao sabor da repercussão midiática de suas ações. No ano passado, tentou espalhar o pânico em torno da gripe suína, vencida pela ação eficaz do Ministério da Saúde. Criou-se uma CPI da Petrobras sem fato determinado; tentou-se surfar em declarações da ex-secretária da Receita Federal. Denúncias vazias que não resultam em nenhum avanço institucional.

Em contraste, os êxitos do governo do PT e aliados. De 2003 para cá, a significativa mudança social e econômica do país não surgiu por milagre.





Com responsabilidade, usando fundamentos econômicos inovadores que romperam com a lógica neoliberal do governo FHC, fizemos mudanças graduais, sem sobressaltos, resultando num quadro que elevou o Brasil a um novo patamar.

Na era FHC, a meta única era o combate à inflação, com as dívidas interna e externa subindo e a credibilidade caindo. Faltava infraestrutura, que limitava o crescimento econômico. Quase tudo dependia de fora, inclusive do FMI, do qual agora o Brasil é credor. O governo Lula manteve o combate e logrou uma taxa de inflação menor, mas ampliou a abrangência da política econômica e monetária.



Abriram-se novos mercados para nossas exportações, que triplicaram, mas ao mesmo tempo estimulou-se o mercado interno de massas, com políticas de estímulo ao consumo e, por consequência, de aumento da cidadania. A dívida interna caiu em relação ao PIB. A externa, líquida, não existe mais.



Houve, portanto, um corte profundo em relação ao modelo anterior que gerou crises e quebrou o país três vezes. Em sete anos, recuperou-se o poder de compra da maioria da população, o volume de crédito à disposição da população alcançou níveis jamais vistos, com a menor taxa de juros em décadas. Em plena crise mundial, adotamos medidas estratégicas. O programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, poderá, em 15 anos, resolver o histórico deficit de moradia do país.



O país deverá chegar a 354 escolas técnicas no final de 2010, quase três vezes mais que o número existente em 2002; foi resultado de decisão estratégica, que já antevia a necessidade de preparação de mão de obra qualificada para o salto de desenvolvimento no país. O Estado foi fortalecido, e o Brasil ganhou força para enfrentar a crise. O salário mínimo teve um aumento real de 46% desde 2003, influenciando a pirâmide salarial. Para o PT e aliados, é evidente a necessidade de continuar e aprofundar o projeto vitorioso, que deu ao país uma nova feição, com grandes avanços em diferentes setores. O Brasil passou a ser respeitado no mundo graças ao nosso projeto de desenvolvimento com geração de empregos e distribuição de renda, preservando os interesses nacionais. O país deixou de ser subserviente aos interesses estrangeiros. Passou a ser ouvido sobre os destinos do mundo.



Para continuarmos o desenvolvimento nacional de forma altiva, o desafio em 2010 é mobilizar toda a sociedade para continuarmos avançando. Consolidar o projeto em curso.



Temos à frente, por exemplo, a obrigação de bem administrar os recursos do pré-sal para garantirmos, pela primeira vez, um desenvolvimento econômico com justiça social. Com o pré-sal o país poderá alcançar um patamar de grande potência, mas é preciso administrar seus recursos sob a ótica do interesse nacional. Por isso o convite à oposição para que apresente sua alternativa de governo. Afinal, em 2010, dois projetos serão cotejados pela população. Esse é o debate que se espera ser realizado de forma civilizada.



Desejamos que 2010 seja um ano de um grande debate político sobre o futuro do nosso país. Que seja um ano de saúde e paz para todos, da situação e da oposição.





Fonte: Folha de S. Paulo - 04/01/2010

Autor: RICARDO BERZOINI

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O HOMEM DO ANO

JORNAL LE MONDE ELEGE LULA COMO " O HOMEM DO ANO"



A publicação francesa apontou o presidente brasileiro como o responsável pelo renascimento do Brasil como um gigante na cena mundial. O jornal espanhol El Pais também escolheu Lula como a "Personalidade do Ano", destacando que ele passará à história pela ambição realizada de tornar o Brasil um país desenvolvido.



Para o Le Monde, o presidente soube ser um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbros naturais. "A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", resume o jornal.,



O jornal francês Le Monde escolheu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como o “Homem do Ano”, apontando-o como responsável pelo renascimento do Brasil como um gigante na cena mundial. É a segunda homenagem deste tipo que Lula recebe neste final de ano. O jornal espanhol El País também elegeu o presidente brasileiro como a “Personalidade do Ano” e a revista The Economist dedicou um número especial ao Brasil, destacando na capa o Cristo Redentor como um foguete decolando rumo ao espaço.



Na homenagem divulgada nesta quinta-feira (24), o Le Monde afirma: “Embandeirado dos países emergentes, mas também do mundo em desenvolvimento do qual se sente solidário, o presidente brasileiro, de 64 anos, colocou decididamente seu país em uma dinâmica de desenvolvimento". 14:51 (6 horas atrás) Elizabeth

Na avaliação do jornal francês, “o presidente brasileiro, que no fim de 2010 deixará a presidência sem ter tentado modificar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato, soube continuar sendo um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbrios naturais". E acrescenta:



"Presidente do Brasil desde 1º de janeiro de 2003, ao fim de dois mandatos terá dado uma nova imagem a América Latina". "A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", destaca a publicação que define assim o presidente brasileiro: "Carismático, de sorriso fácil e jovial, Lula, nascido em 27 de outubro de 1945 no estado de Pernambuco, ex-torneiro mecânico e sindicalista, transformou o Brasil em ator essencial do cenário internacional. Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo lhe interessa e diz respeito."



O Le Monde destaca ainda que Lula foi o primeiro presidente da América Latina a ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca. O jornal aponta também como destaques da ação do presidente brasileiro a liderança exercida dentro do G20, a aspiração do Brasil a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a condição de primeiro sócio comercial da China. 14:51 (6 horas atrás) Elizabeth

Já o espanhol El País destaca a gestão do presidente brasileiro dizendo: “Quando foi eleito para um segundo e último mandato, Lula disse que o Brasil estava cansado de ser uma potência emergente e que havia chegado a hora de o país se tornar um país desenvolvido sem andar para trás outra vez. Esta é a ambição com que Lula passará à história, diz o jornal.



“Nos sete anos de Presidência, Lula fez o país avançar muito; o Brasil foi o primeiro país a sair da recessão provocada pela crise econômica mundial, seus índices de crescimento ao longo deste período tem sido muito superiores aos das duas décadas anteriores, a pobreza extrema caiu de 35% em 2001 para 24,1% em 2008, e quatro milhões de cidadãos deixaram o patamar da pobreza, incorporando-se às classes médias que já superam a casa dos 50% da população".

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

POBREZA DIMINUI NO BRASIL

O número de famílias com rendimento familiar per capita de até ½ salário mínimo caiu de 32,4% para 22,6%, em dez anos. No entanto, em 2008, metade das famílias brasileiras ainda vivia com menos de R$ 415 per capita. Mais da metade das mulheres sem cônjuge e com todos os filhos menores de 16 anos viviam com menos de R$ 249 per capita.


Embora tenha havido melhorias, 44,7% das crianças e adolescentes1 de até 17 anos viviam, em 2008, com uma renda familiar per capita de meio salário mínimo e 18,5% de ¼ de salário mínimo.

De 1998 a 2008, a proporção de casais sem filhos cresceu, passando de 13,3% para 16,7%, acompanhando a queda da fecundidade. Nesse mesmo período, cresceu a proporção das mulheres que se declararou pessoa de referência do domicílio, mesmo com a presença de um cônjuge (2,4% para 9,1%). Do mesmo modo, subiu de 4,8% para 11,8% a porcentagem de mães de 18 a 24 anos que são pessoa de referência.


Entre 1998-2008, dobrou a proporção dos jovens cursando o ensino superior: de 6,9% para 13,9%. No grupo de 16 a 24 anos, aumentou, de 38,1% para 49,1%, o percentual daqueles que ganhavam mais de um salário mínimo e diminuiu de 38,9% para 28,8% o percentual de jovens trabalhando mais de 45 horas semanais.



Em 2008, Dois terços dos jovens brancos e menos de um terço dos pretos e pardos cursavam o nível superior. 14,7% dos brancos e somente 4,7% dos pretos e pardos adultos tinham superior completo em 2008. Entre o 1% com o maior rendimento familiar per capita na população brasileira, apenas 15% eram pretos ou pardos.



A mortalidade infantil caiu 30% em dez anos. No mesmo período, com a queda da fecundidade, a população com menos de um ano de idade diminuiu 27,8%.

Em 2008, o Brasil já contava com 21 milhões de idosos. Em números absolutos, esta população com mais de sessenta anos já superava a da França, Inglaterra ou Alemanha. Mas, ao contrário desses países, 32,2% dos idosos brasileiros não sabiam ler e 51,4% eram analfabetos funcionais.



Em 2008, Brasil tinha 19,7 milhões de migrantes, e uma densidade demográfica de 22,3 habitantes por quilômetro quadrado. Já o número de casamentos registrados nos cartórios do país cresceu 31,1%, de 1998 a 2007.



Em dez anos dobrou percentual de jovens freqüentando a universidade

Na faixa de jovens de 18 a 24 anos houve avanços na área de educação, com a queda de 8,6%, em 1998, para 2,9%, em 2008, na taxa de jovens nessa faixa etária que ainda estavam no ensino fundamental (deve ser concluído em torno dos 14 anos de idade). Embora persistam as desigualdades regionais. No Nordeste, que tem o menor percentual, apenas 8,2% dos jovens de 18 a 24 anos freqüentam escola, enquanto no Sul, o percentual é mais que o dobro: 19,0%.


Outro avanço na faixa de 18 a 24 anos, demonstrado pela Síntese, é que dobrou a proporção dos jovens cursando o ensino superior: de 6,9% para 13,9%. Houve aumento da frequência ao ensino superior em todas as regiões do país, entre 1998 e 2008. Mesmo assim, o percentual é baixo quando comparado a países como França, Espanha e Reino Unido, essa proporção é superior a 50%, ou América Latina, onde Chile destaca-se com 52%.



Em 2008, metade das famílias vivia com menos de R$ 415 per capita

Em 2008, o valor médio do rendimento familiar per capita era R$ 720. Entretanto, metade das famílias vivia com menos de R$ 415, mesmo valor do salário mínimo de setembro de 2008. A distribuição de renda no país continua bastante desigual, como demonstram os valores do rendimento mediano no Nordeste e no Sudeste: R$ 250 contra R$ 500, respectivamente.


Entre 2001 e 2008, o grupo que reúne o último quinto de rendimento (mais ricos) diminuiu sua parte em 4,25 pontos p.p. em favor dos quintos inferiores (mais pobres). Embora o quinto tenha ganhado apenas 0,68 p.p., isso representa um crescimento proporcional maior (cerca de 26%) do que o obtido pelos quintos subsequentes, que também foram beneficiados com a melhoria da distribuição de renda.



Famílias com rendimento per capita de até ½ salário mínimo caem de 32,4% para 22,6%

A distribuição por classes de rendimento familiar per capita no período 1998/2008 foi mais favorável para aquelas unidades que viviam com até ½ salário mínimo. Em 1998, esse percentual para o conjunto do país era de 32,4% chegando, em 2008, a 22,6%. No Nordeste, a queda entre 2003 e 2008, foi de 13 p.p. (54,3% para 41,3%), provavelmente resultado de políticas públicas dirigidas às famílias mais pobres.

Fonte:IBGE

terça-feira, 22 de setembro de 2009

GOVERNO LULA TEM APROVAÇÃO DE 81%

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para de 81%, segundo a pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta terça-feira (22). Em junho, quando foi realizado o último levantamento, a avaliação do presidente da República era de 80%. A variação fica dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais.




Os dados mostram também que 69% dos brasileiros consideram o governo Lula ótimo ou bom, contra 68% na pesquisa de junho. Outros 22% consideram o governo regular e 9%, ruim ou péssimo.

A pesquisa foi realizada de 11 a 14 de setembro, com 2.002 entrevistados em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.


Para o diretor de relações institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita, a principal mensagem verificada na pesquisa é a de “melhora na percepção da sociedade sobre a recuperação da economima”. “Se mantêm bastante elevadas as avaliações do governo e do presidente Lula, que permanecem altas, com oscilações dentro da margem de erro”, avaliou.



Governo

A nota média que o governo Lula recebeu em agosto cresceu um décimo em relação a junho, atingindo a marca de 7,6, em uma escala de zero a dez. Dentre os entrevistados, 76% disseram confiar no presidente Lula, mesmo patamar verificado no último levantamento.


Já na comparação entre o primeiro e o segundo mandato de Lula, 44% da população considera a atual gestão melhor. Outros 40% acham que a atuação do presidente em ambos os mandatos se mantém igual, enquanto 14% dizem que o segundo mandato é pior.


Em todas as nove áreas pesquisadas, o governo Lula registrou melhoria na aprovação. No combate à fome e à pobreza, a aprovação chegou a 68%, oito pontos percentuais a mais que em junho. Já no combate ao desemprego, 55% avaliaram que a atuação do governo é eficaz, contra 50% na última pesquisa.

Os outros índices de aprovação do governo são de 55% em relação ao combate à inflação, 42% na área de segurança pública, 45% quanto à taxa de juros, 40% em relação aos impostos, 61% na gestão do meio ambiente, 44% sobre a atuação na área de saúde e 59% na gestão educacional.


“Esse clima de otimismo com o ambiente econômico certamente tem impacto nas avaliações setoriais, que mostram melhora na atuação do governo, em relação a várias áreas, como no combate ao desemprego”, destacou Marco Antonio Guarita.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

BRASIL SERÁ LÍDER EM CRESCIMENTO






Brasil será líder em crescimento na região, segundo a Moody's.

Para empresa, economia latino-americana teve 'recessão leve'.


A economia latino-americana se prepara para um novo ciclo de expansão em 2010, depois de sofrer uma leve recessão, de acordo com relatório econômico divulgado nesta segunda-feira (21) pela agência de risco de crédito Moody's. Segundo a empresa, o crescimento será liderado pelos países do Cone-Sul, com o Brasil na ponta, seguido por economias como Peru, Chile e Colômbia.



"O ciclo começará uma recuperação depois da crise, e chegará a um crescimento potencial de 4% em 2011. No médio prazo, a região poderá entrar em um patamar de expansão mais sustentável, graças às reformas implementadas. No longo prazo, o crescimento anual poderá ficar em 5%, em média", diz o estudo.



O estudo vê a recessão vivida pela América Latina como "leve". "A força dos bancos da região durante a crise é creditada não apenas à exposição marginal a ativos arriscados, mas também à regulação que prevê investimentos de, no máximo, um terço dos ativos em investimentos arriscados. Graças a isso, as instituições financeiras superaram a turbulência e continuaram fortes."

Fonte: G1


Lula: crise é tsunami nos EUA e, se chegar ao Brasil, será 'marolinha'.
Publicada em 04/10/2008  O Globo

Quem lembra quanta polemica foi levantada pela oposição, quando o Presidente Lula fez essa declaração?!
E agora uma empresa estrangeira confirma o que ele (Lula) e as pessoas de bom senso já sabiam.




quarta-feira, 16 de setembro de 2009

RECORDE PARA O BRASIL


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta nesta quarta-feira (16). Com isso, o mercado brasileiro superou a marca de 60 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2008, além de garantir um novo patamar recorde para o ano de 2009.

O índice Ibovespa tinha alta de 1,46%, operando aos 60.130 pontos, às 14h15. Dados econômicos sobre inflação e produção industrial vieram dentro das expectativas do analistas e davam força ao pregão norte-americano, cujo bom humor se refletia nas operações locais.
Com o resultado da véspera, quando o índice marcou 59.263 pontos, o Ibovespa, índice que é referência para os negócios no Brasil, acumulou alta de 101% desde 27 de outubro do ano passado, no auge da crise, quando atingiu mínima de 29.435 pontos. Em 2009, o indicador já acumula ganho de 58%.


Análise

Para Alexandre Chaia, professor do Insper (ex-Ibmec de São Paulo), "não era esperado o patamar de 60 mil pontos neste ano". Para o especialista, o quadro de depressão mundial pintado no final do ano passado não se realizou e no Brasil a economia já está no final do ciclo de queda.
"Após a crise de 1929, houve uma recessão de dez anos. Esperava-se a mesma coisa mas a recessão ocorreu em só um ano", disse. Ele afirmou também que a reação à crise foi exagerada.

Fonte: G1

Ops.: Como podemos observar, o Presidente Lula estava certo ao dizer que era só uma marolinha; Assim, como o nosso amigo Arnaldo José da Silva. Cabe agora os empresários voltarem a investir, contratar e expandir a econômia.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lula pede participação da sociedade nas discussões do pré-sal


Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil



Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o tradicional discurso do aniversário de independência do Brasil para pedir que a população brasileira participe do processo que definirá o modelo de exploração das reservas de petróleo situadas na camada do pré-sal.

“Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva para seu deputado, seu senador, para que eles apoiem o que é melhor para o Brasil”, disse o presidente hoje (6) em cadeia nacional.

Lula afirmou que os projetos de lei enviados ao Congresso Nacional vão garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros. “Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos”, disse.

O fundo social – proposto com o objetivo de garantir que parte dos lucros obtidos a partir da exploração do pré-sal seja aplicada em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio ambiente e combate à pobreza – foi novamente defendido pelo presidente. “Propomos que os recursos do pré-sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano”, declarou.

“De um lado, o novo fundo será uma megapoupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o país tem com a educação e a pobreza. De outro lado, funcionará como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente”, explicou o presidente.

Lula cobrou responsabilidade dos parlamentares: “O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro”, argumentou.

E resumiu em duas frases a proposta do governo: “De um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos”.

“A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria”, argumentou o presidente.

Para Lula, o modelo de partilha é a grande novidade que consta na proposta apresentada por ele. “Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração. O modelo de concessão, que foi adotado em 97, não se adapta à nova situação”, disse.

“Seria um erro grave mantê-lo no pré-sal. Ele foi implantado quando não sabíamos da existência de grandes reservas e o país não tinha recursos para explorar seu petróleo”, acrescentou.

“Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte”, afirmou. “Este trabalho será complementado pela Petro-sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização”, completou.

Segundo Lula, a nova empresa não vai concorrer com a Petrobras. “Sua função é ser o olho do povo na fiscalização de toda operação”, disse.

Edição: Lílian Beraldo

sábado, 5 de setembro de 2009

Recuperação da Economia Deve Gerar Um Crescimento de 4,5%


Previsão para 2010


Segundo do Ministério do Planejamento, o resultado deverá somar em 2010, R$ 38,9 bilhões. De acordo com o titular da pasta, ministro Paulo Bernardo, a recuperação da economia no próximo ano, com crescimento previsto de 4,5%, vai gerara mais contratações com carteira assinada, contribuindo para a queda do déficit.
Outro fator que deve gerar mais formalização, segundo o ministro do Planejamento, é a figura do microempreendedor individual, que começou a valer neste ano.


O déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a previdência do setor privado, apresentou em 2008 a primeira queda desde 1995, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Previdência Social. No ano 2008, o déficit ficou em R$ 36,2 bilhões, com queda de 19,3% frente ao resultado negativo de 2007, que somou R$ 44,8 bilhões.


Em dezembro de 2008, as contas da Previdência Social registraram superávit, isto é, a arrecadação líquida, que somou R$ 22,96 bilhões, ficou acima das despesas com o pagamento de benefícios, que totalizaram R$ 21,22 bilhões. Com isso, o resultado ficou positivo em R$ 1,73 bilhão.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

POR QUE A OPOSIÇÃO NÃO QUER A APROVAÇÃO DA CSS?!

Câmara retardou a votação do novo imposto do cheque, a Contribuição Social para a Saúde (CSS), marcada para hoje.

A regulamentação da Emenda 29, que aumenta recursos para a saúde, dominou ontem as discussões na Câmara e retardou a votação do novo imposto do cheque, a Contribuição Social para a Saúde (CSS), marcada para hoje.


O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), até tentou incluir a matéria na pauta, mas não houve acordo entre os líderes dos partidos do governo e da oposição para votar o texto na próxima semana. Chinaglia previu que os trabalhos se alongassem durante a noite e até de madrugada.


Os oposicionistas tentavam impedir a votação da MP 424/08, que concede crédito extraordinário de R$ 1,8 bilhão a diversos órgãos do Poder Executivo. É que a matéria tranca a pauta e impede a votação do projeto de lei 306, que regulamenta a emenda constitucional 29. "A proposta da oposição era de que não obstruísse os trabalhos, se o governo concordasse em votar a matéria em outra data.", comentou.


Para o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), "Nós esperamos que isso não aconteça e que o novo imposto não seja aprovado".


Exatamente o contrário pensa o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS). "Temos votos, temos segurança para aprovar a CSS. Além disso, a saúde terá recursos extras em um ano melhor de arrecadação e depois, em 2009, a CSS se agrega".


A oposição não quer a implantação da CSS, porque, essa contribuição (imposto) incide diretamente sobre a classe rica. Ou seja, o rico terá de contribuir para o pobre (SUS); aquele que movimentar mais de R$ 3.200,00 reais. A contribuição é de 1% sobre a movimentação. Contra a CSS, está os grandes empresários e a mídia.


Você já imaginou, quanto a Rede Globo teria que contribuir través da CSS, após esses BBB´s ?!...?!...?!... Quanto seria arecadado para o SUS?!...


O grande problema está na demagogia da oposição. Todos reclamam que deve existir mais investimento na saúde, porém, obstruem e declaram fielmante que são contra o esse imposto. A preocupação da oposição, não está na criação do imposto. A preocupação da oposição está na real chance de existir um sucessor do Presidente Luis Inácio Lula da Silva.


Isso ocorre porque, o Governo Lula está repassando do rico, aos mais necessitados, nesse caso diretamente o (SUS). Ele está fazendo o que a oposição nunca soube fazer Governar com distribuição de renda.

Trabalhar contra a implantação da CSS (imposto do cheque), é atuar contra o pobre doente do SUS.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CRITICAR É FÁCIL, DIFÍCIL É FAZER MELHOR


Não se Faça de Surdo, Você Pode Até não Quer Ouvir, Mas é Verdade!
Por: Nazário*

Tenho visto uma meia dúzia de artigos, principalmente aqueles elaborados pela oposição, contendo críticas ao Presidente Lula. Uma minoria de autores, pelo menos os desequilibrados, busca manter suas análises num campo particular, hipotético. Alguns deslizam para o lado da grosseria e até da falta de respeito com a figura do Presidente. E olha que eles são notáveis em criar pretextos para serem explorados. Até o uso da língua nacional, freqüentes nos discursos improvisados do presidente é objeto de crítica por esse tipo de autor. Esse comportamento revela uma tendência dos jornais contemporâneos: cada vez mais, eles renunciam à força dos editoriais para manifestarem suas opiniões, para exercerem a crítica.

Em relação ao Governo Lula, há pessoas que aprovam, outras que condenam e, ainda, outras que avaliam cada ação governamental, concordando com umas e discordando de outras. Isso é normal e acontece em todos os países democráticos do mundo. Quem vive em um país democrático, onde existem eleições diretas e o Governo emana pelo voto do povo, tem obrigação de saber e conviver com isso.

No entanto, fico assombrado quando vejo determinadas pessoas e até grupos na mídia afirmando que o Presidente Lula, através do Programa Bolsa Família, procura cativar sujeitos imbecis e ignorantes. Esses desequilibrados, muitas vezes já garantiram dever e não cumpriram, perante a parcela necessitada da sociedade brasileira. Logo eles que, repetidas vezes, principalmente em época de campanha tem declarado: “o que interessa ao país é levar benefícios para os que mais precisam”. Porém, essa mesma turma que se apresenta a favor do Brasil, são os mesmos que já proporcionaram inúmeros “Bolos” ao povo brasileiro. Entre as inúmeras desgraças proporcionadas pelo desgoverno anterior, me apego a relembrar apenas algumas. Entre elas:

® As febres das privatizações, que não levou em conta a opinião pública e o pior, rifaram a Embraer, Telebrás, Vale do Rio Doce e outras estatais a preços incrivelmente baixos.

® A farra do Proer, em novembro de 1995, o ex-presidente FHC assinou uma medida provisória instituindo o Proer, um programa de salvação dos bancos privados. O abastecimento dos cofres privados, começou pelo Banco Nacional, então pertencente a família Magalhães Pinto, da qual um de seus filhos era agregado. A salvação dos bancos engoliu 3% do PIB. Os bancos Marka e FonteCindam foram graciosamente socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão, sob o pretexto de que sua quebra criaria um "risco sistêmico" para a economia.

® Explosão da dívida pública. Quando Cardoso assumiu a presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa era de R$ 153,4 bilhões. Em abril de 2002, essa dívida já era de R$ 684,6 bilhões.

® Acidentes na Petrobras, por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras
protagonizou uma série de acidentes ambientais no desgoverno FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores.


® Racionamento de energia, imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz.


® Renda em queda e desemprego em alta, para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

® Antes dos 50 anos é vagabundo. O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, na data de 11 de maio de 1998, que "pessoas que se aposentam com menos de 50 anos são vagabundos, que se locupletam de um país de pobres e miseráveis".

® Reforma da Previdência, em 1996 a Previdência Brasileira vivia uma crise de financiamento, o déficit era de R$ 1,1bilhão. Em 8 de outubro de 1997, o Senado aprovou a mudança na aposentadoria. Os homens passaram a ter que contribuir 35 anos de contribuição e 60 anos de idade e, para as mulheres, ficou sendo 30 anos de contribuição e 55 de idade.


Como observado acima, fatos registrados na história não faltam para desmascarar essa turma, que tanto tempo esteve no poder e só de pior o fez. E o que é pior, eles pregão todo o tipo de mentira, usam as mais variadas artimanhas políticas, para desmoralizar e incumbir ruínas às obras do governo atual. Assim, tentam esconder a “herança maldita” deixada em nossas mãos. A maioria dos críticos do Presidente Lula, não admite esses fatos e tão pouco, que um da Silva tenha chego ao mais alto grau poder da nação.

Talvez eles louvem a democracia no discurso, mas na atuação do cotidiano político, o que se revela é um totalitarismo capitalista selvagem; que beneficia apenas os ricos e exclui os pobres. Quem sabe não está enraizada nessa turma a origem de tanto empenho para desvalorizar o programa de desenvolvimento social e combate a fome, que atende a 12 milhões de famílias e, esse mês está transferindo mais de 1 bilhão de Reais. O Programa Bolsa Família, na verdade, tem muito que ser valorizado. Quem é que tem coragem de contestar o dever do estado de amparar a parcela da população que passa fome. O que me parece incorreto, aos olhos dos críticos, é a falta de uma contrapartida dessa elite de sangue azul, que cria castelos e não preveja uma saída eficaz e ampla para o contingente populacional pobre.

Segundo os dados estatísticos disponíveis, na linha da fome, o trabalho e combate contra essa mazela, mostra que as pessoas não estão desnutridas nem remotamente dos níveis africanos, no entanto, ainda há por volta de 36 milhões de brasileiros vivendo com até R$125,00 por mês, valor que estabelece a linha de pobreza segundo a classificação da FGV. O Programa Bolsa Família, junto com ações do Governo, vem reduzindo a taxa de mortalidade infantil. No ano de 2000, a taxa de mortalidade era de 38,04% para cada 1000 nascidos, em 2008, a taxa de mortalidade ficou em 26,67%,uma redução de 11,37%. Não é o paraíso, mas estamos no caminho certo. Pois, cuidar daquele que mais necessita é garantir o mínimo de sobrevivência.

Um combate mais efetivo certamente seria o de proporcionar um acesso à educação de qualidade. Acontece que esses que criticam o Governo Lula hoje, no passado não muito distante, não investiram efetivamente em educação. A educação é o segundo fator para a desigualdade entre ricos e pobres. Dados apresentados em outubro de 2004, mostram que, muito embora desde a década de 1960 a política do governo federal para o setor tem sido a ampliação de vagas via privatização, a Taxa de Escolarização Bruta na Educação Superior do país ainda é uma das mais baixas da América Latina, embora o grau de privatização seja um dos mais altos do mundo. As propostas apresentadas até o momento pelo MEC norteiam-se pelo princípio de expansão de vagas, sem recursos adicionais, no setor público, e subsídios ao setor privado, em troca de bolsas de estudo. Para democratizar o perfil dos alunos propõem-se quotas, tanto no setor público quanto no privado. Trata-se de medidas paliativas, que não enfrentam a questão central que é a expansão do setor público sem perda de qualidade, o que implica sair do atual 0,8% do PIB gasto com o ensino de graduação para um patamar de cerca de 1,4% do PIB.

Essa é outra questão crucial, que ao ser colocado pela maioria da mídia e opositores do Governo Lula, surge mirabolantes discursos integralmente contra ou sem maior fundamento a respeito das quotas. Para eles o importante não é estudar, adquirir conhecimento, o que importa mesmo é garantir a próxima eleição!

Não quero usar os adjetivos fortes de que se valeu a maioria da oposição durante os ataques ao nosso Presidente, mas temos de convir que, a falsa idéia colocada nas campanhas anteriores, onde dizia que Lula não poderia governar por ser considerado propriamente um político sem instrução, falhou! A chegada do PT ao poder, com Luiz Inácio Lula da Silva durou mais de uma década, seu período de preparação para a Presidência da República é exemplo de persistência, determinação e o mais importante; sua vitória nas urnas na eleição e reeleição comprova que não basta ter um curso superior na mão ou ser culto, é preciso ter condições para não julgar a ignorância alheia.



Fonte: Almanaque Abril 1998, p.144
http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?v=29&c=br&l=pt
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/
http://www.cedes.unicamp.br
http://www2.uol.com.br/JC/_1998/1205/br1205n.htm



*Denis Nazário Martins é Ceramista e Habilitado como Técnico em Enfermagem

segunda-feira, 1 de junho de 2009

69,8% DOS BRASILEIROS VEJAM O GOVERNO LULA DO PT POSITIVAMENTE


A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (1) aponta que a avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 69,8%. Na última pesquisa, realizada em março, 62,4% dos entrevistados consideraram a gestão do governo positiva, o que significa um crescimento de 7,4 pontos percentuais.

De acordo com a Confederção Nacional do Transporte (CNT), dentre os entrevistados, 5,8% desaprovam o governo de Lula, contra 7,6% em março.

Já a avaliação pessoal do presidente Lula subiu para 81,5%, um índice quase 5% superior ao verificado na última pesquisa, quando o percentual era de 76,2%. Dos entrevistados, 15,7% desaprovam a maneira como Lula administra o país. Em março, 19,9% reprovavam a maneira como ele governa o Brasil.

Dentre os pesquisados, 25,5% consideram o governo ótimo, 44,3%, bom, e 5,8% avaliaram o governo como ruim ou péssimo.

Para o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, um dos fatores que elevou os índices nas avaliações do governo e do presidente é a forma como o país tem enfrentado a crise financeira internacional.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 29 de maio. Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de três pontos percentuais.

sábado, 23 de maio de 2009

ÉPOCA PREPARA OS PALANQUES

A edição de ÉPOCA que vai às bancas neste sábado (23) discute o futuro do Brasil.

O governo Lula exibe os mais altos índices de aprovação popular de nossa história política. Nas aparições internacionais, Lula acumula sinais de prestígio crescente com os chefes de Estado e é personagem de reportagens elogiosas dos principais veículos da imprensa mundial. Graças a um sistema financeiro fortalecido por uma política de austeridade que contrariou os principais dogmas do PT, o Brasil de Lula enfrenta a crise global com um desemprego imenso e recessão em vários setores da economia – mas o ambiente é menos sofrido e menos pessimista que nos países centrais.


De olho no futuro imediato de sua herança política, que defenderá nos palanques de 2010, Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ÉPOCA para falar do Brasil de 2020. De bom humor, chegou à sala de reuniões de seu gabinete pessoal, montado no Centro Cultural Banco do Brasil – para onde foi transferido o governo enquanto o Palácio do Planalto está em reforma –, falando de futebol. Disse que seu sonho, ao deixar o governo, é virar cartola do Corinthians. Depois, Lula concedeu uma entrevista cujos principais trechos serão publicados na edição de ÉPOCA.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu a reportagem de ÉPOCA na sede do Instituto Fernando Henrique Cardoso. Ela fica na região central de São Paulo, numa área que mistura o charme de prédios antigos a uma paisagem de degradação urbana que, aos poucos, vive um lento processo de recuperação. Na tarde chuvosa da entrevista, Fernando Henrique primeiro se queixa da dificuldade de adaptação à rotina paulistana e dos problemas que afetam todo morador da metrópole. "Com essa chuva, o trânsito vai ficar um inferno", diz ele. O senhor prestes a completar 78 anos pede então um café e começa a discorrer sobre o futuro do Brasil com a mesma paixão intelectual que o move há décadas. Apesar do tom otimista, ele vê dois grandes desafios para o país: educação e segurança pública.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA IMPULSIONA AS VENDAS


O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, promete alavancar as vendas de imóveis no Feirão da Casa Própria, que começou nesta quinta e vai até domingo em São Paulo.

O evento já passou por Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Uberlândia e chegará também a Brasília (22 a 24 de maio), Recife, Porto Alegre (5 a 7 de junho) e Fortaleza (19 a 21 de junho).

De acordo com o superintendente regional da Caixa Econômica Federal em São Paulo, Valter Nunes, a expectativa de aumento de negócios de 10% em relação ao feirão anterior é "até conservadora" se levado em consideração o potencial do programa para impulsionar as vendas.

O programa permite o financiamento de imóveis de até R$ 130 mil para famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 4,65 mil).

No feirão de São Paulo, são oferecidos quase 110 mil imóveis, dos quais 42,5 mil são novos ou em construção e 67,4 são usados. Desse total, 28 mil fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida, que só financia imóveis novos.

De acordo com a Caixa, em um intervalo de três horas nesta quinta (entre 10h, horário da abertura, até as 13h), o volume de negócios fechados ou encaminhados chegou a R$ 34 milhões, entre imóveis novos, seminovos e recuperados judicialmente pela Caixa.

Entre 10h e 15h30, 10.667 pessoas estiveram na feira, segundo balanço da Caixa. A expectativa de visitação no feirão até domingo (24) é de 150 mil pessoas.

Nesta quinta, muitas chegaram de madrugada e fizeram fila para entrar no Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5), onde é realizado o feirão. Segundo o gerente, às 7h, havia 300 pessoas na fila, esperando a abertura dos portões.

Houve quem faltasse ao trabalho. Foi o caso da encarregada de lavanderia Daniela Firmiano.

"Faltei mesmo. O chefe entendeu. Ele não tinha outra escolha", disse. Junto com o marido, o autônomo Eli Nunes dos Santos, ela procurava um apartamento cuja prestação não ultrapassasse muito o valor que paga para viver em um cortiço no bairro da Barra Funda, em São Paulo (R$ 430).

Dentro do pavilhão do centro de exposições, as maiores filas se formaram diante de estandes de construtoras que anunciavam imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

Já na hora de fechar o negócio, as empresas faziam ofertas para concretizar a venda. No estande da Plano & Plano, quem compra um imóvel no feirão ganha os armários da cozinha. Nas duas primeiras horas do feirão, a empresa vendeu dez unidades.

As construtoras Brascan e Company oferecem cheque-bônus de R$ 200 na primeira prestação, e o comprador concorre a até R$ 1,5 mil em vale-compras se participar de um concurso cultural.

O coordenador de vendas da construtora MRV Engenharia, Marcos Madeira, disse que é possível até que faltem apartamentos durante o feirão. "A dica hoje é o cliente correr para o plantão, fazer a reserva ou colocar o nome na fila de espera", afirmou.

Segundo ele, o programa Minha Casa, Minha Vida é responsável por grande parte do aumento da procura.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PRESIDENTE FALA SOBRE A PARCERIA ESTRATÉGICA PARA O BRASIL


Segunda-feira, 18/05/2009

É a segunda etapa de uma viagem que começou na Arábia Saudita, em busca de parcerias comerciais. Hoje, Lula vai jantar com o presidente chinês, Hu Jintao.

34,818 mil Novas Vagas Formais Criadas no País.


O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, divulgou nesta segunda-feira (18) os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), que mostram uma recuperação do mercado de trabalho. O saldo de empregos em abril ficou em 106,205 mil, bem superior ao saldo registrado em março, de 34,818 mil novas vagas formais criadas no país.


Pela primeira vez no ano, a diferença entre criações de vagas e demissões ficou positiva. O número de demissões de janeiro, 101,748 mil, foi vencido pelo saldo dos meses de fevereiro março e abril. Nos quatro primeiros meses do ano, foram criadas no país 48,4 mil vagas de empregos formais. O número é bem menor que os 797,5 mil postos de trabalho com carteira assinada fechados entre os meses de novembro de 2008 e janeiro deste ano, segundo dados do Caged divulgados em fevereiro.


“Nós somos o primeiro país do G-20 a ter saldo positivo de emprego. Isso porque eu não considero a China, que não tem um sistema confiável de medição”, analisou o ministro. Indústria de transformação teve resultado positivo pequeno de 183 novas vagas.



Setores

Os seis principais setores da atividade econômica registraram no mês de abril, pela primeira vez no ano, um resultado positivo de emprego. De acordo com os dados do Caged, o segmento de serviços foi o que teve o melhor resultado absoluto em abril e foram criados 59,279 mil novos postos de trabalho. No ano, o saldo do setor está em em mais de 168,5 mil vagas.


A construção civil voltou a apresentar resultado positivo de admissões em abril. Nesse segmento foram criados 13,338 mil novos postos de trabalho no mês passado. No ano, o saldo é de mais de 43,6 mil empregos formais.

Na agricultura, o resultado também foi positivo em abril e foram criadas 22,684 mil novas vagas. Essa geração de novos postos fez o nível de empregos formais ficar positivo no setor pela primeira vez no ano em mais de 18,7 mil vagas.

Na administração pública também houve mais admissões do que demissões. O saldo foi de 5,032 mil novos postos de trabalho formais. No ano, o saldo é de 28,8 mil vagas.

A indústria de transformação registrou pela primeira vez crescimento no número de empregos. Em abril, houve criação de 183 novos postos de trabalho formal. Contudo, o desempenho do setor no ano tem déficit de 147,1 mil postos formais de trabalho.



No comércio, o mês de abril registrou saldo de 5,647 mil novas vagas. No ano, o segmento ainda apresenta redução do nível de emprego, de 65,1 mil postos de trabalho.



“Esse mês de abril consolida minha previsão de crescimento do emprego. Eu acredito que, no final do ano, serão gerados mais de um milhão de empregos no ano e crescimento do PIB entre 2% e 3%. Eu acredito que todos os setores da economia já estão dando uma resposta. E insisto, o Caged é o registro de todos os celetistas no Brasil, não é palpite, não é pesquisa e não é projeção”, avaliou Lupi.



Regiões

Das 27 unidades da federação, em nove ainda há déficit de empregos formais. Nos outros 18 estados, o resultado é positivo. São Paulo é o estado que teve o melhor saldo em abril, com a criação de 72,022 mil novas vagas.

Apenas a região Nordeste, segundo os números do Caged, ainda mostra uma redução do mercado de trabalho. Nos estados dessa região, foram fechadas mais de 24,6 mil vagas em abril. Segundo o Ministério do Trabalho, o déficit tem a ver com fatores sazonais relacionados à agroindústria.

No Norte, houve a criação de 652 vagas formais. O melhor resultado na região foi em Rondônia, onde foram criadas mais de 2,079 mil novas vagas. Lupi disse que o resultado positivo se deve principalmente ao início das obras na usina de Jirau, no rio Madeira.

O Sudeste puxou o crescimento do emprego formal no país e registrou a criação de mais de 99 mil novos postos. Todos os estados dessa região tiveram resultado positivo de emprego. Segundo os dados do Caged, São Paulo foi o que apresentou melhor resultado, onde foram criados mais de 72 mil novos empregos. Em Minas Gerais, foram abertas 15,602 mil novas vagas.

No Sul, o saldo foi de 11,708 mil admissões. O melhor resultado ocorreu no Paraná, onde o houve a criação de 7,937 mil novos empregos com carteira assinada. Todos os estados da região tiveram resultado positivo.

Na região Centro-Oeste, o resultado também foi positivo em 19,402 mil postos. O melhor desempenho do mercado de emprego foi em Goiás, onde foram abertas 14,662 mil novas vagas.

CPI da PETROBRAS; ENTENDA O PORQUE !!!


"O PSDB não gosta da Petrobras. Nem do Brasil"

Em entrevista concedida ao Correio da Cidadania, em janeiro deste ano, o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Fernando Siqueira, alertava para uma nova campanha de desmoralização da empresa diante do público. Entre outras coisas, ele recorda que a gestão do PSDB governando o país foi responsável pela quebra do monopólio do petróleo, pela venda de 36% das ações da Petrobrás na Bolsa de Nova York por menos de 10% do seu valor real. Para Siqueira, o governo depende da participação popular para defender o nosso petróleo.

Gabriel Brito e Valéria Nader - Correio da Cidadania


Maior e talvez mais emblemática empresa brasileira, a Petrobrás começa 2009 da mesma maneira que terminara 2008, isto é, no centro dos mais importantes, e acalorados, debates nacionais. Acusações de má gestão, empréstimos questionados, pesadíssimo jogo de influência nos corredores políticos em torno do marco regulatório petroleiro foram todos pontos respondidos por Fernando Siqueira, novo presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobrás), em entrevista concedida ao Correio da Cidadania.

Explicando serem de rotina os empréstimos tomados no final do ano passado, Siqueira alerta para uma nova campanha de desmoralização da empresa diante do público, o que seria estratégico para os setores interessados na manutenção do atual marco regulatório do petróleo.

No entanto, não referenda completamente a gestão da empresa, como, por exemplo, no que se refere à situação de alguns funcionários, especialmente terceirizados, que trabalham sob condições precárias (foram 15 mortes em 2008). Tal deterioração de sua infraestrutura, aliás, poderia não ser mera coincidência em meio às descobertas do pré-sal e à grande interrogação nacional sobre quem exercerá o controle dessa fortuna não renovável.

Correio da Cidadania: No último mês de 2008, vieram a público informações a respeito de empréstimos que a Petrobrás vem tomando da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Os comentários acerca do tema são exageros e tais operações podem ser consideradas rotina de uma empresa de tal porte. Ou será que há sinais de que a estatal estaria passando por dificuldades em suas contas?

Fernando Siqueira: A meu ver, todo este estardalhaço do noticiário faz parte de uma nova campanha de descrédito da Petrobrás perante a opinião pública, visando a desacreditá-la como capaz de desenvolver a produção do pré-sal, uma descoberta monumental, que tem reservas seis vezes maiores que as existentes até hoje. Já vimos esse filme...

Em 1995, houve forte participação da mídia na defesa da quebra do Monopólio Estatal do Petróleo. Foi montada uma campanha sórdida na mídia contra as estatais em geral e a Petrobrás em especial. A Veja, por exemplo, na ocasião fez uma matéria de dez páginas atacando a empresa com informações absurdamente falaciosas e não respeitou o direito de resposta nem mesmo como matéria paga, desrespeitando o artigo 5º da Constituição.

No caso presente, essas operações financeiras são feitas como de rotina, mas receberam um destaque na mídia muito maior do que, por exemplo, o caso da americana AES, que na privatização adquiriu a Eletropaulo com dinheiro do BNDES, remeteu lucro para o exterior e não pagou a dívida com o Banco.

Portanto, é uma operação de rotina da Petrobrás usada como pretexto para uma nova campanha da grande mídia que faz o jogo dos seus anunciantes, ou seja, as corporações multinacionais.

Outro fato: em 1999, FHC substituiu seis diretores da Petrobrás no Conselho de Administração (CA) por seis conselheiros do setor privado, alguns representantes do sistema financeiro internacional, ficando o CA com nove membros externos. Este CA decidiu por uma economia forçada na empresa, cortando promoções e até despesas com papel higiênico. Objetivo: tentar mostrar ao povo que a empresa está com dificuldades financeiras e não pode conduzir o pré-sal.

CC: A partir dos empréstimos, começou a se aventar que na verdade o problema da Petrobrás é administrativo, pois foram anos colhendo grandes lucros, com importantes negócios inclusive fora do país. Esse raciocínio pode ser considerado válido?

FS: Eu não diria que a atual administração tem a competência ideal, pois além da permanência da maioria do segundo escalão do governo FHC, há alguns gerentes nomeados mais por militância do que por competência. Mas, ainda assim, ela consegue ser muito melhor do que as administrações de Reichstul e Francisco Gros.

Durante a gestão Reichstul, a Petrobrás teve 62 acidentes sérios em dois anos, contra uma série histórica de menos de um acidente grave por ano de 1975 a 1998. Este fato, inclusive, nos levou a suspeitar de sabotagem para jogar a opinião pública contra a Petrobrás. E, a partir de nossas denúncias, os acidentes cessaram. O objetivo era desmoralizar a empresa para desnacionalizá-la. Reichstul chegou a mudar seu nome para Petrobrax com esse objetivo. Ele também desmontou a equipe de planejamento estratégico da Petrobrás, entregando-o à empresa americana Arthur De Little, presidida por seu amigo Paulo Absten. E esta fez um planejamento catastrófico. Definiu a ida para o exterior e a compra de ativos podres na Bolívia, Argentina e Equador como problemas. Ele dividiu a Petrobrás em 40 unidades de negócio para desnacionalizá-la, conforme preconizado pelo Credit Suisse First Boston.

Francisco Gros, segundo sua biografia publicada em revista da Fundação Getulio Vargas, voltou ao Brasil como diretor do banco Morgan Stanley com a missão de assessorar as empresas americanas no processo de privatização brasileiro. Gros foi para a diretoria do BNDES (que comandou o processo) e acumulava a direção daquele banco com o Conselho de Administração da Petrobrás. Com a saída de Reichstul, ele assumiu a presidência da empresa e, em discurso em Houston (EUA), logo após a posse, declarou que a Petrobrás passaria de empresa estatal para empresa privada de capital internacional. Nós barramos esse seu intento. Mas outro grande estrago foi feito.

CC: Quanto aos acidentes, o ano começou com o surgimento de outro tema preocupante: a morte de um funcionário, terceirizado, na Bacia de Campos. Desde 95, são 273 mortes, sendo 220 de pessoas ligadas a empresas prestadoras de serviços; em 2008, foram 15 os acidentes fatais. O que pode ser dito desses números e das condições de trabalho dos funcionários, especialmente daqueles que realizam as tarefas de maior margem de risco?

FS: A terceirização é outro problema sério. Faz parte do plano de ataque à integridade da Petrobrás. Além disto, é uma exploração da mão-de-obra de pessoas que, em sua maioria, são usadas para dar lucro a gigolôs de mão-de-obra. Essas pessoas não têm a menor garantia, como encargos sociais, treinamento ou planos de saúde. De modo geral, são contratados via cooperativa ou são obrigados a criar uma empresa para que os encargos sociais e impostos sejam reduzidos.

Lembro que quando o Credit Suisse First Boston coordenou a venda da YPF argentina para a Repsol, antes da privatização, a YPF passou de 37.000 para 7.000 empregados, contratando os demitidos como terceirizados. O mesmo banco entregou ao governo Collor um plano de privatização da Petrobrás. Consistia em vender as subsidiárias e dividir a holding em novas subsidiárias para privatização. Terceirizar era parte do plano.

Collor começou o processo. Itamar Franco, nacionalista, o interrompeu, mas FHC o retomou, tendo elaborado projeto de lei que cria subsidiárias sem ouvir o Congresso e dividido a Petrobrás em 40 unidades de negócio para transformá-las em subsidiárias e privatizá-las. Começou com a Refap do Rio Grande do Sul e pretendia fazer o mesmo com as demais 39 unidades. Parou porque, junto com os dirigentes do Sindipetro-RS, ganhamos uma liminar que suspendeu o processo.

CC: O desligamento do instituto Ethos, pedido pela Petrobrás no final do ano passado, acabou gerando muitas críticas à empresa, que por sua vez também saiu disparando contra os governos de São Paulo e Minas, acusando-os de conspirar contra a imagem da estatal. Ter adiado a adequação do combustível aos padrões ambientais exigidos não consiste em uma atitude negativa para a imagem da empresa?

FS: Há informações da própria Petrobrás de que o Instituto Ethos fazia uma campanha insidiosa contra a empresa. Dizia, por exemplo, que a poluição da cidade de São Paulo era devida ao teor de enxofre no diesel, o que não procede. A poluição é formada por poeira, ozônio e outras partículas. Muito pouco tem a ver com enxofre.

Diz a empresa: `O diretor da Petrobrás classificou de `desinformada e irreal` a crítica de que a empresa não teria se preparado para fornecer o diesel S-50`. Ele destacou os investimentos realizados nas refinarias, no total de US$ 4 bilhões, que permitirão à empresa produzir o diesel. Atualmente, o produto está sendo importado. O diretor ressaltou que somente o fornecimento de um diesel menos poluente não será suficiente para resolver os problemas de qualidade do ar das grandes cidades. Ele chamou atenção para a presença de veículos antigos na frota brasileira, além do tráfego elevado nas grandes cidades, como elementos que devem ser levados em conta. `Não basta só o combustível`, afirmou.

Outra questão é que o Instituto alegava que a Petrobrás não cumpria a resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) que regulava o teor de enxofre; segundo a empresa, não existe uma resolução do Conama que regule o índice de enxofre no diesel.

`A Procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Ana Cristina Bandeira Lins, destacou a iniciativa da Petrobrás em cumprir o acordo com o MPF. Ela esclareceu que a resolução 315 do Conselho Nacional do Meio Ambiente regulamentava as emissões nos veículos com tecnologia P-6, que não estarão disponíveis no mercado brasileiro`.

Lembro que a gestão do PSDB governando o país foi responsável pela quebra do monopólio do petróleo, pela venda de 36% das ações da Petrobrás na Bolsa de Nova York por menos de 10% do seu valor real. Elaborou o projeto de lei e fez com que o Congresso aprovasse a famigerada lei do petróleo (a Lei 9478/97) que contraria a Constituição, dando a propriedade do petróleo a quem o produz. Além disto, fixou a participação da União na produção de petróleo entre 10 e 40%, quando no mundo os países exportadores recebem a média de 84% de participação e os da OPEP, 90%.

O governo do PSDB vendeu a Vale do Rio Doce por valor menor do que um milésimo do valor dos ativos e direitos minerários que ela detinha. Ou seja, o PSDB não gosta da Petrobrás. Nem do Brasil.

CC: Quais são as projeções de investimento para 2009, em meio à queda do preço do petróleo e às expectativas quanto ao pré-sal?

FS: Segundo o presidente Gabrielli, em entrevista ao portal G1, de 22/12/2008, os investimentos de 2009 crescerão de R$ 50 bilhões para R$ 72 bilhões. Entretanto, o planejamento estratégico da empresa, que inclui o pré-sal, ainda não foi fechado, tendo sido adiado para o final de janeiro. A queda atual do petróleo é temporária. O viés é de alta, em face de estarmos atingindo o pico de produção mundial.

Acho até que a atual crise mundial foi triplamente oportuna para os EUA:

1) o dólar estava despencando mundialmente, pois todos os países descobriram que, após a decisão unilateral de Nixon em 71, desobrigando o lastro-ouro para cada dólar emitido, havia US$ 3 trilhões emitidos; e foram emitidos mais 45 trilhões após 71, sem qualquer garantia. A débâcle do dólar quebraria o país (os emitentes de dólar são o Banco Central americano - o FED - e suas 12 filiais – todas privadas). A crise levou os investidores para os títulos do tesouro americano, ressuscitando o dólar;

2) Os EUA importam cerca de 5 bilhões de barris de petróleo por ano. A crise derrubou o preço do barril dando um enorme alívio à sua economia;

3) Os EUA estão montando um esquema de pressão e lobby para obter o pré-sal, tendo até reativado a 4ª frota. Com a queda brutal dos preços esse trabalho fica mais fácil, porque os brasileiros passam a achar o pré-sal inviável e reduzem o interesse e a mobilização em defesa dessa imensa riqueza, cada vez mais estratégica e mais escassa.

CC: Um assunto que parece ainda inevitável para este ano é o que se refere ao atual marco regulatório do petróleo. Será necessária a mobilização popular contra o lobby em favor dos estrangeiros ou o governo poderá dar conta de realizar as alterações desejadas pelos setores mais nacionalistas e prometidas pelo próprio Lula sem essa mobilização?

FS: O governo precisa muito da participação popular na defesa do nosso petróleo. Ele vem sofrendo pressões terríveis contra a mudança do marco regulatório, altamente pernicioso para o país. Há duas fontes poderosíssimas comandando esse lobby:

1) Os Estados Unidos, que consomem cerca de 10 bilhões de barris por ano e só têm 29 bilhões de reservas. O pré-sal representa para eles cerca de 9 anos de consumo;

2) O cartel internacional do petróleo, formado pelas sete irmãs, e que domina o setor há 150 anos com todo tipo de ações pouco recomendáveis, como suborno, deposição e assassinato. Agora esse cartel está vendo ameaçada sua sobrevivência pelo fato de suas reservas minguarem para apenas 3% das reservas mundiais, contra 65% em poder das 8 `irmãs` estatais: Saudi Aramco (Arábia Saudita), INOC (Irã), Petrochina, Petronas (Malásia), Gazprom (Rússia – renacionalizada), Petrobrás, PDVSA (Venezuela) e Pemex (México). O Financial Times publicou matéria que prevê menos de 5 anos de vida ao cartel se a situação de suas reservas permanecer assim. Eles não vão aceitar esta morte facilmente.

Há, portanto, um lobby pesado pela manutenção do marco regulatório, que favorece muito os EUA e o cartel das irmãs. Ocorreram quatro audiências públicas e seminários no Senado Federal em 2008. Cada um com cerca de cinco mesas. Cada mesa com pelo menos dois lobistas. Estavam lá nomes como: João Carlos de Luca, presidente da Repsol (empresa espanhola adquirida pelo banco Santander - braço do Scotland National Bank Corporation, de capital Anglo-Saxão); David Zilberstajn - ex-diretor da ANP, que iniciou os leilões dotando os blocos de áreas 220 vezes maiores que os blocos licitados no Golfo do México; Eloi Fernandes, idem a Zilberstajn; Adriano Pires, lobista do Instituto Liberal, criado pela Shell para ajudar a derrubar o monopólio do petróleo; Jean Paul Prates, idem a Adriano. E muitos outros.

Nós enviamos uma carta ao Senado reclamando nossa participação como contraditório. Numa das audiências nos concederam cinco minutos para falar. O lobby é poderoso.

Gabriel Brito é jornalista; Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.

Publicado originalmente: (Correio da Cidadania - 20-Jan-2009)

sábado, 16 de maio de 2009

LULA EM BUSCA DO ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO DO GCC


Comitiva brasileira será recebida pelo rei Abdullah bin Abdulaziz al Saud.Giro internacional do presidente inclui China e Turquia.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou neste sábado (16) a Riad, por volta das 12 horas (horário local) - 6 horas pelo horário de Brasília - para a primeira visita oficial de um chefe de Estado do Brasil à Arábia Saudita. Lula aterrissou ao meio-dia na base aérea da capital e foi direto para o local no qual ficará hospedado até domingo (17), o Palácio de Hóspedes, ex-residência real construída há 90 anos.


O presidente chegou acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, que vestia uma túnica negra, respeitando as tradições muçulmanas do país - e não o xador, o traje feminino típico. Completaram a comitiva os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge; e das Comunicações Sociais, Franklin Martins, além do assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia.



O primeiro encontro oficial de Lula só acontece à noite, quando o presidente brasileiro receberá, no Palácio de Hóspedes, o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), Abdul Rahman al Attiya. Na pauta do encontro estão as negociações do acordo de livre comércio do GCC - união regional formada pela Arábia Saudita, o Catar, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, Omã e o Bahrein. O acordo até aqui enfrenta resistências de companhias do setor petroquímico brasileiro, receosas da concorrência com os árabes.



Em seguida, a comitiva brasileira será recebida pelo rei saudita Abdullah bin Abdulaziz al Saud para um jantar oficial.



Acompanhado de uma delegação de 50 empresários, o governo planeja fechar dois acordos comerciais nas indústrias petrolífera e farmacêutica. O primeiro envolve mineração e será firmado entre a Petrobras e a Modern Chemical (Modern Mining Company). O segundo reúne a brasileira Biomm e a saudita Gabas Global for Biotechnology, que formarão uma joint venture no valor de US$ 100 milhões - dos quais US$ 30 milhões do lado brasileiro - para a produção de insulina humana, transferência de tecnologia e o treinamento de pessoal.



Riad é primeira etapa da um giro internacional que incluirá ainda Pequim, na China, e Istambul e Ancara, na Turquia. O retorno da comitiva ao Brasil está previsto para o próximo sábado ( 23).