quarta-feira, 1 de agosto de 2012

DESEMPREGO EM QUEDA NO GOVERNO DILMA


Taxa de desemprego no Brasil cai a 5,8% em maio, diz IBGE


O desemprego brasileiro caiu para 5,8% em maio, ante 6% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (21). Trata-se da menor taxa para meses de maio desde 2002, quando iniciou a série histórica.
O número veio melhor do que o esperado pelo mercado. Pesquisa da agência de notícias "Reuters" mostrou que, pela mediana das previsões de 15 analistas consultados, a taxa ficaria estável em 6% no mês passado. As estimativas variaram entre 5,9% e 6,2%.

O IBGE informou ainda que a população ocupada cresceu 1,2% em maio na comparação com abril e cresceu 2,5% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 22,984 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas avaliadas.

Número de desocupados cai

Já a população desocupada recuou 3,3% em maio quando comparado com abril e registrou queda de 7,1% sobre um ano antes, chegando a 1,414 milhão de pessoas.
Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

Fortalecimento de renda e emprego é aposta do governo
O fortalecimento da renda e do emprego tem sido uma das principais armas do governo para evitar uma desaceleração ainda maior da economia brasileira, afetada pela crise internacional.
Diante do ritmo lento da atividade no Brasil, a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff já abandonou a previsão inicial de crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e já fala em algo em torno de 3%. O mercado, por sua vez, prevê expansão de apenas 2,30%.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta semana que a economia brasileira crescerá com ritmo de 4% no quarto trimestre e acima de 4,5% no primeiro semestre de 2013.
Para ele, esse cenário é sustentado justamente pela continuidade na geração de emprego e renda, além dos impulsos já dados pelo governo na economia.
O último foi na semana passada, quando foi anunciada uma linha de crédito de R$ 20 bilhões para que os Estados possam realizar investimentos em infraestrutura.
Segundo o IBGE, seis segmentos registraram alta nas contratações em maio sobre abril, com destaque para o de Educação, Saúde e Adminsitração Pública, com alta de 2,7%. Na ponto oposta, o segmento de Construção Civil apresentou queda de 2,9% no período.
O emprego com carteira assinada teve um bom comportamento em maio, com crescimento de 1,1% ante abril e de 3,9% frente a maio de 2011. Na margem, a indústria -que vinha dando sinais de enfraquecimento- também cresceu 0,6%, de acordo com o IBGE .

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/06/21/taxa-de-desemprego-no-brasil-cai-a-58-em-maio.jhtm

BRASIL APRESENTA AUMENTO NA PRODUÇÃO INDUSTRIAL

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em junho deste ano, em relação ao mês anterior. É a primeira alta desde fevereiro nesse tipo de comparação (mês a mês). O dado é da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre os segmentos industriais, o principal destaque, na passagem de maio para junho, ficou com os bens de consumo duráveis, que cresceram 4,8% no período. Também tiveram alta os bens de consumo semi e não duráveis, com crescimento de 1,8%, e os bens de capital, com aumento de 1,4%. Apenas os bens intermediários tiveram queda, de 0,9%, no período.

Fonte: http://www.band.com.br/noticias/economia/noticia/?id=100000521588

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Por que Grande Mídia Não Mostra Isso?!

Trabalho realizado no formato PDF, que traz um síntese do Governo Brasileiro entres as ações no comércio exterior. O trabalho é marcado com o título:

"Pontes - Entre o Comércio e o Desenvolvimento Sustentável"

Por.: Pedro da Motta Veiga e Sandra Polónia Rios; Camila Martins Nogueira; Ricardo Meléndez-Ortiz; Diego Z. Bonomo; Alan Matthews

Fonte: http://ictsd.org/downloads/pontes/pontes7-1.pdf

Piso Nacional ?!... E agora Prefeitos?!...

"Estados e municípios que não reajustaram piso do magistério terão que pagar retroativo".

Amanda Cieglinski - Repórter da Agência Brasil.

Mais um ano letivo começou e permanece o impasse em torno da Lei do Piso Nacional do Magistério. Pela legislação aprovada em 2008, o valor mínimo a ser pago a um professor da rede pública com jornada de 40 horas semanais deveria ser reajustado anualmente em janeiro, mas muitos governos estaduais e prefeituras ainda não fizeram a correção.



Apesar de o texto da lei deixar claro que o reajuste deve ser calculado com base no crescimento dos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), governadores e prefeitos justificam que vão esperar o Ministério da Educação (MEC) se pronunciar oficialmente sobre o patamar definido para 2012. De acordo com o MEC, o valor será divulgado em breve e estados e municípios que ainda não reajustaram o piso deverão pagar os valores devidos aos professores retroativos a janeiro.



O texto da legislação determina que a atualização do piso deverá ser calculada utilizando o mesmo percentual de crescimento do valor mínimo anual por aluno do Fundeb. As previsões para 2012 apontam que o aumento no fundo deverá ser em torno de 21% em comparação a 2011. O MEC espera a consolidação dos dados do Tesouro Nacional para fechar um número exato, mas em anos anteriores não houve grandes variações entre as estimativas e os dados consolidados.



“Criou-se uma cultura pelo MEC de divulgar o valor do piso para cada ano e isso é importante. Mas os governadores não podem usar isso como argumento para não pagar. Eles estão criando um passivo porque já devem dois meses de piso e não se mexeram para acertar as contas”, reclama o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A entidade prepara uma paralisação nacional dos professores para os dias 14,15 e 16 de março. O objetivo é cobrar o cumprimento da Lei do Piso.

Se confirmado o índice de 21%, o valor a ser pago em 2012 será em torno de R$ 1.430. Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. Na Câmara dos Deputados tramita um projeto de lei para alterar o parâmetro de reajuste do piso que teria como base a variação da inflação. Por esse critério, o aumento em 2012 seria em torno de 7%, abaixo dos 21% previstos. A proposta não prosperou no Senado, mas na Câmara recebeu parecer positivo da Comissão de Finanças e Tributação.


A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas desde 2008 nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.


“Os governadores e prefeitos estão fazendo uma brincadeira de tremendo mau gosto. É uma falta de respeito às leis, aos trabalhadores e aos eleitores tendo em vista as promessas que eles fazem durante a campanha de mais investimento na educação”, cobra Leão.
 
Fonte: http://dilma13.blogspot.com/

sábado, 10 de setembro de 2011

FMI Preocupado!... Quem Diria?!...


WASHINGTON - Técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) estão preocupados com uma escassez de recursos do Fundo caso a situação financeira global piore e mais países precisem de ajuda.
Em documento interno obtido pela Reuters nesta sexta-feira, a equipe do FMI afirmou que o Fundo tem cerca de 390 bilhões de dólares que poderia emprestar confortavelmente sem colocar em risco seu balanço financeiro.
Entretanto, no pior cenário possível, os técnicos alertam que o FMI pode enfrentar uma situação na qual teria que emprestar cerca de 840 bilhões de dólares, cerca de 30 por cento a mais do que a estimativa de 640 bilhões de dólares feita em junho para o pior cenário.
O novo dado reflete o aumento da preocupação com a economia global, advinda em parte da dificuldade que a Europa apresenta para conter a crise da dívida. O documento disse que os próximos relatórios do FMI vão salientar "o notável aumento dos riscos para a estabilidade financeira".
Em um cenário menos preocupante, no qual as autoridades agem rapidamente para frear a escalada da crise da dívida, o FMI vê demanda por 360 bilhões de dólares em empréstimos.
Fonte: UOL (Reportagem de Lesley Wroughton)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

BRASIL TEM PARA EMPRESTAR


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a expansão do microcrédito no país e afirmou que emprestar dinheiro para os pequenos empresários é um grande negócio no Brasil. Em seu programa semanal de rádio, o Café com o Presidente, Lula falou do projeto de microcrédito rural AgroAmigo, que já emprestou R$ 1,3 bilhão em cinco anos.



- Nós emprestamos, através do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), R$ 1,3 bilhão para um milhão de pequenos agricultores. O sucesso é extraordinário. Significa que você está garantindo que um milhão de pessoas trabalhem por conta desse programa de crédito.



Para o presidente, emprestar dinheiro para as pessoas mais pobres deste país é importante, porque o retorno é imediato.



- Às vezes, você empresta R$ 1 bilhão para um empresário só e ele gera apenas 200 ou 300 empregos. E o que é importante é que com o AgroAmigo, com a ajuda ao pequeno, nós temos apenas 3% de inadimplência em uma demonstração que vale aquela máxima que dizia que o pobre é bom pagador, porque ele tem como patrimônio maior o seu nome e a sua cara.



Em 2002, o programa tinha emprestado R$ 262 milhões. No ano passado, o BNB fechou empréstimos de R$ 22 bilhões, e tem pedidos para mais R$ 10 bilhões, segundo dados do presidente.



Microcrédito recorde



Pesquisa do BC (Banco Central) mostra que os bancos nunca ofereceram tanto dinheiro para os interessados no microcrédito, voltado à baixa renda, como agora. Em abril, o volume de recursos ofertados chegou a R$ 1,6 bilhão.



Segundo regulamentação do BC, os bancos têm que destinar 2% dos depósitos à vista ao microcrédito ou mantê-los "congelados", sem uso. Em abril, desse montante (R$ 2,7 bilhões), as instituições financeiras emprestaram 62% – um recorde. Um ano antes, em abril de 2009, a oferta foi de 56%.



Por mês, são assinados cerca de 100 mil contratos de microcrédito no Brasil e o valor médio dos empréstimos é de R$ 1.300. O microcrédito não pode ser usado para tapar buracos nas finanças, mas no investimento em algum tipo de negócio.



O brasileiro tem cada vez mais recorrido a esses recursos de olho na possibilidade de ser dono do próprio negócio e não depender do humor do mercado de trabalho. Uma das motivações é o crescimento do poder aquisitivo da baixa renda - público-alvo dos pequenos negócios que se proliferam pelas periferias das cidades.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Bovespa Fecha em Alta de Mais de 3%

A quinta-feira (27) foi de forte valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), dando sequência ao movimento da véspera. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, acelerou os ganhos no final do pregão e encerrou os negócios com alta de 3,16%, aos 62.091 pontos.


Ao longo do dia, foram negociados mais R$ 6,66 bilhões no mercado brasileiro. Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Petrobras PN subiu 2,80%, a R$ 27,81; Vale PNA disparou 6,28%, a R$ 42,10; Itaú Unibanco PN avançou 1,80%, a R$ 33,79; BM & FBovespa ON caiu 2,21%, a R$ 11,93; e Gerdau PN se valorizou em 5,43%, a R$ 24,25.

O bom humor veio da China, que negou que esteja considerando cortar sua exposição aos títulos europeus. Tal suspeita foi levantada na quarta-feira pelo Financial Times (FT) e trouxe instabilidade para os negócios.

Na agenda do dia, uma nova revisão do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do primeiro trimestre. O resultado, uma alta anualizada de 3%, foi ligeiramente inferior àquele divulgado um mês antes, de expansão de 3,2%. Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o desemprego recuou para 7,3% em abril.

Na quarta-feira, o Ibovespa não se abalou com a instabilidade externa e encerrou com elevação de 1,70%, aos 60.190 pontos. O que garantiu essa valorização foi um forte movimento comprador liderado por investidores estrangeiros, o que elevou o volume do pregão para R$ 9,88 bilhões, um dos maiores do mês.


Fonte: G1

terça-feira, 25 de maio de 2010

PETROBRAS DESCOBRE DUAS NOVAS RESERVAS DE PETRÓLEO NA BACIA DE CAMPOS




A Petrobras comunicou nesta terça-feira (25) a descoberta de duas novas acumulações de óleo leve em reservatórios do pós e do pré-sal na Bacia de Campos.




As primeiras estimativas apontam para a existência de até 105 milhões de barris de óleo equivalente nos dois reservatórios. Segundo a companhia, o volume pode ser ampliado para até 360 milhões de barris, caso os trabalhos exploratórios confirmem uma ligação entre Carimbé e outra descoberta feita recentemente na área e anunciada no fim de fevereiro.



Segundo a empresa, o óleo de Carimbé é leve, com 29º API. A empresa pretende fazer um teste de produtividade na região e estuda ligar o poço à plataforma P-48, já instalada na concessão.



As duas descobertas ocorreram após perfuração do poço conhecido como Carimbé (6-CRT-43-RJS), que está localizado no campo de Caratinga, a cerca de 106 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro.



A empresa informa que estão previstos testes para avaliar a produtividade dos novos reservatórios, assim como a análise da interligação do poço à plataforma P-48, atualmente em operação no campo de Caratinga.



Com informações da Agência Estado e do Valor Online

ELEIÇÕES 2010 - DILMA E SERRA EMPATADOS

Uma história ficcional geralmente é divida em três atos: início, desenvolvimento e conclusão. A corrida presidencial deste ano parece seguir um script sem precedentes, com uma parte só sem definição: seu final, que ocorrerá após a população brasileira, em outubro, eleger novo representante para o país.

Ano passado, José Serra (PSDB), ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República, estava muitos pontos à frente de Dilma Rousseff (PT), ex-ministra da Casa Civil, nas várias pesquisas eleitorais. Nas últimas semanas, porém, a diferença tem diminuído e de tanto isso acontecer, eis que o instituto CNT/Sensus já indicava a petista líder na disputa, embora o empate técnico seja o constatado.

Desta vez, a pesquisa Datafolha também assinala a mesma característica: 37% para cada um. Segundo o portal de notícias G1, estudo divulgado em 17 de abril indicou o tucano com 42% das intenções entre os eleitores, enquanto Dilma tinha em suas mãos somente 30%. Marina Silva (PV), terceira preferida pela população, manteve os mesmos 12 pontos percentuais constatados há um mês.

Será que Serra manterá o discurso de os “números reais são aqueles registrados nas urnas eletrônicas”? Até lá a novela poderá ter seu fim, mesmo antes de ele chegar.
Vale ressaltar que a margem de erros na pesquisa Datafolha é de dois pontos, para mais ou para menos.


domingo, 2 de maio de 2010

UNINGÁ FAVORECE PARENTES COM DINHEIRO PÚBLICO

Um escândalo! Não existe outra maneira de descrever o que acontece numa faculdade particular do Paraná: três estudantes que levam uma vida confortável têm bolsa integral e estudam com dinheiro público. Além disso, recebem um benefício de R$ 300 por mês. A repórter Renata Cafardo explica como tudo isso foi possível.




Casas confortáveis em bairros nobres da cidade. Carros que podem valer R$ 55 mil. Este é o padrão de vida das famílias de três universitárias de Maringá, no norte do Paraná. Elas são Belisa Stival, Camila Colombari Medeiros e Milena Lacerda Colombari. Estão no quarto ano de Medicina na Uningá, uma faculdade particular com sete mil alunos.



O valor da mensalidade é de R$ 3.200, mas as três não pagam nada. Ganharam um benefício que é o sonho de milhares de estudantes: uma bolsa do ProUni - o programa federal para universitários carentes.



Mas como elas conseguiram? O Fantástico passou duas semanas em Maringá, investigando esse escândalo.



Segundo o Ministério da Educação, Milena Colombari começou a receber bolsa integral do ProUni em 2005, quando fazia Biomedicina na Uningá. Em 2008, mudou para Medicina e continuou estudando de graça.



Milena mora com os pais e o irmão numa casa com piscina. O pai dela é dono de um bufê, inaugurado em outubro do ano passado. Para uma festa de quatro horas com 200 convidados, o bufê cobra R$ 7 mil, valor suficiente para pagar com sobras dois meses de faculdade de Milena.



Procuramos a estudante de Medicina. Ela acha justo receber o ProUni.



“Esse ano até a gente passou por certas dificuldades. Nem viagem pra praia a gente não foi. Antes era comum de ir”, comenta Milena.



Existem regras rígidas para receber as bolsas do ProUni. Por exemplo, é preciso ter cursado o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista integral em colégio particular. E o principal: comprovar que a renda mensal familiar, por pessoa, não passa de um salário mínimo e meio: R$ 765.



Por telefone, o pai de Milena Colombari reconhece que atualmente a família ganha mais do que esse valor.



“Minha renda hoje está um pouco acima disso. Nunca mais ninguém pediu pra gente estar fazendo isso ou aquilo, apresentando esse ou aquele documento”, diz o pai de Milena.



Camila Colombari Medeiros, que também estuda Medicina na Uningá com verba do ProUni, vive num sobrado com a mãe e uma irmã. Segundo o MEC, ela começou a receber bolsa em 2008.



Encontramos Camila indo pra faculdade num carro que, zero quilômetro, custa pelo menos R$ 40 mil.



Repórter: Você tem bolsa do ProUni?

Camila: Tenho.

Repórter: Fala um pouquinho.

Camila: Eu tô com pressa, eu tenho médico agora.

Repórter: Não tem problema algum de ter bolsa e ter carro?

Camila: Esse aqui foi presente do meu pai.



Belisa Stival, que desde 2008 também estuda sem pagar nada, geralmente anda de carro popular. Mas o pai circula num automóvel novo, avaliado em R$ 50 mil. A família, de quatro pessoas, mora numa casa de dois andares.



Repórter: Você tem bolsa do ProUni?

Belisa: Tenho.

Repórter: Você estudou em escola pública?

Belisa: Não, não estudei. Mas fui bolsista.

Repórter: Em escola particular?

Belisa: Sim.



As três alunas que estudam Medicina na Uningá desde 2008 com bolsa do ProUni deixaram de pagar, juntas, quase R$ 300 mil em mensalidades.



É a própria instituição de ensino que decide quem recebe a bolsa do ProUni. A lista é depois encaminhada ao Ministério da Educação.



As três jovens de Maringá - que ganharam a bolsa integral - têm parentes em cargos importantes na faculdade.



Belisa é filha de Ney Stival, o diretor de ensino da Uningá. Camila é filha de Vânea Colombari, coordenadora de cursos profissionalizantes. Já Milena é sobrinha de Vânea.



As três universitárias têm ainda outro benefício do ProUni: a chamada bolsa permanência. É uma espécie de mesada de R$ 300 por mês. O dinheiro vai para a conta de alunos com bolsa integral de cursos que tenham seis horas ou mais de aulas por dia.



O MEC informa que Milena, que tem pai dono de bufê, recebe os R$ 300 desde abril de 2008. Belisa e Camila, desde agosto de 2008.



Por telefone, a coordenadora da Uningá Vânea Colombari disse: “Dependo exclusivamente desse rendimento que eu tenho dentro da instituição, não tenho condições financeiras nenhuma de bancar a mensalidade da minha filha”.



A faculdade informou que Vânea Colombari ganha R$ 2.900 por mês. Com esta renda, a filha dela - Camila - não poderia ter bolsa integral do ProUni.



O salário de Ney Stival não foi divulgado. O pai de Belisa e diretor de ensino da Uningá diz que não há irregularidades.



Repórter: Por que elas têm bolsa do ProUni?

Ney: Tinha bolsa sobrando.

Repórter: Ah, tava sobrando? Remanescente?

Ney: E tem ainda.



Ricardo Benedito de Oliveira, diretor geral da faculdade, deu a mesma justificativa.



Ricardo: A única procura que teve foi dessas duas moças, que casualmente são filhas de funcionários.

Repórter: Mas não poderia ficar sem as bolsas? Era obrigado a oferecer as bolsas?

Ricardo: Mas qual é o prejuízo das bolsas? Tem outra pessoa prejudicada por elas terem as bolsas? O fato é esse.

Repórter: É dinheiro público.



O diretor alegou ainda que a documentação apresentada pelas bolsistas atendia aos requisitos do MEC.



“A instituição não tem uma equipe de investigação pra saber se o fulano que há um tempo morava de aluguel, hoje mora num palacete”, diz o diretor.



Pelas regras do ProUni, a faculdade tem obrigação de pedir ao aluno que reapresente - pelo menos uma vez por ano - a documentação comprovando a baixa renda.



Na sexta-feira, um dia depois da entrevista do diretor geral, a Uningá enviou uma retificação dizendo que Belisa e Camila não tiveram o benefício mantido pelo ProUni em 2010, por não apresentarem a documentação necessária. O Ministério da Educação desmentiu essa informação: a faculdade cancelou as duas bolsas apenas na sexta-feira, depois de saber que o Fantástico preparava esta reportagem.



“Se for constatada a irregularidade, a instituição vai ser desvinculada, podendo inclusive responder judicialmente e até criminalmente pelos fatos”, afirma Simone Horta, coordenadora de supervisão do ProUni.



O futuro de todos os alunos de Medicina da Uningá é incerto. O MEC considera que o curso - criado em 2007 - é deficiente e não pode funcionar. Apesar disso, a faculdade conseguiu um mandado de segurança. Mês passado, a Justiça determinou a transferência dos alunos para outras instituições e que o MEC tome providências.



Atualmente, 450 mil universitários estudam graças ao ProUni. Ano passado, por causa de irregularidades, 1.700 bolsas foram canceladas e 15 instituições, desvinculadas.



Quanto às três jovens de Maringá, o MEC avisa: além de não estudar mais de graça, elas podem ter problemas com a Justiça.



“Elas devem responder judicialmente, devendo inclusive ressarcir os cofres públicos durante o período que estiveram com a bolsa. Se for constatada má fé, elas podem responder criminalmente por esses atos”, avisa Simone Horta.


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