quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O HOMEM DO ANO

JORNAL LE MONDE ELEGE LULA COMO " O HOMEM DO ANO"



A publicação francesa apontou o presidente brasileiro como o responsável pelo renascimento do Brasil como um gigante na cena mundial. O jornal espanhol El Pais também escolheu Lula como a "Personalidade do Ano", destacando que ele passará à história pela ambição realizada de tornar o Brasil um país desenvolvido.



Para o Le Monde, o presidente soube ser um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbros naturais. "A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", resume o jornal.,



O jornal francês Le Monde escolheu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva como o “Homem do Ano”, apontando-o como responsável pelo renascimento do Brasil como um gigante na cena mundial. É a segunda homenagem deste tipo que Lula recebe neste final de ano. O jornal espanhol El País também elegeu o presidente brasileiro como a “Personalidade do Ano” e a revista The Economist dedicou um número especial ao Brasil, destacando na capa o Cristo Redentor como um foguete decolando rumo ao espaço.



Na homenagem divulgada nesta quinta-feira (24), o Le Monde afirma: “Embandeirado dos países emergentes, mas também do mundo em desenvolvimento do qual se sente solidário, o presidente brasileiro, de 64 anos, colocou decididamente seu país em uma dinâmica de desenvolvimento". 14:51 (6 horas atrás) Elizabeth

Na avaliação do jornal francês, “o presidente brasileiro, que no fim de 2010 deixará a presidência sem ter tentado modificar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato, soube continuar sendo um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso dos equilíbrios naturais". E acrescenta:



"Presidente do Brasil desde 1º de janeiro de 2003, ao fim de dois mandatos terá dado uma nova imagem a América Latina". "A consagração de Lula acompanha a renovação do Brasil", destaca a publicação que define assim o presidente brasileiro: "Carismático, de sorriso fácil e jovial, Lula, nascido em 27 de outubro de 1945 no estado de Pernambuco, ex-torneiro mecânico e sindicalista, transformou o Brasil em ator essencial do cenário internacional. Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo lhe interessa e diz respeito."



O Le Monde destaca ainda que Lula foi o primeiro presidente da América Latina a ser recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca. O jornal aponta também como destaques da ação do presidente brasileiro a liderança exercida dentro do G20, a aspiração do Brasil a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a condição de primeiro sócio comercial da China. 14:51 (6 horas atrás) Elizabeth

Já o espanhol El País destaca a gestão do presidente brasileiro dizendo: “Quando foi eleito para um segundo e último mandato, Lula disse que o Brasil estava cansado de ser uma potência emergente e que havia chegado a hora de o país se tornar um país desenvolvido sem andar para trás outra vez. Esta é a ambição com que Lula passará à história, diz o jornal.



“Nos sete anos de Presidência, Lula fez o país avançar muito; o Brasil foi o primeiro país a sair da recessão provocada pela crise econômica mundial, seus índices de crescimento ao longo deste período tem sido muito superiores aos das duas décadas anteriores, a pobreza extrema caiu de 35% em 2001 para 24,1% em 2008, e quatro milhões de cidadãos deixaram o patamar da pobreza, incorporando-se às classes médias que já superam a casa dos 50% da população".

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

S.O.S Haiti




Porto Príncipe, 14 jan (EFE).- A ajuda humanitária prometida de todas as partes do mundo começou hoje a chegar ao Haiti, na tentativa de minimizar as até agora devastadoras consequências do terremoto da última terça-feira e já começar a arquitetar uma reconstrução.




A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) constatou a chegada dos primeiros envios de emergência em aviões de França, Venezuela e China. Segundo a ONU, a aterrissagem no aeroporto de Porto Príncipe deve ser feita "no olho" já que a torre de controle segue fora de operação.



O Exército dos Estados Unidos tomou o controle do aeroporto e o preparou para receber durante as 24 horas do dia ajudas que estão a caminho, e se espera a chegada hoje de soldados do Exército e da infantaria de Marinha. Os americanos contam com ajuda da ONU e outras nações nessa tarefa.




A força da ONU instalou um centro logístico próximo ao aeroporto para coordenar os trabalhos até que seja consertada - ainda hoje como se espera - a torre de controle Além da chegada por ar, está chegando a Porto Príncipe por terra a ajuda proveniente da República Dominicana, que divide com o Haiti a ilha de Hispaniola.



Segundo o embaixador dominicano no Haiti, Rubén Silié, o auxílio está sendo enviado pela estrada que cruza a fronteira de Jimaní até Porto Príncipe.



O município dominicano, localizado bem na fronteira, se tornou desde quarta-feira um centro de comando onde são coordenadas as ações de ajuda às vítimas do terremoto.



A ajuda começou a entrar no Haiti na quarta-feira em aviões da França - antiga metrópole - e do Brasil, e hoje está previsto que aterrisse outro com equipamento de campanha.



Três aviões franceses procedentes dos territórios de ultramar aterrissaram em Porto Príncipe com ajuda humanitária e de urgência, e nesta quinta-feira se prevê a chegada de um hospital de campanha em um avião de grande capacidade que parte da França.



Também se espera especialistas em desastres da Colômbia que transportam remédios e mantimentos, e que são acompanhados pelo ministro do Interior e da Justiça, Fabio Valencia.



A União Europeia (UE) enviou ao Haiti especialistas em um avião belga. Hoje está prevista a chegada outros de Bélgica, Luxemburgo, França, Reino Unido e Islândia dedicados à busca e resgate de pessoas.



Também viajaram para o Haiti médicos da Bélgica e da Itália, e está previsto que hoje chegue um avião fretado pela Espanha que partiu do Panamá com 24 toneladas de ajuda humanitária.



À chamada internacional de ajuda urgente para o Haiti se juntaram outros países da América, como México, Canadá, Chile, Equador, Nicarágua e Cuba, assim como de outros continentes, como Japão, Coreia do Sul, Marrocos e Israel.



Vários países e organismos internacionais anunciaram hoje a concessão de ajuda econômica para a reconstrução, entre eles os Estados Unidos (US$ 100 milhões).



O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.



Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.



O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.



A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.