segunda-feira, 28 de setembro de 2009

HONDURAS SE ENCAMINHA CADA VEZ MAIS PARA UMA DITADURA

SAN JOSÉ, Costa Rica — Honduras se encaminha "cada vez mais" para uma ditadura e será difícil realizar eleições livres em novembro, depois que o regime de fato suprimiu garantias constitucionais e fechou meios de comunicação opositores, quando o golpe de Estado completa três meses, advertiram analistas.




O regime de fato de Roberto Micheletti "é um governo que se encaminha cada vez mais para evoluir para uma ditadura, e não há ditadura que seja boa", disse à AFP o analista político costarriquenho Constantino Urcuyo.





Vários analistas centro-americanos previram que a crise hondurenha se agravará com as medidas repressivas, que buscam conter os partidários do mandatário deposto Manuel Zelaya, que permanece refugiado na embaixada brasileira, desde que retornou há uma semana ao país repentinamente.





"Desde já considero que a situação em Honduras vai se agravar", afirmou Urcuyo.



"Não se pode promover eleições com as liberdades políticas e individuais restringidas", declarou à AFP a diretora do Instituto de Opinião Pública da Universidade Centro-americana de El Salvador, Jannet Aguilar.





Honduras "retrocedeu" aos anos 70 e 80, acrescentou, referindo-se aos regimes repressores que imperaram em países da América Central nessa época.



"O que se pode acontecer em Honduras (...) é um agravamento da crise e dos conflitos internos, que poderão causar uma guerra civil", afirmou a analista.





O acadêmico salvadorenho Dagoberto Gutiérrez considerou que "as eleições são hoje a fonte das contradições mais perigosas para o governo de fato".



"Micheletti é um obstáculo (para superar a crise) porque a comunidade internacional não reconhece o processo eleitoral, nem nada do que sair de lá", declarou Gutiérrez à AFP.





Para o acadêmico panamenho Marco Gandásegui, as últimas medidas de Micheletti mostram que atua de "maneira desesperada".



"O que o governo hondurenho está demonstrando neste momento é a sua perda do controle da situação. Está atuando de maneira desesperada. Parece que há setores mais importantes das chamadas classes dominantes da sociedade hondurenha que estão passando a apoiar Zelaya", disse Gandásegui à AFP.





"Tudo indica também que dentro das Forças Armadas hondurenhas há divisões", acrescentou o pesquisador do Centro de Estudos Latino-americanos e professor da Universidade do Panamá.





"Creio que o caminho que o governo de Micheletti tomou é visivelmente o passo obrigatório que resta a um governo de fato que quis se vestir de constitucional", disse o analista costarriquenho Rodolfo Cerdas.





"É preciso ver que este é um governo que, embora queira se disfarçar de civil, permanece sendo militar", disse o cientista político à AFP. "Esta é a lógica de um regime militar".



Fonte: AFP Google

REPRESSÃO EM HONDURAS - NÃO AO GOLPE!!!


TEGUCIGALPA, Honduras — O governo de fato de Honduras fechou nesta segunda-feira dois meios de comunicação após decretar a restrição das liberdades públicas, levando o deposto presidente Manuel Zelaya a pedir uma ação imediata da comunidade internacional.






A emissora de rádio Globo de Tegucigalpa, um dos últimos meios opositores ao regime no país, foi fechada e o canal de televisão 36, que também mantinha uma linha de oposição, estava cercado por militares e com o sinal cortado, mas não foi confirmado até o momento se as instalações foram tomadas.





A Rádio Globo já havia sido fechada pelo regime nos primeiros dias após o golpe de Estado que derrubou o presidente constitucional Manuel Zelaya, em 28 de junho.



Na noite de domingo, o governo de fato emitiu um decreto que restringe as liberdades públicas com o propósito de contra-atacar as atividades do movimento que busca o retorno de Zelaya à presidência.





Entre outras medidas, o decreto autoriza "impedir a emissão por qualquer meio, falado, escrito ou televisionado, de manifestações que atentem contra a paz e a ordem pública", ou que "atentem contra a dignidade humana dos funcionários públicos ou as decisões governamentais.





A princípio, o governo informou que o decreto deveria ser ratificado pelo Congresso para vigorar por 45 dias a partir da aprovação legislativa.



As medidas ocorreram um dia depois que as autoridades de fato detiveram e impediram a entrada no país de quatro membros da Organização dos Estados Americanos (OEA).





A OEA havia anunciado o envio de um grupo para adiantar os preparativos da missão mediadora da crise política que abala Honduras desde o golpe de Estado que derrubou Zelaya, em 28 de junho passado.





O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, condenou a medida: "lamentamos esta decisão e a consideramos incompreensível", já que o próprio governo de fato de Honduras havia aceito a próxima visita da missão de chanceleres da OEA.



Insulza também afirmou que o estado de sítio decretado em Honduras é incompatível com a normalização da situação no país e com a realização de eleições democráticas.



"As possibilidades de uma normalização em Honduras, visando a um restabelecimento constitucional, e a realização de eleições democráticas, é o caminho contrário ao escolhido no dia de ontem", afirmou Insulza em uma sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA.





"Em nenhum país é possível conciliar os dois processos que estão em andamento", acresentou secretário-geral.





Já o representante americano ante a OEA, Lewis Amselem, declarou que a volta clandestina do presidente deposto a seu país foi irresponsável e não serve aos interesses de seu povo, declarou nesta segunda-feira



"O retorno do presidente Zelaya a Honduras é irresponsável e não serve nem aos interesses de seu povo nem aos das pessoas que buscam o restabelecimento pacífico da ordem democrática em Honduras", afirmou Amselem ante o Conselho Permanente da OEA, reunido em sessão extraordinária.






"As pessoas que facilitaram o retorno do presidente Zelaya têm uma especial responsabilidade em prevenir a violência e o bem-estar do povo hondurenho", explicou o diplomata, sem dar maiores detalhes.





O secretário adjunto da ONU encarregado de assuntos políticos, Lynn Pascoe, por sua vez, afirmou que uma ação que desrespeite a inviolabilidade da embaixada do Brasil em Honduras seria um desastre.





"Será um desastre se ocorrer alguma ação que viole a lei internacional que garante a inviolabilidade das embaixadas", assinalou Pascoe em coletiva de imprensa.



Pascoe descreveu como uma "séria mudança negativa" da crise em Honduras o ultimato que o governo de fato lançou no fim de semana contra o Brasil, dando dez dias para definiri a situação de Zelaya sob a ameaça de expor sua embaixada à perda do estatuto diplomático.





"Este é um problema muito sério para todos nós", afirmou Pascoe, que também mostrou sua preocupação pelo agravamento da situação depois que o governo de fato decretou a restrição das liberdades públicas e fechou dois meios de comunicação que linha opositora.



Por fim, Zelay declarou que a comunidade internacional deve reagir imediatamente para evitar um magnicídio em Honduras.





"A comunidade internacional tem que reagir imediatamente antes que ocorra um magnicídio", declarou à AFP o presidente, que está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, cercada por centenas de efetivos militares e policiais.



"Eles silenciaram as únicas vozes o que o povo hondurenho tinha, estão matando nosso espírito de forma cruel e desumana", disse Zelaya.





Zelaya disse que o fechamento da rádio e da tv é uma evidência de que foi instaurada uma ditadura brutal em JHonduras, a mais dura que o país já viu em sua história". Segundo ele, a situação deve se agravar ainda mais daqui em diante.



Fonte: AFP Google

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

QUEM PAGOU A CONTA?

Mal chegou às livrarias e Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura já se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano.


A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.

O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. "Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).



Dinheiro da CIA para FHC

"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.



Fundação Ford

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.



Agente da CIA

Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.

Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.



Milhões de dólares

1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153).

2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443).

3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).



FHC facinho

4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).

5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).

6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.


Fonte: Blog Brasil Mobilizado

BRASIL TÊM ESTÉIA INÉDITA NA INTERNET

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) vai estrear uma modalidade inédita no país: os julgamentos pela internet. Inicialmente, apenas os desembargadores da 2ª Câmara Cível do tribunal vão julgar processos por meio de sessões virtuais. Segundo o TJ-RO, somente os casos que não tiverem sustentação oral (defesa falada dos advogados das partes) serão julgados pelo novo sistema.


A primeira sessão virtual está marcada para o dia 22 e poderá ser acompanhada por qualquer cidadão pelo site http://www.tjro.jus.br/. Segundo o idealizador do projeto, desembargador Marcos Alaor Diniz Grangeia, o novo sistema vai levar transparência, facilidade ao trabalho de juízes e advogados, economia de recursos, agilidade e o aumento na quantidade de julgamentos da Corte.

O mecanismo desenvolvido pela área de tecnologia do TJ-RO estabelece um cenário virtual que seguirá todas as etapas de um julgamento convencional. No entanto, não haverá imagens, pois as decisões de cada juiz serão proferidas a partir de um clique no mouse e da postagem de seus votos por escrito.

O sistema permite que o juiz vote de seu próprio gabinete, de casa e até em viagem. Os cidadãos também poderão acompanhar as sessões virtuais do local onde estiverem.

O acesso dos juízes se dará mediante a informação do nome de usuário e senha. Após a autenticação do acesso, o departamento judiciário cadastra a pauta no Sistema de Acompanhamento Processual (SAP) para que o julgamento seja iniciado. Na próxima terça, por exemplo, a sessão está prevista para ser iniciada às 8h. A partir desse horário, os magistrados poderão inserir o relatório e o voto, respeitando a sequencia regimental.

As informações que estão no sistema estão codificadas em criptografia SSL (Secure Sockets Layer), o que impede que, caso alguém tenha acesso aos arquivos, não consiga ler sem que se tenha a chave de segurança que traduz esses códigos.

“O plenário virtual tenta, na mesma medida que em um julgamento convencional, estabelecer o cenário do trabalho, seguindo as mesmíssimas regras. É uma ferramenta totalmente segura”, afirmou o desembargador Marcos Alaor.

No sistema, é possível acompanhar a situação e informações sobre os processos em julgamento, os retirados de pauta e os com pedido de vista. Após serem proferidos os votos dos integrantes do colegiado, o resultado da análise é automaticamente cadastrado. A 2ª Câmara Cível do TJ-RO julga casos de indenizações, conflitos e mandados de segurança.

De acordo com Marcos Alaor, a ferramenta começou a ser desenvolvida pelo TJ-RO em 2002 e foi testada em 2006 pela Turma Recursal do Juizado Especial. “Os colegas que utilizaram a ferramenta ajudaram a aprimorar o sistema”, disse o desembargador. Segundo ele, a Justiça estadual de São Paulo também desenvolve um sistema semelhante para julgamentos virtuais, mas que ainda não foi lançado.


Plenário virtual

No Supremo Tribunal Federal (STF) já existe um método de análises processuais parecido com a ferramenta criada em Rondônia. O “Plenário virtual” é um sistema no qual os ministros do Supremo julgam casos com a aplicação da chamada repercussão geral, mecanismo usado para evitar o julgamento em plenário de casos semelhantes. Após criado um entendimento sobre o assunto, os demais processos com o teor parecido são julgados pela internet com a aplicação da repercussão geral.

Alguns tribunais no país também usam a tecnologias como os interrogatórios e tomada de depoimento de testemunhas por videoconferência, que podem ser acompanhadas pela internet. Porém, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento virtual que será implementado em Rondônia é inédito no Brasil.

Marcos Alaor explicou que, após a primeira sessão virtual ser realizada na semana que vem, os desembargadores da 2a Câmara Cível vão preparar um relatório técnico com críticas e sugestões sobre o sistema virtual de julgamentos. A previsão é que as sessões virtuais ocorram uma vez por semana.

O desembargador acrescenta que o objetivo do TJ-RO é em um futuro próximo oferecer para outros tribunais do país o software público para que a prática de julgamentos virtuais se espalhe pelo Brasil. “Você não precisa de números para comprovar a eficiência da ferramenta. Traduz em economia de pessoal, agilidade no julgamento e eficiência para o Poder Judiciário”, defendeu Marcos Alaor.

Em junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) lançou o sistema de distribuição de processos digitalizados. O objetivo foi o de agilizar a chegada e o trâmite de ações na Corte. O modelo, no qual os advogados podem protocolar processos por meio da internet, sem a necessidade de ir até o tribunal, já foi adotado por grande parte dos tribunais brasileiros, inclusive o de Rondônia.

Fonte: G1

terça-feira, 22 de setembro de 2009

GOVERNO LULA TEM APROVAÇÃO DE 81%

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para de 81%, segundo a pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta terça-feira (22). Em junho, quando foi realizado o último levantamento, a avaliação do presidente da República era de 80%. A variação fica dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais.




Os dados mostram também que 69% dos brasileiros consideram o governo Lula ótimo ou bom, contra 68% na pesquisa de junho. Outros 22% consideram o governo regular e 9%, ruim ou péssimo.

A pesquisa foi realizada de 11 a 14 de setembro, com 2.002 entrevistados em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.


Para o diretor de relações institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita, a principal mensagem verificada na pesquisa é a de “melhora na percepção da sociedade sobre a recuperação da economima”. “Se mantêm bastante elevadas as avaliações do governo e do presidente Lula, que permanecem altas, com oscilações dentro da margem de erro”, avaliou.



Governo

A nota média que o governo Lula recebeu em agosto cresceu um décimo em relação a junho, atingindo a marca de 7,6, em uma escala de zero a dez. Dentre os entrevistados, 76% disseram confiar no presidente Lula, mesmo patamar verificado no último levantamento.


Já na comparação entre o primeiro e o segundo mandato de Lula, 44% da população considera a atual gestão melhor. Outros 40% acham que a atuação do presidente em ambos os mandatos se mantém igual, enquanto 14% dizem que o segundo mandato é pior.


Em todas as nove áreas pesquisadas, o governo Lula registrou melhoria na aprovação. No combate à fome e à pobreza, a aprovação chegou a 68%, oito pontos percentuais a mais que em junho. Já no combate ao desemprego, 55% avaliaram que a atuação do governo é eficaz, contra 50% na última pesquisa.

Os outros índices de aprovação do governo são de 55% em relação ao combate à inflação, 42% na área de segurança pública, 45% quanto à taxa de juros, 40% em relação aos impostos, 61% na gestão do meio ambiente, 44% sobre a atuação na área de saúde e 59% na gestão educacional.


“Esse clima de otimismo com o ambiente econômico certamente tem impacto nas avaliações setoriais, que mostram melhora na atuação do governo, em relação a várias áreas, como no combate ao desemprego”, destacou Marco Antonio Guarita.

BRASIL INVESTIMENTO SEGURO


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) bateu novo recorde no fechamento desta terça-feira (22), com alta de 0,93%, alcançando os 61.493 pontos.

No final do dia, o índice Ibovespa, referência para o mercado nacional, reagiu ainda mais com base no fato de a agência de classificação de risco Moody's ter elevado a nota soberana do Brasil, que entrou na faixa considerada investimento seguro.


Era a última agência internacional que faltava dar tal reconhecimento ao país. Standard & Poor's e Fitch já haviam atribuído a nota ao Brasil no ano passado. De acordo com a Moody's, o Brasil mostra mais fôlego diante da crise internacional que outros países que já tinham o grau de investimento.

O setor de mineração foi o que deu mais força à bolsa pelo segundo dia consecutivo, com forte destaque para a mineradora Vale. O índice Ibovespa, referência para o mercado nacional, tem forte influência do setor de commodities, que representam cerca de 60% de suas negociações.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras subiu 0,66%, para R$ 34,83; Vale avançou 2,54%, a R$ 37,02. Outros destaques também ficaram por conta do Itaú Unibanco, que ganhou 0,44%, para R$ 34,05 e Bradesco, que teve valorização de 0,38%, a R$ 33,60. O volume financeiro negociado ficou em R$ 5,93 bilhões, acima da média para as últimas semanas.


Fonte: Reuters e do Valor OnLine

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CIRO GOMES NO CANAL LIVRE

Ontem o programa Canal Livre da TV Bandeirantes entrevistou o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) que falou sobre diversos temas, dentre eles, sua pré-candidatura a presidente do Brasil e a pseudo-reforma eleitoral aprovada no Congresso Nacional.




Os entrevistadores foram Boris Casoy, Fernando Mitre e Antônio Teles, que se prepararam para botar o deputado Ciro Gomes contra a parede. Mas, o deputado deu um show e foi espetacular em suas respostas e, sobretudo, no debate dialético com o jornalista Boris Casoy, que parecia um propagandista da oposição.


Ciro Gomes disse que a aliança do PT com o PMDB é de uma "flruxidão moral e intelectual", não concordando com a forma que ela foi estabelecida. Mas considera esse tipo de aliança necessária, para que o Presidente da República possa governar sem maioria no Congresso Nacional.


No decorrer da entrevista foi enfático em afirmar que parte da elite brasileira é golpista e que a imprensa, em sua grande maioria, enaltece o negativo, ou seja, trabalha no sentido oposto ao fortalecimento das instituições brasileiras.


Quando questionado se poderia ser candidato a presidente do Brasil ele foi taxativo. "Se depender de mim serei candidato a presidente do Brasil", afirmou. Porém ele deixou claro que sua candidatura está sendo discutida e a decisão é do seu partido e dos partidos que poderão se compor para dar sustentação à sua postulação ao Planalto.


Ciro Gomes convocou os jovens para entrar na política e tirar do cenário atual os “pilantras” que dela se locupletam. O deputado disse que é importante que o jovem retorne a discutir política e se apresente à sociedade como alternativa aos quadros que estão comandando o cenário político há décadas.
A avaliação que faço da entrevista é que ela foi muito boa e sem dúvidas o deputado Ciro Gomes está credenciado a disputar a vaga de presidente nas próximas eleições gerais no Brasil.


Fonte: Blog do Gutemberg Dias

REDUÇÃO DA DESIGUALDADE DE RENDA


A renda do trabalho explica 66,86% da queda da desigualdade entre 2008 e 2001, de acordo com estudo do Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Bolsa Família responde por 17%, a renda de previdência por 15,72% e as transferências privadas por 0,50%.




No período, os 10% mais pobres da população brasileira tiveram aumento de renda de 72,45%, enquanto para os 10% mais ricos esse crescimento de renda foi de 11,37%. O restante da população, também dividido em grupos de 10%, mostrou maior alta da renda quanto mais pobres eram. Para o economista-chefe do CPS, Marcelo Néri, "esta é a década da redução da desigualdade de renda".


Néri considera a renda do trabalho superior a de transferências governamentais "até para a satisfação pessoal" de quem recebe. Dentro dos programas sociais, porém, ele defendeu o Bolsa Família como o melhor para reduzir a desigualdade, porque atinge realmente os mais pobres. Ele classificou o mercado interno e o Bolsa Família como dupla de ataque contra a crise: "O Pelé é o mercado interno e o Tostão é o Bolsa Família", comparou.


Segundo pesquisa do CPS, o Bolsa Família beneficia principalmente a classe E, enquanto o reajuste do salário mínimo é melhor para a classe D e a previdência, para a classe AB. Néri declarou-se contra o aumento permanente do salário mínimo como o governo pretende fazer, com a consolidação das leis sociais.

Fonte: Agência Estado

BRASIL SERÁ LÍDER EM CRESCIMENTO






Brasil será líder em crescimento na região, segundo a Moody's.

Para empresa, economia latino-americana teve 'recessão leve'.


A economia latino-americana se prepara para um novo ciclo de expansão em 2010, depois de sofrer uma leve recessão, de acordo com relatório econômico divulgado nesta segunda-feira (21) pela agência de risco de crédito Moody's. Segundo a empresa, o crescimento será liderado pelos países do Cone-Sul, com o Brasil na ponta, seguido por economias como Peru, Chile e Colômbia.



"O ciclo começará uma recuperação depois da crise, e chegará a um crescimento potencial de 4% em 2011. No médio prazo, a região poderá entrar em um patamar de expansão mais sustentável, graças às reformas implementadas. No longo prazo, o crescimento anual poderá ficar em 5%, em média", diz o estudo.



O estudo vê a recessão vivida pela América Latina como "leve". "A força dos bancos da região durante a crise é creditada não apenas à exposição marginal a ativos arriscados, mas também à regulação que prevê investimentos de, no máximo, um terço dos ativos em investimentos arriscados. Graças a isso, as instituições financeiras superaram a turbulência e continuaram fortes."

Fonte: G1


Lula: crise é tsunami nos EUA e, se chegar ao Brasil, será 'marolinha'.
Publicada em 04/10/2008  O Globo

Quem lembra quanta polemica foi levantada pela oposição, quando o Presidente Lula fez essa declaração?!
E agora uma empresa estrangeira confirma o que ele (Lula) e as pessoas de bom senso já sabiam.




quarta-feira, 16 de setembro de 2009

9 MIL VAGAS EM SÃO PAULO. É ISSO MESMO: 9 MIL!!!

Os centros de intermediação de mão-de-obra da cidade de São Paulo - Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST) e o Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) - têm 13.686 postos de trabalho disponíveis em seus bancos de vagas nesta semana para a Grande São Paulo. Desse total, 1.762 vagas são para portadores de necessidades especiais.

Os empregadores preferem que o candidato more perto do local de trabalho ou com facilidade de acesso - como é o caso das 9.335 vagas que estão no mapa abaixo, que traz número de postos por região da cidade, os cargos com maior número de oportunidades entre as áreas operacional, administrativa e técnica, os requisitos e salários.
Existem ainda 3.079 vagas que aceitam candidatos de todas as regiões e 1.272 para candidatos da Grande São Paulo (Guarulhos, Osasco e cidades do ABC).


Não há um prazo para inscrição. A seleção é feita até o preenchimento das vagas. Por isso, é recomendado que os candidatos compareçam às unidades do CST e CAT o quanto antes. De acordo com o Centro de Solidariedade ao Trabalhador, as vagas da área administrativa são preenchidas mais rapidamente que as demais devido à grande procura.

A Zona Sul é a região que oferece o maior número de vagas nesta semana: são 3.142. O maior número é para os cargos de operador de supermercado e recepcionista.

Além das vagas acima, há ainda 44 oportunidades para empregado doméstico dos serviços gerais (de R$ 500 a R$ 800), 13 vagas para cozinheiro de restaurante (de R$ 465 e R$ 1500), 21 para estoquista (de R$ 665 a R$ 750), 12 para auxiliar de vendas (de R$ 550 a R$ 700), 7 para técnico eletrônico (de R$ 900 a R$ 1.440) e 6 para técnico de refrigeração para o McDonald’s (R$ 1.500).

A região central oferece 1.963 vagas. O maior número é para operador de telemarketing e auxiliar de limpeza.


Há ainda 45 vagas para repositor de mercadoria (de R$ 530 a R$ 695), 15 para atendente de balcão (de R$ 510 a R$ 673), 26 para estoquista (R$ 600), 4 para gerente de loja, restaurante ou supermercado (R$ 1 mil), 2 para emendador de cabo elétrico (R$ 697) e 2 para serralheiros (R$ 1 mil).

Já a Zona Oeste tem 1.841 vagas disponíveis. O maior número é para atendente de lanchonete e porteiro de edifícios.

Há ainda 175 vagas para operador de telemarketing (R$ 484), 18 para repositor de mercadoria (R$ 665), 35 para recepcionista (de R$ 600 a R$ 736), 7 para auxiliar de vendas (de R$ 480 a R$ 600), 6 para costureiras (de R$ 716 a R$ 1300) e 3 para confeiteiros (de R$ 682 a R$ 1.200).

A Zona Norte conta com 1.232 vagas. Os cargos com maior número de vagas são operador de telemarketing e porteiro.

Há ainda 19 vagas para empregado doméstico dos serviços gerais (R$ 600), 12 para manobristas (R$ 730), 4 para auxiliar de vendas (de R$ 650 a R$ 800), 2 para auxiliar de crédito (R$ 725), 4 para auxiliar de pintor de automóvel (de R$ 650 a R$ 753) e 2 para técnico eletrônico (R$ 900).

Na Zona Leste são 1.157 vagas. Os cargos com maior número de chances são operador de telemarketing e motorista de caminhão.

Há ainda 36 vagas para porteiro (de R$ 570 a R$ 800), 27 para operador de caixa (de R$ 465 a R$ 730), 2 para supervisor de atendimento ao cliente (R$ 577), 4 para auxiliar contábil (R$ 700), 4 para técnico de projeto eletrotécnico (R$ 1.500) e 3 para técnico de refrigeração (R$ 2 mil).


Como se candidatar


Os interessados devem comparecer aos endereços abaixo com carteira profissional, RG, CPF, certificado de escolaridade e currículo.


Centro de Apoio ao Trabalho de São Paulo

Zona Sul / Interlagos

Avenida Interlagos, 6.122

Zona Leste / Itaquera

Rua Gregório Ramalho, 12

Zona Oeste / Lapa

Rua Monteiro de Melo, 342

Zona Norte / Santana

Rua Voluntários da Pátria, 1.553

Zona Central / Luz

Rua Prestes Maia, 913

O horário de atendimento é das 7h às 18h, de segunda a sexta-feira



Centro de Solidariedade ao Trabalhador de São Paulo

Região central

Rua Galvão Bueno, 782 - Liberdade

Zona Sul

Rua Barão do Rio Branco, 864 - Santo Amaro

O horário de atendimento é das 7h às 16h, de segunda a sexta-feira

DESEMPREGO EM QUEDA - CAGED APONTA 242 MIL POSTOS

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (16) pelo Ministério do Trabalho, revelam que foram criados 242 mil postos com carteira assinada em agosto, o melhor resultado de 2009.



Até agora, o melhor saldo deste ano havia sido registrado em julho, com 138 mil vagas abertas. O número veio até melhor do que o mesmo mês de 2008, quando foram criadas 239,1 mil vagas. Com isso, foi o melhor mês de agosto da série histórica do Caged, que começa em 1992.


"O resultado superou todas as expectativas. É o melhor resultado do Caged para o mês de agosto. A massa salarial está se recuperando e, com isso, a população tem mais dinheiro para comprar. A indústria teve de produzir para vender e agora está contratando", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.


Crise financeira


A criação de vagas formais vinha em trajetória favorável até setembro do ano passado, mês no qual foram criadas 282 mil vagas. De outubro em diante, o emprego começou a sentir os efeitos da crise financeira internacional.

Em outubro, o resultado ainda foi positivo, mas houve queda no número de empregos criados. O governo contabilizou a criação de 61,4 mil postos em outubro, mas em novembro já houve o fechamento de 40,8 mil vagas e de outras 654,9 mil em dezembro.

A partir de fevereiro, porém, o emprego formal começou a se recuperar, com a abertura de 9,1 mil postos formais. Entre fevereiro e agosto deste ano, foram criadas 781,5 mil postos. Ou seja, as vagas abertas quase chegam ao número de demitidos por conta da crise (entre novembro e janeiro).


"Se avaliar o período da crise, já recuperamos. Os empresários subestimaram a força do mercado interno. Agora vão ter mais custos para contratar", disse o ministro Lupi.


Acumulado do ano e projeções


No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o Ministério do Trabalho informou que foram criadas 680 mil vagas com carteira assinada, o que representa uma queda de 62% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,8 milhão de vagas.

Até o momento, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vinha projetando a criação de um milhão de vagas em todo ano de 2009. Frente ao resultado de agosto, ele passou a afirmar que o número de postos criados superará esta marca. Porém, não citou um número. Para ele, o Produto Interno Bruto (PIB) terá crescimento de 2% neste ano.

"O mês de setembro será melhor do que o de agosto. Acho que teremos recordes sequenciais. O que temos é uma recuperação generalizada no emprego formal. Vamos ter o melhor ano do governo Lula em 2010, com mais de 1,8 milhão de vagas abertas", disse Lupi a jornalistas. O recorde atual do governo Lula é o ano de 2007, quando foram abertas 1,61 milhão de vagas.


Setores


Dados do Ministério do Trabalho mostram que todos os setores da economia registraram contratações em agosto deste ano, com exceção da agropecuária, que fechou 11,2 mil vagas. Neste caso, explicou Lupi, isso se deve ao fim das safras de café em Minas Gerais e São Paulo.

No caso da indústria, os números confirmam a recuperação, com a abertura de 66,5 mil postos com carteira assinada em agosto, superando até o mesmo mês de 2008 (+54,5 mil vagas). "O número de empregos gerados em agosto é quase três vezes maior do que o registrado no mês de julho [+17,3 mil postos]", informou o Ministério do Trabalho.

A construção civil abriu 39,9 mil empregos com carteira assinada no mês passado, e o Comércio contratou outros 56,8 mil trabalhadores formais. O setor de Serviços, por sua vez, foi o grande destaque do mês passado, com a abertura de 85,5 mil vagas. Esse é o segundo maior saldo do mês de agosto da série histórica, que começa em 1992.

Fonte: G1

RECORDE PARA O BRASIL


A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta nesta quarta-feira (16). Com isso, o mercado brasileiro superou a marca de 60 mil pontos pela primeira vez desde julho de 2008, além de garantir um novo patamar recorde para o ano de 2009.

O índice Ibovespa tinha alta de 1,46%, operando aos 60.130 pontos, às 14h15. Dados econômicos sobre inflação e produção industrial vieram dentro das expectativas do analistas e davam força ao pregão norte-americano, cujo bom humor se refletia nas operações locais.
Com o resultado da véspera, quando o índice marcou 59.263 pontos, o Ibovespa, índice que é referência para os negócios no Brasil, acumulou alta de 101% desde 27 de outubro do ano passado, no auge da crise, quando atingiu mínima de 29.435 pontos. Em 2009, o indicador já acumula ganho de 58%.


Análise

Para Alexandre Chaia, professor do Insper (ex-Ibmec de São Paulo), "não era esperado o patamar de 60 mil pontos neste ano". Para o especialista, o quadro de depressão mundial pintado no final do ano passado não se realizou e no Brasil a economia já está no final do ciclo de queda.
"Após a crise de 1929, houve uma recessão de dez anos. Esperava-se a mesma coisa mas a recessão ocorreu em só um ano", disse. Ele afirmou também que a reação à crise foi exagerada.

Fonte: G1

Ops.: Como podemos observar, o Presidente Lula estava certo ao dizer que era só uma marolinha; Assim, como o nosso amigo Arnaldo José da Silva. Cabe agora os empresários voltarem a investir, contratar e expandir a econômia.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

OS SINDICALISTAS EXIGEM AUMENTO REAL DE SEUS SALÁRIOS

Assembleia de Metalúrgicos em frente à fábrica da Mercedes, em São Bernardo do Campo (SP), quinta-feira. Metalúrgicos e empresas automobilísticas filiadas ao Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) não conseguiram ontem chegar a um acordo de reajuste salarial. A entidade patronal reiterou a proposta de reposição inflacionária, que deve ficar ao redor de 4,7%. Os sindicalistas, por outro lado, exigem aumento real de seus salários.

IPCA - Índice Geral de Preços ao Consumidor Aponta Deflação


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (10) que o Índice Geral de Preços ao Consumidor (IPCA) ficou em 0,15% em julho, com retração de 0,09 pontos percentuais em relação a julho, quando o indicador marcou 0,24%. O resultado do IPCA de agosto foi o mais baixo em três anos.


A inflação mostrou queda também em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o IPCA foi de 0,28%. No acumulado de 2009, o índice marca 2,97%. Em 12 meses, o percentual é de 4,36%.

O IPCA é considerada a "inflação oficial" do país, uma vez que é a utilizada para o cálculo da meta de inflação do governo federal, que é de 4,5% ao ano. O índice é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.

Capitais

Entre as capitais pesquisadas, três tiveram deflação no período (Recife, Rio de Janeiro e Salvador), enquanto São Paulo registrou a maior variação de preços (0,57%), com Curitiba e Fortaleza empatadas em segundo lugar (ambas com 0,35% de alta no mês de agosto).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lula pede participação da sociedade nas discussões do pré-sal


Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil



Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o tradicional discurso do aniversário de independência do Brasil para pedir que a população brasileira participe do processo que definirá o modelo de exploração das reservas de petróleo situadas na camada do pré-sal.

“Uma democracia só se fortalece com a participação da sociedade. Por isso se mobilize, converse com seus amigos, escreva para seu deputado, seu senador, para que eles apoiem o que é melhor para o Brasil”, disse o presidente hoje (6) em cadeia nacional.

Lula afirmou que os projetos de lei enviados ao Congresso Nacional vão garantir que esta riqueza seja corretamente utilizada para o bem do Brasil e de todos os brasileiros. “Peço a cada um de vocês que acompanhe passo a passo as discussões destas leis no Congresso. Que se informe, reflita, e entre de corpo e alma nesse debate tão importante para os destinos do Brasil e para o futuro de nossos filhos e netos”, disse.

O fundo social – proposto com o objetivo de garantir que parte dos lucros obtidos a partir da exploração do pré-sal seja aplicada em educação, ciência e tecnologia, cultura, defesa do meio ambiente e combate à pobreza – foi novamente defendido pelo presidente. “Propomos que os recursos do pré-sal sejam colocados em um fundo social, controlado pela sociedade, e que será aplicado, majoritariamente, em desenvolvimento humano”, declarou.

“De um lado, o novo fundo será uma megapoupança, um passaporte para o futuro, que nos ajudará, entre outras coisas, a pagar a imensa dívida que o país tem com a educação e a pobreza. De outro lado, funcionará como um dique contra a entrada desordenada de dinheiro externo, evitando seus efeitos nocivos e garantindo que nossa economia siga saudável, forte e baseada no trabalho e no talento de nossa gente”, explicou o presidente.

Lula cobrou responsabilidade dos parlamentares: “O embate e a paixão política fazem parte do universo democrático, mas não podemos deixar que interesses menores retardem ou desviem a marcha do futuro”, argumentou.

E resumiu em duas frases a proposta do governo: “De um lado, ela garante que a maior parte da riqueza do pré-sal fique nas mãos dos brasileiros; de outro, ela impede que qualquer governante gaste de forma irresponsável estes recursos”.

“A história tem mostrado que a riqueza do petróleo é uma faca de dois gumes. Quando bem explorada, traz progresso para o povo. Quando mal explorada, ela traz conflitos, desperdícios, agressão ao meio ambiente, desorganização da economia e privilégios para uns poucos. Assim, alguns países pobres, ricos em petróleo, não conseguiram jamais sair da miséria”, argumentou o presidente.

Para Lula, o modelo de partilha é a grande novidade que consta na proposta apresentada por ele. “Quase todos os países que têm grandes reservas e baixo risco de exploração adotam este sistema. Ele garante que o estado e o povo continuem donos da maior parte do óleo e do gás mesmo depois de sua extração. O modelo de concessão, que foi adotado em 97, não se adapta à nova situação”, disse.

“Seria um erro grave mantê-lo no pré-sal. Ele foi implantado quando não sabíamos da existência de grandes reservas e o país não tinha recursos para explorar seu petróleo”, acrescentou.

“Estamos propondo, também, que a Petrobras seja a operadora de toda área. Ou seja, exerça atividades de exploração e produção, com uma participação mínima de 30% em todos os blocos. Assim saberemos tudo sobre as reservas, aperfeiçoaremos nossa tecnologia e faremos da Petrobras uma empresa ainda mais forte”, afirmou. “Este trabalho será complementado pela Petro-sal, uma nova empresa estatal, enxuta e altamente qualificada, que vai gerir os contratos de partilha e os de comercialização”, completou.

Segundo Lula, a nova empresa não vai concorrer com a Petrobras. “Sua função é ser o olho do povo na fiscalização de toda operação”, disse.

Edição: Lílian Beraldo

sábado, 5 de setembro de 2009

A Criança é Tão Feia que Ninguém Quer Ser o Pai

Por: André Raboni

Não tenho receio de recuar quando necessário, mas nesse caso estou apenas esclarecendo um ponto que havia sido aprovado pela Câmara e passou despercebido pelos senadores”. Senador Eduardo Azeredo, dizendo que o artigo da nova lei eleitoral, que proibiria blogs e sites de emitir opinião durante as eleições, foi aprovado sem ser percebido pelos senadores.

A reação da sociedade brasileira contra o projeto da nova lei eleitoral surtiu efeito. Durante esta semana, foram muitos os protestos na rede contra o monstrengo que o Congresso queria aprovar para restringir as liberdades na internet durante o período eleitoral.

O democrata Marco Maciel esquivou-se da alcunha de censor, afirmando que o capítulo que restringe as liberdade da internet ficou sob responsabilidade do senador Eduardo Azeredo.

Já o tucano Eduardo Azeredo disse que os senadores aprovaram o projeto de lei “sem perceber” o artigo relativo à internet.

Logo Azeredo, o criador do projeto que quer acabar com a liberdade e a privacidade na internet (projeto este que já foi, inclusive, aprovado no Senado e tramita na Câmara) não teria “percebido” o artigo?

Sei…

No bom estilo Sinhá Boça: “acredite, por favor!”

Esse simples relapso dos senadores criaria um monstrengo legal que proibiria blogs e sites noticiosos de emitir opinião sobre os candidatos, durante os períodos eleitorais.

Em bom português, significa dizer que o Congresso daria um cala a boca na blogosfera, que tem incomodado muito alguns expoentes das nossas classes políticas.

A criança é tão feia que ninguém quer se assumir como pai…

Fonte: http://acertodecontas.blog.br/

Recuperação da Economia Deve Gerar Um Crescimento de 4,5%


Previsão para 2010


Segundo do Ministério do Planejamento, o resultado deverá somar em 2010, R$ 38,9 bilhões. De acordo com o titular da pasta, ministro Paulo Bernardo, a recuperação da economia no próximo ano, com crescimento previsto de 4,5%, vai gerara mais contratações com carteira assinada, contribuindo para a queda do déficit.
Outro fator que deve gerar mais formalização, segundo o ministro do Planejamento, é a figura do microempreendedor individual, que começou a valer neste ano.


O déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a previdência do setor privado, apresentou em 2008 a primeira queda desde 1995, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Previdência Social. No ano 2008, o déficit ficou em R$ 36,2 bilhões, com queda de 19,3% frente ao resultado negativo de 2007, que somou R$ 44,8 bilhões.


Em dezembro de 2008, as contas da Previdência Social registraram superávit, isto é, a arrecadação líquida, que somou R$ 22,96 bilhões, ficou acima das despesas com o pagamento de benefícios, que totalizaram R$ 21,22 bilhões. Com isso, o resultado ficou positivo em R$ 1,73 bilhão.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

POR QUE A OPOSIÇÃO NÃO QUER A APROVAÇÃO DA CSS?!

Câmara retardou a votação do novo imposto do cheque, a Contribuição Social para a Saúde (CSS), marcada para hoje.

A regulamentação da Emenda 29, que aumenta recursos para a saúde, dominou ontem as discussões na Câmara e retardou a votação do novo imposto do cheque, a Contribuição Social para a Saúde (CSS), marcada para hoje.


O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), até tentou incluir a matéria na pauta, mas não houve acordo entre os líderes dos partidos do governo e da oposição para votar o texto na próxima semana. Chinaglia previu que os trabalhos se alongassem durante a noite e até de madrugada.


Os oposicionistas tentavam impedir a votação da MP 424/08, que concede crédito extraordinário de R$ 1,8 bilhão a diversos órgãos do Poder Executivo. É que a matéria tranca a pauta e impede a votação do projeto de lei 306, que regulamenta a emenda constitucional 29. "A proposta da oposição era de que não obstruísse os trabalhos, se o governo concordasse em votar a matéria em outra data.", comentou.


Para o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), "Nós esperamos que isso não aconteça e que o novo imposto não seja aprovado".


Exatamente o contrário pensa o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS). "Temos votos, temos segurança para aprovar a CSS. Além disso, a saúde terá recursos extras em um ano melhor de arrecadação e depois, em 2009, a CSS se agrega".


A oposição não quer a implantação da CSS, porque, essa contribuição (imposto) incide diretamente sobre a classe rica. Ou seja, o rico terá de contribuir para o pobre (SUS); aquele que movimentar mais de R$ 3.200,00 reais. A contribuição é de 1% sobre a movimentação. Contra a CSS, está os grandes empresários e a mídia.


Você já imaginou, quanto a Rede Globo teria que contribuir través da CSS, após esses BBB´s ?!...?!...?!... Quanto seria arecadado para o SUS?!...


O grande problema está na demagogia da oposição. Todos reclamam que deve existir mais investimento na saúde, porém, obstruem e declaram fielmante que são contra o esse imposto. A preocupação da oposição, não está na criação do imposto. A preocupação da oposição está na real chance de existir um sucessor do Presidente Luis Inácio Lula da Silva.


Isso ocorre porque, o Governo Lula está repassando do rico, aos mais necessitados, nesse caso diretamente o (SUS). Ele está fazendo o que a oposição nunca soube fazer Governar com distribuição de renda.

Trabalhar contra a implantação da CSS (imposto do cheque), é atuar contra o pobre doente do SUS.

SETE DE SETEMBRO MINGUADO "QUEM LEMBRA?!"


SETE DE SETEMBRO MINGUADO

O ano foi marcado por um fato inédito: a dispensa de 44 mil dos 52 mil recrutas convocados. E até sem precisar - essa é a opinião de um dos mais influentes colaboradores do presidente Fernando Henrique na área econômica. A dispensa de recrutas teria desgastado a imagem do governo e azedado as relações com as Forças Armadas.

Um episódio que poderia ter sido evitado se, de acordo com esse assessor, houvesse um pouco mais de empenho e criatividade por parte do governo. O dinheiro economizado com a dispensa de recrutas poderia ter vindo de outra fonte, facilmente, segundo ele. A medida de emergência trouxe novamente discussões por mais verbas para os militares.

O governo não deu o dinheiro necessário, mas liberou R$ 300 milhões para o Ministério da Defesa, lançou o Sistema de Vigilância da Amazônia, o Sivam, e abriu a discussão para a compra de novos caças para a Aeronáutica. Mesmo assim, os cortes de verba continuam severos. Dos R$ 5,2 bilhões previstos no orçamento, apenas R$ 3,3 bilhões foram liberados até agora.

A Aeronáutica foi a força mais prejudicada. Isso provocou o cancelamento de operações militares por todo o Brasil e impediu o reforço programado nas fronteiras da Amazônia. A falta de dinheiro também afetou o desfile de 7 de setembro.

Este ano, ele vai ter menos tropas e menos carros. Até a apresentação de caças da Força Aérea foi suspensa. Mas terá uma novidade: o Palácio do Planalto vai oferecer um coquetel depois do desfile para os oficiais mais graduados. Mas a maior preocupação dos militares agora não é o desfile, mas os recursos para o ano que vem. A proposta de orçamento do governo enviada ao Congresso prevê R$ 4,45 bilhões para o Ministério, verba que os militares esperam que o novo presidente não corte.


Fonte: Jornal Bom Dia Brasil - 2002

PRODUÇÃO DE MOTOCICLETAS EM ALTA NO BRASIL




As vendas para concessionárias também tiveram alta com 140.702 unidades comercializadas ante 122.736 em julho, um aumento de 14%.


A produção de motocicletas e similares no país cresceu 22% em agosto em relação a julho, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (4) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Foram produzidas produziu 154.714 unidades, contra 127.297 no mês anterior, o que revela uma recuperação das fabricantes.

Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil Cresceu Entre 1,8% e 2%





O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (4), em Londres, que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu entre 1,8% e 2% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os primeiros três meses de 2009.



Os países membros do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) se reuniram nesta sexta em Londres, antes do encontro de ministros de G-20 - grupo das 20 maiores economias industrializadas e em desenvolvimento do mundo - marcado para este sábado (5).



O ministro avalia que ainda não é hora de adotar estratégias de saída porque o Brasil não teve o mesmo comprometimento fiscal que os outros países - os pacotes de estímulo no país representaram apenas 1% do PIB.



Segundo Mantega, em julho e agosto, a economia brasileira deu fortes sinais de aceleração da recuperação em razão da retomada da produção industrial, disse o ministro.

Segundo ele, as medidas de combate à crise já adotadas estão surtindo efeito. Mesmo assim, o ministro é contra a adoção de estratégias de saída neste momento e avalia que as medidas anticíclicas devem ser mantidas no País, ponto defendido também pelos demais países do grupo Bric.